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02/08/2007 - 10:09

Log-In registra EBITDA ajustado de R$ 19 milhões no 2T07


Rio de Janeiro - A Log-In Logística Intermodal S.A. (Bovespa: LOGN3), a primeira e única empresa do Brasil, na área de logística, capaz de oferecer ao mercado soluções integradas (one-stop-shop) para transporte de contêineres porta-a-porta e movimentação portuária, apresenta seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2007 (2T07). Todas as informações apresentadas neste relatório, exceto quando de outra forma indicado, são apresentadas em moeda corrente nacional (Reais ou R$). Conforme informações contidas no Prospecto Definitivo de Oferta Pública de Distribuição Primária e Secundária de Ações Ordinárias de Emissão da Log-In (Prospecto Definitivo), a Companhia passou por um processo de reestruturação de suas atividades operacionais em dezembro de 2006, de maneira a centralizar na sua estrutura os ativos relacionados ao transporte e movimentação de contêineres.

Adicionalmente, foram transferidos para a Companhia Vale do Rio Doce - CVRD os ativos que se encontravam sob nossa estrutura, mas que não estavam relacionados com o transporte ou movimentação de contêineres, tais como os ativos relacionados ao serviço de apoio portuário (rebocadores) e o transporte marítimo de granéis. Entretanto, como ainda não foi possível refletir algumas conseqüências da reestruturação operacional nos nossos registros contábeis, o que esperamos estar concluído até o final deste ano, apresentamos informações combinadas onde foram procedidos alguns ajustes com o objetivo de permitir uma análise comparativa das operações da Log-In após a conclusão do processo de reestruturação, tais como (i) a adição das receitas e custos relativos ao segmento Trem Expresso, (ii) a adição das despesas administrativas e comerciais referentes à manutenção da estrutura organizacional independente da CVRD e (iii) a eliminação das operações vinculadas ao serviço de apoio portuário (rebocadores) e ao transporte marítimo de granéis. Os critérios e premissas adotados na elaboração das demonstrações combinadas são consistentes com os utilizados nas demonstrações combinadas referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2004, 2005 e 2006 e ao trimestre findo em 31 de março de 2007. O objetivo é facilitar a análise dos resultados por parte do mercado de capitais, disponibilizando as informações na mesma base em que foram apresentadas no Prospecto Definitivo.

No 2T07, o EBITDA ajustado da Log-In somou R$ 19,0 milhões e a margem EBITDA ajustado foi de 20,8%. No 2T06, o EBITDA ajustado foi negativo em R$ 8,3 milhões.O EBITDA ajustado do TVV alcançou R$ 14,7 milhões, com margem EBITDA ajustado de 45,1%. O EBITDA ajustado da Navegação Costeira foi de R$ 7,1 milhões e a margem EBITDA ajustado, 16,4%. O Trem Expresso gerou EBITDA ajustado de R$ 1 milhão, com margem EBITDA ajustado de 7,7%.

Receita Operacional Bruta totalizou R$ 104,0 milhões, 8,3% superior à do 2T06, o Log-In movimentou 102.423 TEUs no 2T07, ante 94.940 TEUs no 2T06, crescimento de 7,9%. Os Custos dos Serviços Prestados somaram R$ 66,2 milhões, ante R$ 71,3 milhões no 2T06 - uma redução de 7,2%, motivada pelo desenvolvimento de iniciativas e controles para racionalizar os custos.

O TVV atingiu 46,5 movimentos/hora em abril, obtendo o segundo lugar no ranking de produtividade da ABRATEC, e foi concluído o processo de abertura de capital, por meio de oferta pública primária e secundária de ações e listagem no Novo Mercado da Bovespa, no qual foram ofertadas 59,5 milhões de ações ordinárias, ao preço de R$ 14,25 por ação. Os recursos líquidos captados na oferta primária somaram R$ 428,8 milhões.

Principais Destaques Financeiros - Segundo Mauro Dias – diretor-presidente e de Relações com Investidores da Log-In, a Log-In alcançou resultados bastante expressivos no 2T07, com destaque para o EBITDA ajustado de R$ 19 milhões, contra EBITDA ajustado negativo de R$ 8,3 milhões no 2T06 e receita bruta de R$ 104 milhões, com crescimento de 8,3% frente ao 2T06. Isto levou nossa margem EBITDA ajustado para 20,8% no 2T07, reflexo direto do crescimento do volume de negócios e das iniciativas de melhoria de produtividade, redução de custos e yield management implementadas.

