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24/05/2011 - 09:05

Abragel aponta entraves e soluções para o desenvolvimento das PCHs no evento “PCH 2011”

As Pequenas Centrais Hidrelétricas brasileiras representam um potencial significativo com capacidade de contribuir para a matriz energética nacional de forma sustentável e limpa, mas estão enfrentando enormes desafios para se desenvolverem plenamente nos aspectos econômico e financeiro, regulatório e ambiental. Esta é a tônica da apresentação da Abragel – Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa – no PCH 2011.

Com a autoridade de uma entidade que representa 75% das PCHs em operação no Brasil - (há 397 PCHs em funcionamento; 52 em construção e aproximadamente 500 empreendimentos tramitando na Aneel) a Abragel demonstra, por meio da apresentação de seu presidente Charles Lenzi, quais os entraves para a evolução desse mercado no Brasil.

“Maior agilidade na tramitação dos estudos e projetos de novas PCHs na Aneel; maior flexibilização nas regras para cadastramento e habilitação nos leilões de energia, permitindo que os projetos sem disputa e com Licença Prévia possam participar; ajustes tributários, de custos e de financiamento, são alguns dos aspectos que discutimos e sobre os quais propomos alterações para reforçar a competitividade das PCHs e contribuir com modicidade tarifária”, define Lenzi.

Plano Decenal -O Plano Decenal 2010-2019 do Ministério das Minas e Energia prevê o crescimento progressivo da capacidade de geração das Fontes Alternativas de energia – que hoje contribuem com 9% da matriz elétrica nacional – até 13% da matriz elétrica nacional, em 2019. Para isso, a participação das Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs é fundamental e a superação dos atuais entraves é essencial.

Distribuídas por todo o território nacional, as PCHs são consideradas como investimento prioritário em infraestrutura pelo BNDES para obtenção de financiamentos, são elegíveis a créditos de carbono; seu prazo de implantação e construção é reduzido; utilizam tecnologia e conhecimento totalmente nacional e, por sua característica de geração distribuída, não sobrecarregam o sistema elétrico do país.

“Nosso posicionamento é que o Brasil não pode deixar de explorar uma fonte de energia elétrica limpa, renovável e sustentável, que se localiza de forma distribuída, próxima dos centros de carga, que não onera o sistema elétrico nacional e não acarreta custos adicionais de transmissão. Estamos aptos a responder à demanda de crescimento do país, mas para isso, precisamos superar os desafios existentes”, conclui Lenzi.

.[PCH 2011 – de 24 a 25 de maio de 2011,das 8h30 às 17h30, na Blue Tree Morumbi – Av Roque Petroni Junior, 1000].

A terceira edição do encontro nacional de investidores em pequenas centrais hidrelétricas, promovido pela Viex Américas, reunirá profissionais do setor, investidores nacionais e estrangeiros e a imprensa especializada no setor de energia elétrica no Brasil.

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