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21/01/2011 - 07:43

DuPont anuncia atividades para atuar no mercado brasileiro de energia fotovoltaica


Empresa realiza ações para promover a expansão do setor no país.

São Paulo – Depois de anunciar seus investimentos no mercado local de biocombustíveis, atividade que refletiu na inauguração da primeira operação de metilato de sódio do país e do laboratório dedicado aos estudos do biobutanol, a bicentenária DuPont ingressa no mercado brasileiro de energia fotovoltaica. A ação faz parte da estratégia global da companhia de potencializar o seu crescimento nos mercados em desenvolvimento e reduzir a dependência por combustíveis fósseis, duas das megatendências mundiais anunciadas pela CEO da companhia, Ellen Kullman.

“Há muito tempo, a DuPont deixou de ser apenas uma companhia química para se tornar uma empresa de ciência e inovação, que desenvolve tecnologias alinhadas com as necessidades do mercado. O uso de fontes limpas e renováveis para a geração de energia nos ajudará a reduzir nossa dependência por combustíveis fósseis, tendência que tem sido acompanhada pela DuPont por meio de um amplo e crescente portfólio de produtos”, ressalta Eduardo Wanick, presidente da DuPont para a América Latina.

É por meio da divisão de Soluções Fotovoltaicas (DuPont Photovoltaic Solutions) que a DuPont conduz atividades no Brasil para estimular o desenvolvimento deste setor, já consolidado na Europa, Ásia e América do Norte. Entre os vários fatores que posicionam o país como um dos mercados mais promissores, destaca-se o acelerado crescimento da demanda energética.

Segundo estudos conduzidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), de janeiro a novembro de 2010 o consumo nacional de energia elétrica consolidou expansão de 8,1% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o Plano Decenal de Expansão Energética, estudo encomendado pelo Ministério de Minas e Energia, até 2019 o Brasil precisará ampliar em 70% sua potência elétrica atual, que corresponde a 106 gigawatt (GW). Até lá, o país precisará instalar 7 GW por ano para alcançar a meta de 180 GW de potência instalada. Hoje, o Brasil é responsável por 2.3% da energia elétrica produzida no mundo (International Energy Agency, 2010) e figura como o maior produtor da América Latina, região responsável por 5.3% da produção global.

"Para viabilizar essa expansão, o Brasil precisará diversificar a sua matriz energética. Neste contexto, a energia fotovoltaica figura como uma forte alternativa devido à queda gradativa dos custos da tecnologia, à simples manutenção e aos benefícios logísticos, uma vez que a geração de energia elétrica pode ocorrer no mesmo local de instalação e consumo. Trata-se também de uma fonte de energia limpa e instalação muito flexível, que pode ser adaptada a qualquer lugar e em tamanhos variados, atendendo a diferentes demandas do mercado", declara Sylvie Gallou, diretora para o segmento de Electronics & Communication da DuPont América Latina.

Outro ponto que favorece o desenvolvimento do mercado de sistemas fotovoltaicos no país é o conceito de Paridade Tarifária (Grid Parity). Estudos desenvolvidos por renomadas universidades do país estimam que, nos próximos cinco anos, o custo para a geração de energia fotovoltaica será equiparado ao da energia convencional. Isso porque o custo para gerar energia a partir das matrizes tradicionais é cada vez mais elevado, refletindo-se nas tarifas aplicadas ao consumidor final.

Mercado potencial - Embora o mercado brasileiro de sistemas fotovoltaicos para a produção de energia elétrica ainda seja muito pequeno quando comparado ao de outros países, a DuPont aposta num expressivo potencial de crescimento, haja vista a forte incidência solar e as necessidades energéticas do país. Pesquisas conduzidas pelo professor e pesquisador Ricardo Rüther, da Universidade Federal de Santa Catarina, apontam que o local com menor potencial de geração de energia fotovoltaica no Brasil gera 30% mais energia quando comparado com a área de maior potencial da Alemanha, condições climáticas que viabilizam o desenvolvimento do mercado.

Nos países participantes do Programa de Sistemas Fotovoltaicos da Agência Internacional de Energia (IEA-PVPS), a potência acumulada em sistemas fotovoltaicos instalados chegou a 20,4 GWp (gigawatt de potência) no final de 2009. Desse total, 95,7% foram destinados a sistemas conectados à rede elétrica. No Brasil, estudos desenvolvidos pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo apontam que no final de setembro de 2009 o país contabilizou 42 Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede, totalizando uma potência instalada de 180 kWp (quilowatt de potência). Esse número equivale a menos de 0.001% do total produzido mundialmente.

O professor e pesquisador Roberto Zilles, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, destaca os esforços do país para atender a demanda de energia elétrica por meio de fontes renováveis e alerta sobre o potencial econômico dos sistemas fotovoltaicos. “Apostar na organização setorial da cadeia produtiva de sistemas fotovoltaicos não deve ser uma ação norteada pelos custos atuais de geração, mas pelo potencial de recursos disponíveis no país para produção de equipamentos e geração de empregos. Temos a opção de participar de um mercado global como produtores ou como usuários e importadores da tecnologia”, comenta o pesquisador. Além das condições climáticas favoráveis, o Brasil possui uma das maiores reservas de Silício do mundo, matéria-prima utilizada na produção dos componentes fotovoltaicos.