O EBITDA ajustado do TVV alcançou R$ 14,7 milhões, aumento de 126,2% sobre o resultado do 2T06 de R$ 6,5 milhões. A margem EBITDA ajustado foi de 45,1%, contra 22,4% no 2T06. A receita bruta do TVV cresceu 13,1% no 2T07 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, puxada pelo crescimento de 26,9% na receita com movimentação de contêineres, reflexo de aumento de 13,9% no volume, que atingiu 69.386 TEUs e aumento na receita média por TEU em 11,5%. Em junho, o TVV alcançou um novo recorde mensal de movimentação: 26.278 TEUs.

“O principal indicador de produtividade também alcançou novo recorde no mês de abril: 46,5 movimentos/hora, resultado que levou o terminal ao segundo lugar no ranking nacional de produtividade da Abratec. O tempo médio de espera de navios conteineiros para atracação no terminal, outro importante indicador de nível de serviço, foi reduzido de 10,3 horas no 2T06 para 30 minutos no 2T07.

O serviço de Navegação Costeira também apresentou significativa melhoria de performance, com incremento de 4,6% na receita bruta e EBITDA ajustado de R$ 7,1 milhões, ante um resultado de R$ 2,3 milhões no 2T06. A reestruturação realizada no serviço, com foco em rotas mais longas, e a continuidade do trabalho de yield management elevou a margem EBITDA ajustado para 16,4% no 2T07, 10,9 pontos percentuais acima do 2T06, quando foi de 5,5%.

O serviço do Trem Expresso apresentou EBITDA ajustado de R$ 1 milhão e margem EBITDA ajustado de 7,7%, com melhoria de cinco pontos percentuais sobre o 2T06. A movimentação atingiu 13.213 TEUs, crescimento de 24% sobre o 2T06. O maior peso da rota São Paulo – Centro Oeste no mix, mais curta que a rota São Paulo- Bahia, fez com que a receita bruta do 2T07, de R$ 16 milhões, ficasse em linha com o 2T06. O resultado alcançado no 2T07 ainda não reflete o fechamento de novos contratos com clientes para o uso do Tercam, nem as iniciativas em andamento para a reestruturação dos serviços de ponta rodoviária e terminais intermodais” , destaca.

“As perspectivas para a segunda metade do ano se mantêm encorajadoras. O aumento do comércio de mercadorias transportadas em contêineres, aliado à conjuntura macroeconômica favorável, nos permite esperar um quadro com manutenção da tendência de crescimento em nosso segmento de atuação. Os serviços de logística têm correlação direta com o nível de atividade econômica e, portanto, os indicadores de conjuntura atuais reforçam as boas expectativas de negócios para a Log-In.

A economia brasileira manteve perspectivas de crescimento sustentado, com a atividade econômica apontando para um crescimento mais robusto, a taxa de juros com tendência de manter-se em queda, a moeda nacional valorizada (9,9% no semestre) e a inflação convergindo para um patamar abaixo da meta de 4,5% (IPCA de 2,08% no 1º semestre de 2007).

Do lado da atividade econômica, o Banco Central do Brasil elevou sua projeção para o crescimento do PIB de 2007 de 3,8% para 4,7%. Segundo o IBGE, a produção física da indústria acumulava, até maio, um crescimento de 4,4% no ano, número que reflete diretamente na demanda por serviços logísticos.

O cenário externo também foi positivo para as atividades do setor. No comparativo entre os períodos de abril a junho de 2007 e de 2006, tanto as exportações quanto as importações brasileiras apresentaram crescimento significativo e tal desempenho foi positivo para a Log-In. Do total das nossas receitas no 2T07, 59,4% estão atreladas ao fluxo de comércio exterior brasileiro” , continua.

“O segundo trimestre de 2007 foi especial para nós, pois marcou o início de uma nova fase para a Log-In. No dia 21 de junho, concluímos o processo de abertura de capital, por meio de uma oferta pública primária e secundária de ações e listagem no Novo Mercado da Bovespa. Foram ofertadas 52,2 milhões de ações ordinárias, ao preço de R$ 14,25 por ação. A opção de ações suplementares foi exercida no dia 17 de julho, colocando no mercado mais 7,3 milhões de ações ordinárias. O valor total desta oferta pública foi de R$ 848,2 milhões e os recursos líquidos obtidos na oferta primária, R$ 428,8 milhões, serão utilizados para reforçar o caixa da Log-In de maneira a permitir investimentos que visem o crescimento da Companhia conforme nosso plano de negócios. Ao listar nossos papéis no Novo Mercado da Bovespa, aprofundamos nosso compromisso com as melhores práticas de governança corporativa, assumindo um compromisso com padrões superiores de transparência e relacionamento com nossos acionistas e todos os demais stakeholders” informa o diretor-presidente.

