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05/11/2010 - 01:12

Alstom atinge resultado líquido de €401 milhões no 3T10

Em um contexto comercial ainda desafiador no primeiro semestre 2010/11, Alstom teve um desempenho conforme às suas previsões e adaptará sua atividade de Energia Térmica às evoluções do mercado, ou seja, aumentar seu número de pedidos e trazer grandes contratos turn key.

Entre 1º de abril 2010 e 30 de setembro 2010, a Alstom registrou um nível baixo de pedidos, em função de uma demanda ainda impactada pela apatia dos mercados finais no setor de geração de energia. Durante o primeiro semestre de 2010/11, o faturamento do Grupo alcançou €10,4 bilhões, incluindo Grid, e o Resultado operacional a enquanto o fluxo de caixa livre se tornou negativo em €963 milhões, em função do baixo volume de pedidos e da ausência de grandes contratos turn key..

"Durante o primeiro semestre de 2010/11, a demanda por equipamentos novos para usinas termoelétricas continuou baixa em mercados desenvolvidos, levando a um baixo nível de pedidos. Para enfrentar esta situação, foi lançado um plano de reestruturação das atividades voltadas para esse mercado na Europa e nos Estados Unidos. O restante de nosso portfólio está melhororientado, especialmente nos países emergentes, onde várias oportunidades se apresentam. Enquanto a geração de caixa sofreu grande impacto em função do nível e da natureza dos pedidos, o desempenho operacional correspondeu globalmente às previsões, como indica a evolução do faturamento e da margem operacional. Esse desempenho, aliado às consequências esperadas do plano de ajuste de custos, nos permite afirmar que tanto nesse exercício como também no próximo a margem operacional do Grupo deverá estar situada entre 7% e 8%”, declarou Patrick Kron, Presidente mundial da Alstom.

Contrastes dos mercados - Durante os seis primeiros meses do ano 2010/11, as condições mercadológicas continuaram desafiadoras, com situações contrastadas tanto em termos de regiões geográficas quanto de tecnologias. A retomada do crescimento econômico foi rápida nos países emergentes, gerando novas necessidades em infraestruturas. Em contrapartida, a morosidade dos mercados europeu e norte-americano freou o lançamento de uma parte dos projetos, em particular na geração térmica de energia. As energias renováveis, bem como as atividades de serviço, confirmaram sua resiliência. A demanda no setor de transporte ferroviário também se manteve e o mercado de transmissão de energia iniciou sua retomada após a crise de 2009.

Fraco nível de pedidos - Os pedidos recebidos durante o primeiro semestre chegaram a €5,6 bilhões, uma redução de 21% (exceto Grid, que registrou €1,4 bilhão de novos contratos em 4 meses) em relação ao mesmo período do ano passado, que incluía dois contratos importantes: uma termoelétrica turn key no Reino Unido; e trens de subúrbio para a região parisiense. Em 30 de setembro 2010, a carteira de pedidos total de €45,3 bilhões representava 23 meses de faturamento.

No Setor Power, a atividade Thermal Systems & Products não recebeu nenhum projeto de grande porte no primeiro semestre, o que acarretou nova redução em seus pedidos em relação ao ano anterior. O segmento Thermal Services recebeu uma quantidade importante de pedidos de pequeno e médio portes para serviço e modernização de instalações, e obteve também a extensão de contratos de operação e manutenção de longo prazo de duas termoelétricas na Espanha. No setor de energias renováveis, os principais pedidos registrados durante o período dizem respeito a projetos de energia eólica no Brasil e Reino Unido, além de contratos de hidroelétricas na Ásia e no continente americano.

No Setor Transport, os principais pedidos recebidos no primeiro semestre de 2010/11 dizem respeito a locomotivas na Rússia, metrôs na Índia, VLT na França, e também contratos para trens de subúrbio e manutenção na Suécia.

O Setor Grid registrou, em especial, dois pedidos importantes de subestações com isolamento a gás nos Emirados Árabes e na Líbia.

Um desempenho operacional que corresponde às previsões - O faturamento do primeiro semestre de 2010/11 alcançou €8,9 bilhões, uma queda de 8% em relação aos € 9,7 bilhões do primeiro semestre de 2009/10, (salvo a contribuição dos €1,5 bilhões de Grid ao longo de quatro meses). Conforme previsto, houve um declínio das vendas do setor Power (-13%), como consequência da diminuição do número de pedidos recebidos ao longo dos 18 últimos meses. Enquanto isso, o faturamento da atividade Transport continuou crescendo (+5%).

