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07/07/2010 - 08:19

Grupo consultivo do FMI para o hemisfério ocidental indica que fundo deve alcançar um equilíbrio entre economia e política

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria alcançar um equilíbrio adequado entre economia e política, aproveitando sua experiência em vários países para aprofundar seu compromisso no hemisfério ocidental e melhorar a eficácia de sua consultoria em política econômica, segundo recomendou um grupo de assessores de alto nível.

A recomendação foi feita ao Diretor-Gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, por um Grupo Consultivo Regional que reuniu-se em San Jose, na Costa Rica, nos dias 1º e 2 de julho de 2010. A reunião foi a primeira do recém-formado Grupo Consultivo do Hemisfério Ocidental - um painel independente de especialistas de alto nível, que assessora o FMI sobre seu trabalho na região.

O grupo é formado pelos ex-presidentes Oscar Arias, da Costa Rica, Ricardo Lagos, do Chile, e Tabaré Vasquez, do Uruguai; Paul Martin, ex-primeiro-ministro do Canadá; Enrique Iglesias, o Secretário Geral Ibero-Americano e ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento; os ex-ministros Francisco Gil-Diaz, do México, Jose Luis Machinea, da Argentina; Arturo Cruz, ex-embaixador da Nicarágua nos EUA; Carla Hills, ex-representante de comércio dos EUA; Demetrio Magnoli, da Universidade de São Paulo; e Robert Shapiro, chefe do Policy Institute, dos EUA. Nicolas Eyzaguirre, Diretor para o Hemisfério Ocidental do FMI, é o coordenador desse grupo.

Como parte de um esforço mais amplo para fortalecer sua participação com os membros e informar melhor suas atividades em consultoria política, de acordo com as circunstâncias específicas de cada país, o FMI formou Grupos Consultivos regionais informais para a África, as Américas, a região Ásia-Pacífico, Europa e o Oriente Médio. Os grupos têm uma função consultiva independente e trazem perspectivas diferentes para o trabalho do Fundo nas regiões. Os grupos são formados por especialistas de destaque dos setores público e privado, além da sociedade civil e comunidade acadêmica.

“A estratégia vitoriosa para superar a crise econômica é, em primeiro lugar, aceitar que o mundo é realmente globalizado e que não há espaço para aqueles que jogam sozinhos. Economias de grande e pequeno portes devem trabalhar em conjunto e de forma integrada. Nós esperamos que esse grupo de notáveis nos ajude a fazer isso e aprimore o trabalho do Fundo nas Américas, oferecendo perspectivas sobre questões importantes para região e aumentando nosso entendimento dos interesses políticos e dos legisladores”, disse Strauss-Kahn ao grupo.

A reunião foi aberta com uma discussão sobre a economia global e as incertezas econômicas remanescentes. Oscar Arias, presidente da primeira sessão, disse: “a América Latina precisa recuperar o tempo perdido e a evolução que nossa população merece está em nossas mãos”. O grupo também discutiu o impacto da crise global na América Latina e quais foram as lições aprendidas com as respostas de cada país. “Nós devemos analisar a forma como nossas economias podem integrar-se de forma eficaz com a economia global. Os países latino-americanos devem estar aptos a falar em uníssono e alcançar isso é um grande desafio para nossa região. Não podemos perder a oportunidade que o próximo G-20 nos oferece para influenciar a agenda internacional”, disse Ricardo Lagos, mediador da segunda mesa-redonda, em seu discurso de encerramento.

Na mesa-redonda mediada por Paul Martin, os participantes discutiram sobre a governança do Fundo, voz e representação de economias de mercados emergentes, além do trabalho de vigilância do FMI. “É importante que o FMI encontre um bom equilíbrio entre suas recomendações técnicas, o cenário e o processo político de cada país. E mais, o Fundo deve aproveitar mais sua experiência em vários países para aumentar seu trabalho de orientação”, concluiu Martin.

Os membros do Grupo Consultivo enfatizaram a importância da iniciativa do Fundo, em buscar perspectivas diferentes sobre questões importantes e por solicitar retornos para adequar melhor seu trabalho às realidades econômicas e políticas de seus países membros.

“As opiniões oferecidas pelos membros do Grupo Consultivo nessa primeira reunião foram extremamente valiosas. Se como resultado da crise, todos nós entendermos que devemos trabalhar em conjunto e mostrarmos liderança em nível global, então essa crise teve um resultado positivo para o futuro da economia global,” concluiu Strauss-Kahn.

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