“Seguindo nossa estratégia de atuação, continuaremos concentrando esforços na expansão da oferta de nossos serviços intermodais, buscando as oportunidades criadas pelo desenvolvimento econômico e pelo comércio exterior brasileiro.

Estão em andamento as obras de melhoria e aquisição de equipamentos para ampliação da capacidade do TVV, adquirimos direitos de tonelagem da Frota Oceânica e Amazônica S/A que nos permitirão ampliar a capacidade de transporte no serviço de Navegação Costeira e obtivemos avanços importantes no projeto de construção dos cinco novos navios de 2.700 TEUs seguindo o cronograma proposto “, conclui Mauro Oliveira.

Desempenho por segmento de negócio - A Log-In considera em seu EBITDA ajustado a inclusão dos benefícios referentes ao AFRMM – Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante, relativos aos ressarcimentos dos gastos com manutenção e construção de navios. No 2T07, não houve nenhum crédito relativo ao AFRMM.

No 2T07, foi considerado para o cálculo do EBITDA ajustado o estorno dos gastos alocados em despesas operacionais relativos à oferta pública inicial de ações, no valor de R$ 0,6 milhão. Dessa forma, a geração de caixa, medida pelo EBITDA ajustado somou R$ 19 milhões e a margem EBITDA ajustado atingiu 20,8%. No 2T06, nosso EBITDA ajustado foi negativo em R$ 8,3 milhões.

O EBITDA ajustado dos últimos doze meses findos em 30 de junho de 2007 foi de R$ 71,1 milhões. O melhor desempenho da Log-In no 2T07 em comparação ao 2T06 é explicado pelo incremento de 8,3% na receita bruta, em função principalmente de melhores resultados obtidos no Terminal de Vila Velha - TVV e na Navegação Costeira. Movimentamos um total de 102.423 TEUs (twenty-foot equivalent unit, principal unidade de medida para contêineres no comércio mundial) considerando todos os serviços no 2T07, quantidade 7,9% superior ao total movimentado no 2T06, 94.940 TEUs.

A diminuição de 7,2% verificada no custo total dos serviços prestados entre o 2T07 e o 2T06 é resultado do nosso esforço em desenvolver iniciativas e controles para racionalizar custos, refletido em todos os nossos segmentos de negócios.

O EBITDA ajustado relativo ao TVV alcançou R$ 14,7 milhões no 2T07, mais que o dobro do valor do 2T06, R$ 6,5 milhões. A margem EBITDA ajustado do terminal foi de 45,1%, incremento de 22,7 pontos percentuais em relação ao 2T06, quando foi de 22,4%.

Contribuiu para este resultado o incremento de 13,1% na receita bruta gerada no TVV, que foi de R$ 37,9 milhões no 2T07, contra R$ 33,5 milhões no 2T06.

Além da maior quantidade de contêineres movimentados neste trimestre, 69.386 TEUs contra 60.965 TEUs no 2T06, a receita média por TEU cresceu 11,5%, levando a um aumento de 26,9% na receita bruta desse serviço. A receita auferida com movimentação de carga geral apresentou redução de 36,4% em função do menor volume de embarques de granito em bloco, carga que apresenta menor margem, o que contribui para melhoria da margem total do TVV. A receita advinda da armazenagem e outros serviços acessórios aumentou 10,3% no 2T07 em relação ao 2T06, devido ao maior volume movimentado de cargas de importação.

O resultado do TVV também foi impactado positivamente pelos ganhos de eficiência alcançados. No 2T07 os custos dos serviços do TVV apresentaram redução de 8,9% quando comparados ao 2T06, principalmente devido a menores custos com carga e descarga e serviços contratados.

Navegação Costeira - No 2T07 a Navegação Costeira gerou EBITDA ajustado no montante de R$ 7,1 milhões, frente a R$ 2,3 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. A margem EBITDA ajustada alcançou 16,4%, 10,9 pontos percentuais acima do 2T06.

A receita bruta da Navegação Costeira no 2T07 somou R$ 47,7 milhões, um aumento de 4,6% comparado ao 2T06, resultado da reestruturação do serviço, realizada com o objetivo de incrementar a capacidade disponível para o atendimento de rotas mais longas, em conjunto com a continuidade do trabalho de yield management. A receita do serviço Cabotagem aumentou 21,8%, tanto pelo maior volume transportado neste serviço, quanto em função do incremento no preço médio. Já a receita do serviço Mercosul ficou em linha com a auferida no 2T06, apesar do incremento de 7,7% no volume de contêineres transportados, pois foi negativamente impactada pela desvalorização do Dólar frente ao Real neste período.

