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30/06/2011 - 11:06

Dilma faz no Paraguai alerta sobre a situação econômica mundial


Brasília – Ao discursar no dia 29 de junho (quarta-feira), na abertura da 41 ª Reunião de Cúpula do Mercosul, em Assunção, a presidenta Dilma Rousseff fez um alerta sobre a situação econômica mundial e citou a difícil situação de países como os Estados Unidos, a Grécia, Portugal, a Irlanda e a Espanha.

"Os países em desenvolvimento da América Latina, nesse contexto, têm um desempenho muito mais dinâmico, mas muitos de nós têm sofrido as consequências do excesso de liquidez produzido pelos países ricos, que compromete nossa competitividade e tem sido o principal fator responsável pelas pressões inflacionárias existentes", afirmou.

Segundo Dilma, é preciso assegurar que os mercados dos países em desenvolvimento sirvam de estímulo a seu crescimento, desenvolvendo e gerando emprego e renda para seus povos. "Precisamos avançar na agregação de valor para nossos produtos", destacou. Para ela, os países do Mercosul fizeram bem em optar por um modelo de desenvolvimento como o adotado pelo Brasil, que classificou de "único no mundo".

Neste modelo, disse a presidenta, o crescimento não é apenas a expansão numérica do Produto Interno Bruto (PIB). "É muito mais. É um processo de geração compartilhada de riqueza, preservando nossa cidadania, vinculada a uma visão de desenvolvimento que se quer socialmente justo e ambientalmente sustentável."

Ao falar do modelo brasileiro, Dilma lembrou que a inclusão social não era vista por governantes e economistas como um fator de desenvolvimento. "Nosso modelo busca a prosperidade pela incorporação das grandes massas, historicamente excluídas. A inclusão social tornou-se motor de nossas economias, não o contrário, como insistiam e fracassaram no passado nossos governantes e economistas, desvinculados de nossas realidades nacionais."

Para ela, este modelo representou uma maneira de enfrentar a crise financeira mundial. "Enquanto países mais prósperos e desenvolvidos desmontam mecanismos de bem estar social, os países do Mercosul investem cada vez mais em programas de proteção social", afirmou.

Dilma defendeu maior integração das cadeias produtivas dos países que integram o bloco econômico, além de mais estímulo ao intercâmbio entre as empresas, principalmente as de pequeno e médio porte dos países da região do Cone Sul. "Precisamos promover a integração de nossas cadeias produtivas estimulando parcerias entre as empresas da região, principalmente as de pequeno e médio porte. O empreendedorismo gera emprego, promove inovação e expande as oportunidades de negócios em um mercado ampliado como o nosso."

Ela ressaltou também a necessidade de trocas mais intensas nas áreas de inovação tecnológica e, para isso, propôs a criação de um sistema de bolsas de estudos nos países do Mercosul. "É essencial multiplicar iniciativas de intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores. Urge criar um sistema acessível e operacional de bolsas de estudo entre nossos países."

Dilma destacou ainda a questão da assimetria das condições sociais dos países do bloco. Nesse caso, a presidenta citou o Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem) como forma de agir em conjunto para amenizar as diferenças regionais. Temos de enfrentar também as assimetrias entre os sócios. O Focem, nesse contexto, é exemplo do que podemos construir juntos, realizando projetos de grande relevância."

Dilma elogiou o elevado crescimento da economia paraguaia no ano passado, de mais de 15%. De acordo com a presidenta, feitos como esse aumentam o otimismo em relação ao futuro tanto do Mercosul quanto dos demais países associados ao bloco. "O crescimento incrível do Paraguai em 2010 foi também acompanhado por avanços significativos do Uruguai, da Argentina, do Brasil e dos demais países associados", acrescentou.

No discurso, a presidenta reforçou a importância da área de livre comércio e destacou o aumento das trocas comerciais entre os países do bloco nos últimos 20 anos. "O Mercosul tem sido a plataforma fundamental e, em 20 anos, criamos e consolidamos a união aduaneira. Ainda que imperfeita, o comércio interregional cresceu. De US$ 5 bilhões em 1991 para US$ 44,5 bilhões em 2010, cifra superior aos níveis pré-crise alcançados em 2008", exemplificou.

"Experiências bem-sucedidas de transferência de renda, de criação de empregos e de elevação social difundem-se por nossa região. A prevalência da lógica do diálogo e da compreensão, em oposição à lógica da confrontação, em zona livre de armas nucleares e de conflitos étnicos distingue hoje o Mercosul e a nossa Unasul de outras áreas no mundo", destacou Dilma.

De acordo com a presidenta, há motivos para comemorar, mas ainda há muito o que fazer. "Recentemente, lançamos o programa Brasil sem Miséria, pelo qual pretendemos resgatar 16 milhões de brasileiros que ainda vivem em condições de pobreza extrema. Nele, a pobreza não será apenas um número. Nós hoje conseguimos detectar nome, endereço e sobrenome de cada um dos mais pobres do país", disse Dilma. | Luciana Lima/ABr

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