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12/08/2011 - 04:34

Integrantes do Governo de Minas demonstram apoio ao movimento Lagoa Santa Sã e Salva

Iniciativa de moradores e frequentadores de Lagoa Santa vai reunir lideranças públicas e empresariais para discutir o futuro da cidade frente ao avanço da urbanização do Vetor Norte e a consequente especulação imobiliária.

Recuperar o passado de Lagoa Santa, frear o crescimento desordenado no Vetor Norte e mostrar o potencial da cidade como espaço de cultura e tecnologia, serão os temas debatidos durante encontro no dia 13 de agosto no município. Iniciado pela engenheira civil e consultora na área da gestão ambiental e de recursos hídricos, Patrícia Boson, com o apoio do arquiteto Gustavo Penna, da superintendente executiva da Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, e de lideranças da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o movimento Lagoa Santa Sã e Salva agora conta com o apoio de integrantes do Governo.

No dia do encontro, além das lideranças já citadas, marcarão presença o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fábio Veras, e o 1º Secretário da Câmara Municipal de Lagoa Santa, o vereador Genesco Oliveira Neto. Quem também dá total apoio à iniciativa é o diretor de Operação Centro Leste da Copasa, Valério Parreira.

A principal vontade do grupo é transformar o caráter de cidade satélite que o município tem agregado nos últimos anos, em cidade do conhecimento, estimulando a inclusão do município na rota tecnológica (Projeto Vetec) determinada pelo Conselho Fiemg Jovem, pela Sede e pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), que pretende transformar a área entre a Pampulha e o Aeroporto de Confins em uma rota de produção de bens e serviços de alto valor tecnológico.

A ideia é reunir empresas, organizações e centros de educação que viabilizem a consolidação de um polo de conhecimento nessa área. “Iremos reunir as vontades, intenções e potencialidades de cada município para que eles possam participar desta rota de acordo com o seu interesse”, explica o presidente do Conselho Fiemg Jovem, Daniel Junqueira. Assim, Lagoa Santa não mais seria uma cidade sem identidade, mas uma cidade com centros de educação para despertar e preparar seus jovens para as artes e a ciência.

“A rota tecnológica que começa no bairro Cidade Nova e no Horto, pode finalizar de forma emblemática em Lagoa Santa, que seria a cidade do encontro de cérebros para a ciência, a tecnologia, a arte, a moda, a música. Encontro de poetas, filósofos, historiadores, museólogos, antropólogos e educadores. Cidade para despertar e preparar seus jovens para as artes e a ciência”, sugere Patrícia Boson. De acordo com ela, a ideia é estimular a instalação de centros de convenção que possam sediar seminários e eventos de peso, atrair universidades e centros de capacitação para os moradores da região, aumentando sua chance de serem absorvidos pelas empresas e organizações do Vetec.

Fábio Veras também apoia a ideia e acredita no potencial do município. “O Vetec vai trazer a economia do conhecimento para Minas Gerais, ultrapassando assim os limites da economia tradicional. E Lagoa Santa já tem uma matriz que permite a entrada desta nova economia, deixando de ser apenas um núcleo de condomínios para formar um eixo de desenvolvimento tecnológico arrojado”, argumenta. “A transição já foi iniciada, a partir da instalação do Centro de Capacitação Aeroespacial de Lagoa Santa. Assim, o encontro do dia 13 será de extrema importância para se refletir sobre que lugar a cidade quer ocupar nesta rota tecnológica”, completa.

O diretor de Operação Centro Leste da Copasa, Valério Parreira, apoia a iniciativa e acredita que a realização do encontro vai chamar a atenção das pessoas para a perda de qualidade de vida dos que moram e visitam a cidade e região de Lagoa Santa, alertando a todos para a exploração desenfreada das áreas por questões imobiliárias e comerciais. “Sabemos que o planejamento das atividades é a melhor forma de prevenirmos problemas sérios de infraestrutura de cidades. Saber com antecedência a vocação empresarial e cultural local é uma das formas para melhor planejar”, assinala.

Sã e salva- Outra vontade do grupo é sensibilizar o público empresarial para apoiar um projeto de desassoreamento da lagoa central, que perde sua profundidade e vitalidade em velocidade assustadora. “A iniciativa de reunir pessoas que possam se comprometer de forma mais organizada para lutar pela preservação da região cárstica de Lagoa Santa e qualidade de vida de seus habitantes é 100% positiva”, analisa a superintendente executiva da Amda, Maria Dalce Ricas. “Assoreamento e degradação da lagoa significa degradação do fantástico complexo hídrico subterrâneo da região, que em minha opinião, vale muito mais do que qualquer condomínio, mineração ou aeroporto”, completa.

A lagoa, além de ser um bem natural, tendo sido inclusive tombada pelo município por decreto-lei de 2001, é um bem social que justificou o nome da cidade. “A lagoa é uma dolina, uma formação geológica rara alimentada em grande parte por água de chuva e canais subterrâneos. É um bem natural, legado de milhões de anos que precisa ser valorizado e protegido. E por ser também um ambiente de convivência e lazer das pessoas que moram ali, é enorme a responsabilidade de mantê-lo íntegro”, ressalta o arquiteto Gustavo Penna, que também participa do movimento batizado por ele Lagoa Santa Sã e Salva.

O vereador Genesco Oliveira Neto, também concorda que Lagoa Santa não pode e não deve se transformar em um bairro da capital. “Enquanto parlamentar estarei ombro a ombro com os representantes da sociedade para impedir ações predatórias e exploratórias”, afirma. “Louvo a iniciativa de Patricia Boson, iniciativa essa que dever ser levada a toda cidade porque daqui a poucos teremos somente a historia da lagoa que um dia foi santa!”, completa.

E para criar a identidade visual do evento, o grupo Lagoa Santa Sã e Salva contará com a parceria do estilista mineiro Victor Dzenk, cuja fábrica está instalada há 18 anos na orla da lagoa. Dzenk morou muitos anos de sua infância na cidade e também se sente parte deste movimento. “Diante do boom do crescimento da cidade, me preocupo para que o crescimento vertical não atinja a orla da Lagoa e também que o povo local seja inserido nesse crescimento com trabalho e emprego”, expõe o artista, que em sua fábrica emprega 60 funcionários diretos.

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