Página Inicial
PORTAL MÍDIA KIT BOLETIM TV FATOR BRASIL PageRank
Busca: OK
CANAIS

02/07/2010 - 08:08

Copa do Mundo e Olimpíadas ajudam a impulsionar PIB da Indústria, diz Lafis

O PIB da Indústria deve ficar em 6,7% e 6,5% em 2011 e 2012, puxados pela contínua realização e maturação de investimentos, incluindo os necessários para a realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016.

A consultoria estima, ainda, que a indústria continuará apresentando expansão nos primeiros anos do novo governo, visto que há baixo risco político na transição do governo e manutenção de projetos com maturação mais longa, como no caso do setor de petróleo.

“Espera-se o início do retorno dos investimentos iniciados nos anos anteriores juntamente com a retomada do comércio internacional. Somado a esses fatores, a expectativa de manutenção na disponibilidade de crédito favorecerá tanto investidores - o que incrementará a produção de bens intermediários - quanto consumidores finais - favorecendo principalmente a demanda por bens duráveis”, afirma o analista setorial, Osmar Sanches.

Desta forma, a expectativa é que a indústria de transformação mantenha seu bom desempenho e cresça cerca de 7% em 2011 e 6,8% em 2012. " A Indústria, dentre os setores que compõem o PIB a preços básicos, apresenta tendência de revitalização para próximos anos. Em 2010, diferentemente do que ocorreu em 2009, os estoques se encontram em níveis baixos devido ao retrocesso vivenciado pela indústria de transformação no ano anterior. Assim, para 2010, espera-se um aumento do PIB industrial de 9,2% com relação a 2009, influenciado pela necessidade de atender a demanda interna e de reposição dos estoques.

A Lafis estima crescimento de 6,8% do PIB para 2010. A consultoria espera uma retomada do nível de atividade, com base no crescimento consistente da demanda interna, principalmente do consumo das famílias e pelas boas perspectivas com relação aos investimentos, inclusive externos.

A expectativa é de lenta recuperação dos países desenvolvidos, com retomada da demanda externa ainda abaixo do esperado e, por conseguinte, das exportações.

Já o setor de Serviços terá seu crescimento (4,9%) pautado na elevação do comércio e dos serviços prestados em intermediação financeira. Esses resultados estarão fundamentados no bom desempenho esperado do rendimento médio e da massa salarial para o ano.

Para a Agropecuária, após a queda de 5,2% em 2009, espera-se uma retomada do crescimento acima do observado em 2008, devido ao resgate da área plantada, das boas perspectivas quanto aos ganhos de produtividade e aos preços das commodities agrícolas no mercado internacional.

A expectativa para 2011 é de manutenção da expansão econômica, com avanço de 5,1% do PIB. Espera-se que esse crescimento seja impulsionado pela manutenção do crescimento do rendimento médio e da massa salarial, favorecendo a expansão do setor de serviços (o de maior peso na composição do PIB), através da ampliação do consumo das famílias.

Por outro lado, o crescimento será arrefecido pelo desempenho menos acentuado do PIB industrial (6,7%) e do PIB agropecuário (5,6%). Ao longo do ano referido, os investimentos em infraestrutura deverão ser priorizados pela administração pública devido à proximidade de eventos internacionais como a Copa do Mundo e Olimpíadas, que demandam amplos recursos.

O setor exportador, por sua vez, deverá encontrar oportunidades derivadas da retomada do crescimento econômico mundial, se expandindo aproximadamente 24,1% sobre a base consistente proporcionada pelo desempenho de 2010. As importações deverão permanecer em trajetória ascendente, balizadas pelas perspectivas de ampliação dos fluxos de comércio internacionais, com crescimento em torno de 30,0% ante a expansão de 38,0%, estimada para 2010.

Para 2012, a expectativa é de que o modelo de crescimento da economia brasileira, atualmente baseado na expansão do consumo interno, entre em processo de transição, constituindo bases mais sólidas. Além disso, os gargalos de infraestrutura poderão impedir um crescimento vigoroso no longo prazo. Dessa forma, espera-se crescimento arrefecido da economia brasileira da ordem de 4,6%, com destaque menos acentuado do PIB industrial e de serviços."

Enviar Imprimir


© Copyright 2006 - 2021 Fator Brasil. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Tribeira