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31/07/2010 - 08:25

Pesquisa revela comportamento de jovens e crianças na utilização da Internet

Jovens e crianças não estão preparados para utilizar a Internet, é o que revelou uma pesquisa feita nos últimos dois anos pelo Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos (Leeme), da Universidade Mackenzie.

Os pesquisadores do grupo, coordenados por Solange Palma Barros e, no qual, contam com a participação da sócia do Opice Blum Advogados, Juliana Abrusio, foram a campo e, ao entrevistarem 2.039 jovens, entre 11 e 18 anos, descobriram que tanto alunos de escolas privadas, como de escolas públicas, apresentaram-se totalmente suscetíveis aos diversos problemas que ocorrem em função do uso indiscriminado da rede mundial de computadores.

Por se tratar de um universo virtual, a Internet traz uma falsa sensação de anonimato e impunidade, diz a pesquisa. O uso desmedido do universo virtual pelas crianças e adolescentes traz à tona não apenas a questão do comportamento, mas também situações mais preocupantes como a exposição à pornografia, a divulgação indevida da imagem e dados pessoais, a divulgação de boatos, bem como a pedofilia e o uso da Internet para incitar a violência.

Com os resultados em mãos, foram propostas alternativas concretas para a formação dos jovens quanto ao uso construtivo da Internet. Os pesquisadores produziram dois livros voltados para o Ensino Fundamental II e Médio, com o objetivo de relacionar os problemas que acontecem na Internet com a ética e os valores. “Queremos que os jovens assumam uma postura mais crítica e segura no uso da Internet”, afirma Solange Palma Barros, que pretende divulgar as obras nas escolas e, futuramente, lutar pela inserção da disciplina de ética e segurança na Internet no currículo escolar.

Além disso, o Leeme alerta sobre a falta de condições que muitos pais e professores têm para orientar os menores no uso da Internet: “nem todos estão preparados para acompanhar os jovens - que parecem estar anos à frente nas questões tecnológicas”, diz Solange, que ressalta a responsabilidade da escola em assumir o papel de orientador e formador.

Para os pesquisadores, falta responsabilidade no controle do uso da ferramenta eletrônica. “A maior parte dos entrevistados utiliza a Internet sem nenhum adulto por perto, sem nenhum controle ou monitoração”, afirma Solange que também identificou que este uso é feito, em sua maioria, dentro do próprio quarto do jovem.

Outro dado colhido pela pesquisa é que 45% dos entrevistados já tiveram medo em algum tipo de acesso que fizeram na rede mundial de computadores. “Este é um dos motivos que nos obriga, acima de tudo, a formar o lado virtual dos jovens cidadãos, prevenindo a ocorrência de problemas on line e minimizando os danos causados pelas diferentes problemáticas associadas à Internet”, diz Solange.

Para o Leeme, formando uma consciência de uso construtivo da Internet gera-se instrução, conhecimento, entretenimento sadio, exaltam-se os valores éticos e pais e educadores se aproximam muito mais das de crianças e adolescentes. “Em média as crianças e adolescentes passam 4 horas conectados. Mas o que eles estão deixando de fazer nessas 4 horas? Como ficam as atividades escolares, esportivas, familiares e as responsabilidades que todos os jovens devem ter? Sem dúvida nenhuma, a Internet é uma das maiores invenções da humanidade, mas quando percebemos que seu uso está indo contra às boas relações interpessoais, temos que perceber que algo está errado. Funcionários que são demitidos via e-mail e mães que só conversam com seus filhos através do MSN são exemplos tristes e preocupantes do uso da Internet em nossa sociedade”, finaliza Solange.

Para Juliana Abrusio, que também participa do grupo e é sócia da Opice Blum Advogados, é importante conscientizar pais e escolas sobre as responsabilidades legais a que estão sujeitos ao concederem acesso indiscriminado e sem controle a Internet às crianças e aos adolescentes. "Há decisões judiciais condenando os pais a indenizações por atos ilícitos praticados pelos filhos na internet". Isto deve ser um alerta à atenção redobrada de todos. "Os pais e professores devem contribuir na educação das crianças e dos jovens, especialmente no ambiente da Internet, onde a falta de controle e orientação pode trazer sérios danos, inclusive na esfera judicial", completa Juliana Abrusio.

Perfil de Juliana Abrusio – é sócia do Opice Blum Advogados, onde é especialista em Direito Eletrônico consultivo e contencioso, Segurança da Informação e Gestão de Riscos, Fraudes nos meios eletrônicos, Direitos autorais e propriedade industrial e Contratos eletrônicos. É mestre pela Universitá degli Studi di Roma Tor Vergata USRV (2006), com título revalidado pela Universidade de São Paulo, participou do Projeto da União Européia para redação de Código único na matéria de contratos para a América Latina (2004-2006). Formada em Direito desde 2001 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Cursou a Universidade de Valladolid, Espanha, em 2000, e a Fanshawe College, Ontário, Canadá, nas matérias Corporate Law e Business Law, em 1999.

O Opice Blum Advogados - Possui sólida experiência nas principais áreas do Direito, especialmente em tecnologia, Direito Eletrônico, informática, telecomunicações e suas vertentes. O escritório é pioneiro nessas questões, onde atua, também, em mediações, arbitragens, sustentações orais em Tribunais, crimes eletrônicos, redes sociais, vazamento de informações e concorrência desleal, segurança do comércio eletrônico, privacidade, propriedade intelectual, software, contratos eletrônicos, entre outros temas relativos ao Direito Eletrônico.

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