O total dos custos do serviço de Navegação Costeira apresentou redução de 6,5% no 2T07 em relação ao 2T06.

Trem Expresso - No 2T07 o EBITDA ajustado relativo ao Trem Expresso foi de R$ 1,0 milhão, enquanto a margem EBITDA ajustado chegou a 7,7%. No 2T06, o Trem Expresso gerou EBITDA ajustado de R$ 0,4 milhão e margem EBITDA ajustado de 2,7%.

O volume total transportado do Trem Expresso aumentou 24% e a receita bruta manteve-se em linha entre o 2T06 e o 2T07, em função, principalmente, da mudança no mix das rotas utilizadas neste serviço. O total dos custos dos serviços de Trem Expresso apresentou redução de 6,3% no comparativoentre o 2T06 e o 2T07.

Serviços erviços de Planejamento e Gestão Logística - O EBITDA ajustado relativo aos Serviços de Planejamento e Gestão Logística no 2T07 foi de R$ 1,9 milhão, contra R$ 0,3 milhão no 2T06, em função do recebimento de parcela referente à economia com custos logísticos obtida pelos clientes com a prestação dos nossos serviços. A margem EBITDA ajustado foi de 89,8%

Receita Operacional Bruta-A receita operacional bruta da Log-In no 2T07 alcançou R$ 104,0 milhões, incremento de 8,3% em relação ao mesmo período de 2006, quando totalizou R$ 96,0 milhões. Considerando os últimos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2007, a receita bruta somou R$ 408,8 milhões.

Terminal de Vila Velha – TVV - No 2T07, a receita bruta gerada pelas operações no Terminal de Vila Velha (TVV) somou R$ 37,9 milhões, representando um aumento de 13,1% frente ao 2T06, quando foi de R$ 33,5 milhões. A principal fonte de receita do TVV advém do serviço de movimentação de carga realizado no cais - embarque ou desembarque de contêineres e carga geral.

A receita bruta auferida com a movimentação de contêineres cresceu 26,9%, passando de R$ 21,2 milhões no 2T06 para R$ 26,9 milhões no 2T07. Nesse serviço, os preços são definidos em reais por contêiner e diferem no caso da movimentação de contêineres cheios ou vazios. A receita média por TEU cresceu 11,5% em comparação com o 2T06.

Neste trimestre foram movimentados 69.386 TEUs, contra 60.965 TEUs no mesmo período do ano passado, incremento de 13,8% no período. Este resultado foi positivamente impactado tanto pelo crescimento do comércio exterior brasileiro quanto por ganhos de produtividade alcançados através de melhorias implementadas no terminal. Dentre as principais melhorias, destacam-se as mudanças e adequações no layout do pátio e a redução no tempo de permanência de carretas dentro do terminal, otimizando o fluxo interno de trânsito.

Desde o primeiro semestre de 2006, a Log-In opera com seus principais clientes (armadores) através de janelas de atracação no TVV. Essas janelas consistem em períodos pré-definidos para utilização preferencial de determinado berço, de acordo com condições previamente acordadas com os clientes.

Com as melhorias operacionais implementadas no TVV e a adoção do sistema de janelas de atracação, a taxa média de contêineres movimentados por hora, um dos nossos principais indicadores de produtividade, alcançou novo recorde no mês de abril: 46,5 movimentos/hora, ultrapassando a marca de 41,5 movimentos/hora obtida em dezembro de 2006. Esse resultado levou o terminal ao segundo lugar no ranking de produtividade da ABRATEC – Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público. A taxa média de contêineres movimentados no 2T07 foi de 45 movimentos/hora, ante 31,7 movimentos/hora no 2T06. Com isso, reduziu-se o tempo de permanência dos navios nos berços e, conseqüentemente, aumentou a disponibilidade do terminal, possibilitando a atração de novos clientes.

O tempo médio de espera de navios conteineiros na barra para atracação no terminal (excluindo-se o tempo de espera de responsabilidade dos armadores) apresentou grande melhoria, diminuindo de 10,3 horas no 2T06 para 30 minutos no 2T07. Em junho alcançamos um novo recorde mensal, quando 26.278 TEUs foram movimentados no TVV.

No 2T07, a receita bruta gerada com a movimentação de carga geral diminuiu 36,4% em comparação ao 2T06, passando de R$ 5,5 milhões para R$ 3,5 milhões. Tal redução é decorrente principalmente do menor volume de granito em bloco embarcado pelo TVV no segundo trimestre de 2007.

