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20/11/2010 - 08:11

Transpetro lança ao mar o terceiro navio do Promef, Sérgio Buarque de Holanda


Cujo investimento chegou aos US$ 71 milhões.

No próximo ano, serão lançados mais seis navios do programa. Frota passará das atuais 52 para mais de 100 embarcações, com investimento de R$ 10 bilhões.

Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Transpetro lançou ao mar no dia 19 de novembro (sexta-feira), no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), o terceiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O navio se destina ao transporte de produtos derivados claros de petróleo: tem 183 metros de comprimento – o equivalente a dois campos de futebol – e capacidade para 48,3 mil toneladas de porte bruto.

Batizado Sérgio Buarque de Holanda, em homenagem a um dos maiores pensadores brasileiros, autor do clássico “Raízes do Brasil”, o navio de produtos atingiu um índice de nacionalização de 68,8%, acima do patamar mínimo estabelecido para a primeira fase do Promef, que é de 65%.

“ O Sérgio Machado, presidente da Transpetro desempenhou papel fundamental para colocar a indústria naval no patamar de hoje. Agradecemos também a presidenta eleita Dilma Roussef que foi a madrinha do setor naval”, disse o presidente do Sindicato Nacional da Indústria e Reparação naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha.

“A indústria naval brasileira antes da administração do presidente Lula era desacreditada, pegamos os estaleiros fechados a cadeados centenas de trabalhadores sem rumo. A Transpetro acreditou nos empresários e voltaram os empregos e o desenvolvimento do setor. Hoje cumprimos prazos e já estamos perseguindo a competitividade mundial no setor. O Grupo Sinergy além dos navios que estamos construindo para a Transpetro a aposta agora é na Indústria Naval de Defesa”, adianta German Efromovick, presidente do Grupo Sinergy.

“E logo estaremos em pleno vapor com o EISA Alagoas, onde deverá criar cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos, resultando em uma grande inclusão social”,lembra German.

“Nós estamos colocando no mar um navio que presta uma importante homenagem. Sérgio Buarque de Holanda é um dos intelectuais mais importantes do país. Os outros dois navios também tiveram grandes nomes: Celso Furtado é o pai dos economistas e João Cândido foi personagem fundamental para a história da Marinha brasileira”, disse o presidente Lula.

“A indústria naval contou com a competência dos engenheiros da Petrobras, que considero a engenharia naval mais competente do planeta. Deus é brasileiro e carioca, mas é pintor, soldador e muitos mais” continua Lula.

“Pensem num cabra feliz, sou eu”, conclui o presidente.

E agradeceu o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda por também apostar na eleição de Dilma Roussef. E a grande parceria com o governador Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

O Sérgio Buarque de Holanda teve como madrinha a biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, cuja luta para combater a violência doméstica contra as mulheres deu origem à lei que leva seu nome. Na próxima quinta-feira [25/11], será celebrado o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres.

A embarcação é a 200ª construída pelo Mauá, o primeiro estaleiro brasileiro, erguido no Século XIX, na Ponta d’Areia, em Niterói. Com a crise da indústria naval, o estaleiro ficou 16 anos sem lançar ao mar um navio de grande porte, hiato interrompido graças às encomendas do Promef. O evento marca também a entrada do programa da Transpetro em uma fase que se caracteriza por um ritmo intenso de lançamentos e entregas de navios.

Em 2011, seis navios serão lançados e cinco serão entregues pelos estaleiros à Transpetro para o início de operações. Nesse contexto, fez parte da cerimônia desta sexta-feira o batimento de quilha (início da montagem) do terceiro navio de produtos construído para a Transpetro pelo Mauá. Até o início de 2015 estarão concluídos os 49 navios do programa. Com isso, a frota da empresa, hoje com 52 navios, superará o número de 100 embarcações, com um investimento de R$ 10 bilhões.

“O Promef já mudou a face da indústria naval brasileira, que está sendo reconstruída em novas bases. Novos estaleiros são erguidos, modernizados ou ampliados. Não estamos fazendo navios a qualquer custo, mas criando uma indústria mundialmente competitiva, e por isso, sustentável e duradoura”, afirmou o presidente da Transpetro, Sergio Machado.

O ano de 2010 marca o renascimento da indústria naval brasileira, após 13 anos sem lançar um único navio de grande porte. Este ano foram lançados ao mar o petroleiro tipo Suezmax João Cândido, no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, e o Celso Furtado, no Estaleiro Mauá, que tem as mesmas características do Sérgio Buarque de Holanda.

A partir do Promef, aumentou significativamente no País a demanda de armadores nacionais e estrangeiros, enquanto investimentos para a construção de novos estaleiros são anunciados em vários Estados. As necessidades e oportunidades criadas pela exploração das jazidas da camada de pré-sal vão acentuar a tendência de expansão sustentável do setor.

“O setor naval viveu momentos difíceis e hoje temos a satisfação de ver a retomada da construção naval. Isso representa empregos, resultados positivos e a reconstrução da indústria”, disse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

Berço da indústria naval brasileira, o Estado do Rio é também o principal polo do setor no país. O Promef encomendou 16 navios aos estaleiros fluminenses, que representam R$ 2,2 bilhões em investimentos, sendo 10 mil diretos e 40 mil indiretos. Apenas no Mauá, o programa propiciou a contratação de 3 mil trabalhadores.

Além do Mauá, responsável pela construção de quatro navios de produtos, também farão navios para a Transpetro, no Estado do Rio, os estaleiros Eisa (quatro petroleiros tipo Panamax), Superpesa (três navios de transporte de bunker - combustível para embarcações) e Rio Nave (cinco navios de produtos).

“Vamos contratar centenas de navios para a indústria de petróleo nos próximos anos”, afirmou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Depois de ser a segunda maior fabricante mundial, nos anos 1970, a indústria naval brasileira viveu uma longa crise, até ressurgir, em razão do volume de encomendas da Transpetro. Os 1.900 empregos existentes no setor, em 2000, se transformaram, hoje, em 50 mil. O Brasil já possui a quarta maior carteira mundial de encomenda de navios petroleiros.

O programa de construção naval da Transpetro, um dos principais projetos estruturantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), gerou mais de 15 mil empregos diretos. Ao longo do Promef este número chegará a 40 mil empregos diretos e 160 mil indiretos. Dos 49 navios previstos no programa, 46 já foram contratados. Outros três navios de produtos estão em licitação.

O Promef revitalizou a indústria naval brasileira. Por meio do volume de encomendas, o programa proporciona escala para que os estaleiros se modernizem, investindo em instalações, tecnologia e capacitação profissional. Fica, desta forma, viabilizada a “curva de aprendizado”, que enseja a construção dos navios em prazos cada vez menores e a preços mais baratos.

Foi a escala de encomendas que permitiu o surgimento dos “estaleiros virtuais”. O Atlântico Sul, hoje o maior e mais moderno estaleiro do país, no Porto de Suape, em Pernambuco, foi viabilizado pelas encomendas do Promef. O estaleiro vai construir 22 petroleiros para o programa. Com as mesmas características, o Estaleiro Promar venceu a licitação para fazer oito navios gaseiros.

O evento teve ainda presença do vice-governador Luiz Fernando Pezão; o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira; o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli; os ministros da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci; os senadores Regis Fichtner e Lindberg Farias; a filha de Sérgio Buarque de Holanda, Miúcha; entre outras autoridades trabalhadores e empresários.

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