Atividades locais de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) - Em parceria com a empresa Global Solar Energy (Tucson, Arizona), a DuPont desenvolve projeto de pesquisa para analisar o desempenho dos módulos com novas tecnologias em filmes finos (Copper Indium Gallium diSelenid - CIGS), testes que integram os seus investimentos locais em Pesquisa & Desenvolvimento. O objetivo é comparar o desempenho dos módulos atuais com tecnologias em desenvolvimento, permitindo uma análise importante sobre a evolução dos equipamentos na geração de energia elétrica. A pesquisa também permitirá a criação de um histórico inédito da tecnologia no Brasil. Periodicamente, técnicos da DuPont e pesquisadores do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo avaliam o desempenho dos módulos nas condições climáticas locais e o potencial de geração de energia. Os resultados também são acessados remotamente pela Global Solar Energy, empresa responsável pela produção dos módulos.

Para o projeto piloto, que já está em andamento, a DuPont instalou produtos fotovoltaicos conectados à rede em sua sede administrativa, localizada em Alphaville, São Paulo. Trata-se do primeiro projeto de pesquisa em fotovoltaicos que a DuPont promove localmente, um passo importante tanto para a empresa quanto para o setor. “Estamos certos de que agora é a vez do Brasil e confiantes em relação ao potencial do mercado local”, destaca Sylvie.

Com o intuito de estimular estudos sobre sistemas fotovoltaicos e experimentos locais, a DuPont também realiza atividades com renomadas instituições de ensino do país. Atualmente, a empresa disponibiliza para a Faculdade de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) produtos que ainda não foram lançados no mercado para testes locais. Dessa forma, os pesquisadores podem analisar as tendências do setor e a evolução da tecnologia na geração de energia elétrica.

Hoje, a PUCRS conta com um centro de referência no estudo da geração de energia elétrica a partir da tecnologia fotovoltaica, o Núcleo de Tecnologia em Energia Solar (NT-Solar). Criado em 1997, o NT-Solar figura como um dos centros de pesquisa mais importantes para estimular o desenvolvimento do setor no país, por meio de tecnologias alinhadas com as demandas locais e formação de profissionais especializados no setor.

A DuPont também mantém contato com outras instituições de ensino para apoiar projetos de geração de energia elétrica a partir da tecnologia fotovoltaica.

Desempenho global - No mundo, a DuPont assumiu papel de vanguarda no desenvolvimento do mercado de fotovoltaicos, lançando tecnologias para o setor há mais de 25 anos. Nos últimos dois anos, a empresa investiu US$ 295 milhões na expansão da linha de produção dos filmes DuPont™ Tedlar® Polivinil Fluorido (PVF). O produto figura como um componente crítico para a composição dos backsheets, filme de proteção aplicado no processo de fabricação dos módulos fotovoltaicos. A empresa também realiza investimentos em projetos de pesquisas para acelerar o lançamento de produtos para o setor, aumentando a eficiência e vida útil dos módulos com custos reduzidos. Outras atividades importantes são as iniciativas para dobrar a capacidade de produção da linha DuPont Solamet® (pastas metalizadas para painéis), parcerias com empresas do setor para impulsionar o desenvolvimento cada vez mais acelerado do mercado e a instalação de centros de pesquisas dedicados ao estudo da tecnologia fotovoltaica.

Em 2009, a DuPont superou a marca de US$ 550 milhões em vendas globais de produtos para o setor, crescimento de 25% quando o desempenho é comparado ao obtido no ano anterior e índice superior ao registrado pela indústria fotovoltaica como um todo. Embora os números ainda não estejam fechados, a empresa prevê fechar 2010 com US$ 1 bilhão em vendas de produtos para o mercado de energia fotovoltaica e US$ 2 bilhões até 2014. Segundo os executivos da companhia, o resultado foi impulsionado pelas inovações contínuas apresentadas pela empresa ao mercado, ajudando os clientes da DuPont a alcançarem maior produtividade e crescimento acelerado.

Centros de excelência em pesquisa e desenvolvimento - Para seguir atendendo as novas demandas do mercado, em junho de 2010 a DuPont inaugurou o mais moderno Centro de Pesquisa dedicado a tecnologias fotovoltaicas. Localizado na sede da companhia, em Wilmington (Delaware, Estados Unidos), o laboratório figura como um centro de excelência que fomentará a criação de tecnologias cada vez mais inovadoras e acessíveis para esse mercado, que cresce a cada ano.

A empresa também conta com um laboratório dedicado ao estudo de fotovoltaicos na Europa. Inaugurado em fevereiro de 2010, o espaço está sediado no Centro Técnico Europeu, localizado na cidade de Meyrin (Suiça), e desenvolve soluções econômicas e de alta performance para a indústria fotovoltaica. Vale ressaltar que a DuPont possui ainda outros sete centros dedicados à pesquisa e desenvolvimento de produtos para o mercado fotovoltaico, localizados em Shanghai (China), Hong Kong (China), Tokyo (Japão), Taoyuan (Taiwan), Hyderabad (Índia), Mechelen (Bélgica) e Bristol (Inglaterra).

“Criar produtos e tecnologias que reduzam nossa dependência por combustíveis fósseis faz parte das metas globais de sustentabilidade da DuPont, estabelecidas em 2006. Até 2015, temos a missão de dobrar a receita a partir da comercialização de produtos renováveis, alcançando pelo menos U$S 8 bilhões. No momento, já alcançamos a marca de U$S 6.8 bilhões”, ressalta Sylvie.

DuPont Photovoltaic Solutions - A divisão de Soluções Fotovoltaicas da DuPont conecta a ciência e tecnologia em escala global, contribuindo para o forte crescimento da indústria fotovoltaica. [http://photovoltaics.dupont.com].

Perfil- A DuPont é uma empresa de Ciência. Fundada em 1802, a DuPont coloca a Ciência para trabalhar na criação de soluções que tornam a vida das pessoas melhor, mais segura e mais prática. Com operações em mais de 70 países, a companhia oferece ampla variedade de produtos e serviços inovadores para mercados como segurança, agricultura, alimentação, casa e construção, comunicação e transporte.

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