Outra fonte de receita do TVV é oriunda da armazenagem e outros serviços acessórios ao processo de exportação e importação. A receita auferida com esses serviços somou R$ 7,5 milhões, 10,3% acima do obtido no 2T06, R$ 6,8 milhões. Os principais fatores que explicam tal variação são o aumento em 13,5% no volume movimentado de carga de importação, reflexo da desvalorização de 9,4% do Dólar frente ao Real (R$ 2,1879 no 2T06 frente a R$ 1,9818 no 2T07).

Navegação Costeira - O serviço de Navegação Costeira da Log-In tem foco exclusivo no transporte de contêineres na costa leste da América do Sul (Cabotagem e Mercosul). As nossas operações compreendem alguns dos principais portos brasileiros entre Fortaleza e Rio Grande, no Brasil, e Buenos Aires e Zárate, na Argentina. Nosso serviço dedicado e especializado em contêineres oferece ao mercado regularidade e confiabilidade com freqüência semanal.

As receitas desse serviço estão diretamente relacionadas à quantidade de contêineres transportados e à distância entre os portos de origem e destino da carga. Podemos alterar a capacidade de transporte em determinado período sem alterar o número de navios utilizados, alterando o número de viagens realizadas.

Mas se por um lado a realização de viagens mais longas, ligando portos mais distantes, implica na redução do número de viagens e, consequentemente, a capacidade de transporte no período em questão, por outro lado, o preço cobrado pelo transporte aumenta na medida em que a distância entre a origem e o destino da carga é maior.

Maximizar a receita gerada por um navio envolve, portanto, planejar o serviço de maneira a equilibrar o número de viagens (aumentar a capacidade de transporte) com a distância entre os portos escalados (aumentar o preço unitário do serviço).

O serviço de Navegação Costeira é dividido em três segmentos: Cabotagem (cargas com origem e destino no Brasil), Mercosul (cargas entre Brasil e Argentina) e Feeder (serviço de distribuição de carga internacional ao longo da costa).

A receita bruta da Navegação Costeira no 2T07 somou R$ 47,7 milhões, ante R$ 45,6 milhões no 2T06, representando um aumento de 4,6%. O incremento de R$ 2,1 milhões na receita entre o 2T06 e o 2T07 refere-se a maiores volumes transportados nos serviços de Cabotagem e Mercosul, resultado da reestruturação do serviço, realizada com o objetivo de incrementar a capacidade disponível para o atendimento de rotas mais longas. Essa reestruturação, implementada em setembro de 2006, determinou o fim do emprego dedicado do navio Frota Manaus ao serviço Feeder na rota Santos – Salvador e sua inclusão na rota Buenos Aires – Fortaleza, juntamente com os demais navios.

A receita do serviço Cabotagem aumentou 21,8%, passando de R$ 25,2 milhões no 2T06 para R$ 30,7 milhões no 2T07. Tal crescimento é justificado pelo maior volume transportado neste serviço, que passou de 8.594 TEUs para 9.468 TEUs, além do incremento de 10,5% no preço médio em conseqüência da substituição de rotas curtas por rotas longas e realinhamento de preços.

No 2T07, a receita do serviço Mercosul foi de R$ 16,0 milhões, em linha com a auferida no 2T06, R$ 16,3 milhões. Neste serviço foram movimentados 9.046 TEUs no 2T07, 7,7% acima do volume transportado no 2T06, 8.397 TEUs. A desvalorização do Dólar frente ao Real impactou negativamente a receita desse serviço, pois seus preços são estabelecidos em Dólar.

A receita do serviço Feeder, cujos clientes são os armadores que operam na navegação de longo curso, diminuiu 75,0%, passando de R$ 4,0 milhões em 2T06 para R$ 1,0 milhão no 2T07, devido ao menor volume transportado, 1.310 TEUs no 2T07 contra 6.329 TEUs no 2T06. Este fato é explicado pelo fim do emprego dedicado do navio Frota Manaus ao serviço Feeder.

Trem Expresso - A principal fonte de receita do Trem Expresso é a prestação de serviço de transporte intermodal porta-aporta com base ferroviária de cargas acondicionadas em contêineres. Este serviço está baseado em contrato de longo prazo com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), através do qual a Log-In oferece trens diários, em rotas pré-estabelecidas e horários definidos de partida e chegada em terminais intermodais localizados ao longo da malha ferroviária. Outra fonte de receita do Trem Expresso advém dos serviços de armazenagem nos nossos terminais intermodais próprios, Tercam, localizado em Camaçari, na Bahia, e Porto Seco do Cerrado (PSC), localizado em Uberlândia, Minas Gerais.