O resultado operacional do Grupo foi de €763 milhões nos primeiros seis meses do ano 2010/11, o que representou uma margem operacional de 7,3%, conforme às previsões feitas para o exercício. Sem considerar os resultados de Grid, o resultado operacional caiu 18% em relação ao primeiro semestre de 2009/10 e a margem operacional passou de 8,6% para 7,6%, em função de um nível menor de vendas e de atividade industrial. A margem operacional do Setor Power recuou de 9,8% para 8,5%, enquanto a margem operacional do setor Transport subiu de 7,0 % para 7,3 %. A Margem operacional de Grid subiu para 5,8%.

O resultado líquido, que incluiu um impacto negativo pontual de €75 milhões relacionado à aquisição de Grid, atingiu €401 milhões, enquanto no semestre 2009/10 ele foi de €562 milhões. Esse declínio é oriundo de uma queda do resultado operacional, além de encargos financeiros e custos de reestruturação mais importantes.

Um balanço sólido, apesar de um fluxo de caixa sob pressão - O fluxo de caixa livre passou a ser negativo em €(963) milhões durante o período, devido à forte degradação da necessidade de capital de giro, por conta da fraca relação entre pedidos e faturamento, da ausência de adiantamentos de clientes relacionados aos contratos turn key, e também por conta do perfil de fluxo de caixa menos favorável de alguns projetos em fim de execução.

Saindo de um saldo de tesouraria líquido de €2.222 milhões em 31 de março de 2010, a Alstom passou para uma situação de dívida líquida de €1.473 milhões em 30 de setembro de 2010, uma consequência do financiamento da aquisição de Grid (€2.351 milhões), do fluxo de caixa livre negativo no período e do pagamento de dividendos relacionados ao exercício 2009/10. Desde 31 de março de 2010, o Grupo fortaleceu sua liquidez, com a extensão de duas emissões de debentures existentes no montante total de €500 milhões e a emissão de dois empréstimos adicionais, realizada após o encerramento do exercício, de um valor total de €1 bilhão. No dia 30 de setembro de 2010, o saldo bruto de tesouraria estava em €1.685 milhões, enquanto uma linha de crédito de €1 bilhão, com vencimento em 2012, continuava disponível.

O patrimônio líquido continuou praticamente estável durante o período. Saindo de €4.101 milhões em 31 de março 2010, passou para €3.989 milhões em 30 de setembro de 2010, tendo em vista que o resultado líquido compensou parcialmente o dividendo e a variação dos fundos de pensão.

Adequação à demanda e preparação para a retomadA -Para se adequar à falta atual de demanda por termoelétricas a carvão e a gás na Europa e nos Estados Unidos, a Alstom anunciou um plano que visa reduzir em 4.000 (cerca de 20%) o quadro de funcionários das atividades Thermal Systems & Products nestas regiões. Nos seis primeiros meses do ano fiscal, o quadro de funcionários do Grupo (salvo Grid) foi reduzido em 1.800, através do não preenchimento de vagas abertas com a saída de funcionários aposentados e da não renovação de contratos de trabalho temporário. Incluindo os números de Grid, em 30 de setembro 2010, a Alstom empregava 94.500 funcionários.

Para aumentar sua flexibilidade e beneficiar-se com a retomada do crescimento nos mercados mais promissores, o setor Power se reorganizou por tipo de combustível. Desde o início deste exercício, o setor também fortaleceu sua carteira de atividades na área de energias renováveis e serviços, em especial através da aquisição da Amstar, do investimento na Brightsource Energy e da assinatura de um acordo de cooperação com a Rushydro.

Os dois outros setores do Grupo também se prepararam para o futuro: Transport, com estabelecimento ou consolidação de parcerias estratégicas para penetrar no importante mercado da CEI (Comunidade dos Estados Independentes – Leste Europeu) e para fortalecer sua presença na China; e Grid, com a assinatura de um acordo de cooperação com a FSK na Rússia.

As despesas em P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) no setor Power e Transport continuam altas. Incluindo Grid, elas alcançam €329 milhões e têm como objetivo fortalecer a competitividade e o potencial de crescimento dos três setores do Grupo.

Os investimentos de €196 milhões, dos quais €47 milhões dizem respeito a Grid, foram mantidos, com uma seletividade estrita aplicada a todo projeto novo. Investimentos no setor Power – em energia eólica no continente americano e em turbinas a vapor na Índia – foram iniciados.

Perspectivas - Embora a retomada, mais lenta do que previsto, de Power em determinadas atividades e regiões tenha um impacto no nível de atividade comercial e industrial, em função de sua carteira de pedidos, a Alstom confirma sua previsão de margem operacional entre 7% e 8% para os anos fiscais 2010/11 e 2011/12. [www.alstom.com].

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