O volume total transportado do Trem Expresso subiu de 10.655 TEUs no 2T06 para 13.213 TEUs no 2T07. Apesar do incremento de 24% no volume transportado, a receita bruta totalizou R$ 16 milhões no 2T07, em linha com o 2T06, principalmente em função de mudança no mix das rotas utilizadas neste serviço, com maior participação das rotas mais curtas (São Paulo – Centro-Oeste) em detrimento de rotas mais longas (São Paulo-Bahia).

Serviços de Planejamento e Gestão Logística - A receita gerada pelos Serviços de Planejamento e Gestão Logística no 2T07 foi de R$ 2,4 milhões, refletindo a receita variável de R$ 1,7 milhão correspondente à parcela devida à Log-In pela economia com custos logísticos obtida pelos clientes com a prestação dos nossos serviços, entre os meses de outubro de 2006 e janeiro de 2007. No 2T06, esses serviços geraram R$ 0,7 milhão, refletindo somente a cobrança dos valores fixos devidos pelos clientes.

Custos dos Serviços Prestados - No 2T07, o custo total dos serviços prestados pela Log-In somou R$ 66,2 milhões, contra R$ 71,3 milhões no 2T06. A redução de 7,2% verificada entre esses dois períodos é fruto do esforço da empresa em desenvolver iniciativas e controles para racionalizar seus custos.

Terminal de Vila Velha – TVV - Os custos dos serviços do TVV diminuíram de R$ 21,4 milhões no 2T06 para R$ 19,5 milhões no 2T07. Os principais itens que influenciaram a redução de 8,9% estão detalhados abaixo. A redução de 10,1% nos custos de carga e descarga, que passaram de R$ 7,9 milhões no 2T06 para R$ 7,1 milhões no 2T07, ocorreu em função da diminuição de aproximadamente 36% no volume movimentado de carga geral, que tem maiores custos de operação em comparação à movimentação de contêineres. Os gastos com serviços contratados totalizaram R$ 3,0 milhões no 2T07, contra R$ 3,7 milhões no 2T06. A diminuição de 18,9% deve-se a primarização dos contratos de manutenção de equipamentos portuários (portêineres, transtêineres e guindastes) realizada em maio de 2006, revisão de contratos com prestadores de serviços visando aumentar a confiabilidade e a eficiência dos mesmos e a novos contratos de locação de cavalos mecânicos e carretas para movimentação de contêineres dentro do TVV, celebrados em bases mais favoráveis que os anteriores.

No 2T07, o custo com arrendamento do terminal totalizou R$ 1,5 milhão em linha com o 2T06, R$ 1,6 milhão. Esses custos são fixados em reais e corrigidos de acordo com a variação do IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Apesar do reajuste de 4,4% na tarifa paga para a Companhia Docas do Espírito Santo - CODESA, a partir de maio de 2007 e do aumento na movimentação de contêineres, o menor volume movimentado de carga geral no 2T07 reduziu a parcela variável desses custos.

Os outros custos do TVV diminuíram 17,8% no período, passando de R$ 4,5 milhões no 2T06 para R$ 3,7 milhões no 2T07, devido a uma série de medidas tomadas com o objetivo de redução e racionalização de custos. Os gastos com pessoal aumentaram 10,5%, de R$ 3,8 milhões no 2T06 para R$ 4,2 milhões no 2T07, em função de reajustes salariais praticados na data-base (setembro de 2006) e contratações de novos funcionários para atender à crescente demanda pelos serviços do terminal.

Navegação Costeira-O total dos custos dos serviços de Navegação Costeira passou de R$ 37,1 milhões no 2T06 para R$ 34,7 milhões no 2T07, uma redução de 6,5%. Os custos com movimentação de contêineres cheios e vazios nos portos (handling) passaram de R$ 10,4 milhões no 2T06 para R$ 11,9 milhões no 2T07. O aumento de 14,4% deve-se principalmente a redução do volume de cargas Feeder (onde os custos de handling são pagos diretamente pelos clientes aos terminais portuários) e o conseqüente incremento de cargas de Cabotagem e Mercosul (serviços nos quais a Log-In arca com essas despesas).

As despesas com combustíveis foram reduzidas de R$ 5,3 milhões no 2T06 para R$ 4,4 milhões no 2T07. Apesar do aumento de 1,7% no preço do bunker (combustível utilizado nos navios), que é atrelado ao preço do barril de petróleo no mercado internacional e fixado em Dólar, a desvalorização da moeda norte-americana frente ao Real contribuiu para a redução neste item de custo.

O custo com pessoal marítimo, referente às tripulações dos navios operados pela Log-In, passou de R$ 3,8 milhões no 2T06 para R$ 3,1 milhões no 2T07, representando uma redução de 18,4% no período. Este resultado foi obtido através da otimização de gastos com movimentação de tripulantes alocados em cada viagem.

Os custos com a frota de contêineres diminuíram 32,4% do 2T06 (R$ 3,7 milhões) para o 2T07 (R$ 2,5 milhões). Atualmente, todos os contêineres utilizados pela Log-In são alugados e os valores desses contratos são estabelecidos em Dólar. Dessa forma, a desvalorização do Dólar frente ao Real resultou na redução do custo com o aluguel dos contêineres. Outro fator que influenciou este item foi a devolução de duzentos e vinte contêineres refrigerados entre abril e julho de 2006 motivada pela redução da demanda no mercado pela utilização deste equipamento. O efeito desta redução na frota de contêineres refrigerados resultou na economia de R$ 200 mil no 2T07.

Os cinco navios que operam na Navegação Costeira são afretados da empresa Frota Oceânica e Amazônica S.A. No 2T07, os custos com o afretamento destes navios somaram R$ 3,2 milhões, incremento de 10,3% em relação aos gastos do 2T06, R$ 2,9 milhões, devido ao reajuste contratual com base na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

Os custos portuários passaram de R$ 3,1 milhões no 2T06 para R$ 1,5 milhão no 2T07. O custo efetivo do 2T07 foi de R$ 2,1 milhões, contudo houve um ajuste contábil de R$ 600 mil referente a estorno de custos provisionados a maior em 2006. A redução de 32,3% em relação ao custo efetivo é explicada (i) pelo impacto da desvalorização do Dólar frente ao Real nos custos portuários argentinos e (ii) pela mudança de configuração do serviço de Navegação Costeira em setembro de 2006, reduzindo a quantidade de portos escalados no 2T07 em 12% quando comparado ao 2T06.

Os outros custos diminuíram 19,2%, passando de R$ 2,6 milhões no 2T06 para R$ 2,1 milhões no 2T07. Parte desta variação é explicada pelos custos de docagem do navio Frota Rio, que ocorreu em 2006, e parte deve-se a redução de custos de seguro dos navios em função da renegociação de contratos com as seguradoras e do impacto da desvalorização do Dólar frente ao Real.

Trem Expresso - O total dos custos dos serviços de Trem Expresso teve uma redução de 6,3% no comparativo entre o 2T06 e o 2T07, diminuindo de R$ 12,8 milhões para R$ 12,0 milhões.

Os custos com o transporte ferroviário somaram R$ 7,6 milhões no 2T07, 1,3% inferior ao custo de R$ 7,7 milhões no 2T06. Essa redução ocorreu devido ao menor número de trens realizados em rotas mais longas.

No 2T07, os custos com terminais intermodais para transbordo de carga somaram R$ 1,2 milhão, redução de 7,7% em relação ao 2T06. Esse resultado foi obtido com mudanças na forma de contratação de serviços nos terminais de Camaçari (BA), Casa Branca (SP) e Contagem (MG), transformando parte dos custos fixos em custos variáveis. Além disso, a unificação das operações de mercado interno e externo no terminal de Uberlândia (MG) trouxe economias de escala e, consequentemente, diminuição dos custos.

As despesas com a frota de contêineres passaram de R$ 0,4 milhão no 2T06 para R$ 0,3 milhão no 2T07. Conforme já foi mencionado anteriormente, todos os contêineres atualmente utilizados são alugados e os preços estabelecidos em Dólar. Assim, a desvalorização do Dólar frente ao Real, resultou na diminuição dos gastos totais com esta frota.

Os custos com contratação de transporte rodoviário apresentam redução de 17,1%, alcançando R$ 2,9 milhões no 2T07 frente a R$ 3,5 milhões no 2T06. Dentre as iniciativas que a Log-In vem tomando com o objetivo de otimizar seus custos, está uma nova modalidade de contratação de serviços de transporte rodoviário onde a operação se torna um projeto dedicado 24x7, ou seja, caminhões dedicados para a Log-In e seus clientes 24 horas, sete dias da semana, permitindo melhor aproveitamento da frota com ganhos de produtividade e melhoria no nível de serviço.

Também foram conduzidas renegociações nos principais contratos com nossos fornecedores que possibilitaram uma redução nos fretes de 5% em média.

Lucro Bruto - No 2T07, o lucro bruto totalizou R$ 24,8 milhões, crescimento de 89,3% em relação ao verificado no 2T06, R$ 13,1 milhões.O lucro bruto nos últimos doze meses findos em 30 de junho de 2007 foi de R$ 78,9 milhões.

Despesas Operacionais e Administrativas - As despesas administrativas e comerciais totalizaram R$ 8,2 milhões no 2T07, 4,7% abaixo do 2T06, R$ 8,6 milhões. Desconsiderando-se as despesas relativas à oferta pública inicial de ações registradas no 2T07, R$ 0,6 milhão, a Log-In obteve redução de 11,7% em relação ao 2T06, devido a menores gastos administrativos em geral.

No 2T07, as outras receitas operacionais somaram R$ 0,3 milhão, frente a outras despesas operacionais de R$ 14,0 milhões no 2T06. No 2T06, foram constituídas provisões para contingências tributárias, trabalhistas e cíveis no montante de R$ 14,3 milhões.

Resultado Operacional – EBIT: No 2T07, o lucro operacional antes da equivalência patrimonial e do resultado financeiro, medido pelo EBIT, foi de R$ 16,9 milhões e a margem EBIT alcançou 18,5%. No 2T06, o EBIT foi negativo em R$ 9,5 milhões, principalmente em função das provisões para contingências no valor de R$ 14,3 milhões realizadas naquele período. O EBIT da Log-In nos últimos doze meses findos em 30 de junho de 2007 somou R$ 57,6 milhões.

Resultado Financeiro - O resultado financeiro líquido da Log-In no 2T07 foi negativo em R$ 18,4 milhões, fortemente impactado por despesas relativas à oferta pública inicial de ações, no montante de R$ 14,3 milhões. No 2T06, o resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 12,3 milhões.

As receitas financeiras apresentaram redução de R$ 7,0 milhões, passando de R$ 9,2 milhões no 2T06 para R$ 2,2 milhões no 2T07 em função de diminuição nas aplicações financeiras. No 2T07, as despesas financeiras, excluindo-se a parcela relativa à oferta pública inicial de ações (R$ 14,3 milhões), somaram R$ 1,4 milhão, 17,6% inferior ao montante verificado no 2T06, R$ 1,7 milhão.

Já as variações monetárias e cambiais impactaram o resultado do 2T07 negativamente em R$ 4,8 milhões, em função da variação cambial do Dólar frente ao Real sobre as contas a receber de clientes e do efeito das variações monetárias nas provisões para contingências.

Resultado Líquido - No 2T07, foi registrado um prejuízo de R$ 7,8 milhões, basicamente em função das despesas relativas à nossa oferta pública inicial de ações (que somaram R$ 14,9 milhões), equivalente a um prejuízo por ação de R$ 0,09. Desconsiderando as despesas relativas à oferta pública de ações, nosso lucro líquido no 2T07 teria alcançado R$ 7,1 milhões e o lucro líquido por ação, R$ 0,08.

No 2T06, o resultado líquido da Log-In foi negativo em R$ 5,6 milhões. Nos últimos doze meses findos em 30 de junho de 2007, o lucro líquido da Companhia atingiu R$ 28,1 milhões. Desconsiderando as despesas relativas à oferta pública de ações, o lucro líquido no período compreendido entre julho de 2006 e junho de 2007 teria alcançado R$ 43,0 milhões.

Endividamento - Atualmente a Log-In não possui nenhuma dívida com instituições financeiras. Em 30 de junho de 2007, as disponibilidades somavam R$ 433,5 milhões. Neste montante está refletida a primeira parte da oferta pública inicial de ações, concluída no final de junho de 2007, quando foram recebidos R$ 372,8 milhões pela oferta primária de 27.053.140 ações ordinárias, já líquidos das comissões. O valor bruto correspondente à primeira parcela da oferta pública inicial de ações foi R$ 385,5 milhões.

Eventos Subsequentes - No dia 17 de julho de 2007, a opção de ações suplementares (o chamado greenshoe) foi exercida. Foram emitidas mais 4.057.970 ações ordinárias, ao preço unitário de R$ 14,25, pelas quais recebemos R$ 55,9 milhões que estarão refletidos no 3T07.

A Log-In é a primeira e única empresa no Brasil, na área de logística, capaz de oferecer ao mercado soluções integradas (onestop- shop) para movimentação portuária e o transporte de contêineres porta-a-porta, por meio marítimo ou ferroviário, complementado pela Ponta Rodoviária, bem como para a armazenagem de contêineres através de seus terminais terrestres intermodais de carga. Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a Companhia conta com uma frota de cinco navios utilizados para navegação costeira, um terminal de contêineres situado em Vila Velha (ES) e dois terminais multimodais localizados em Uberlândia (MG) e em Camaçari (BA).| Site: www.loginlogistica.com.br

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