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01/07/2010 - 08:15

Culturas energéticas em crescimento nas águas do mar

Variedade da Ceres tolerante ao sal pode liberar milhões de acres a mais de terras marginais para lavoura.

Thousand Oaks, Califórnia - A companhia de cultura energética Ceres, Inc. anunciou no dia 30 de junho (quarta-feira), que desenvolve uma variedade de planta que pode trazer nova vida a milhões de acres de terras para lavoura abandonadas ou marginais prejudicadas por sais. Os resultados em diversas culturas, incluindo o switchgrass, demonstram níveis de tolerância ao sal nunca antes encontrados.

A Ceres relatou que seus pesquisadores testaram os efeitos de altíssimas concentrações de sal e também de água do mar do Oceano Pacífico, que contêm misturas de sais em alta concentração, em variedade de gramínea energética aprimorada cultivada em suas estufas na Califórnia. As gramíneas energéticas, tais como o sorgo, o miscanthus e o switchgrass, são fontes de biomassa altamente produtivas, uma matéria prima de carbono neutro usadas na produção de biocombustível e na geração de eletricidade.

"Atualmente, temos culturas energéticas em crescimento apenas em água do mar", afirmou Richard Hamilton, Presidente e CEO da Ceres. "A meta, é claro, não é a de os produtores regarem suas culturas com água do mar, mas sim possibilitar que terras para lavoura, abandonadas devido aos efeitos do sal ou água do mar, sejam postas em uso produtivo".

No momento, existe mais de um bilhão de acres de terras para lavoura abandonadas no mundo que poderiam se beneficiar desta variedade e de outras na linha de produto da Ceres, incluindo 15 milhões de acres de solos afetados pelo sal nos EUA. A companhia planeja agora avaliar as culturas energéticas com variedade tolerante ao sal de sua propriedade em escala de campo. Caso os resultados se confirmem, os produtores de biocombustível e bioenergia terão mais escolhas para instalar novas indústrias, ganhar maior produtividade em terra marginal e redirecionar quantidades ainda maiores de combustíveis fósseis.

"Enfim, essa não é tanto de uma variedade salgada, mas sim uma variedade de produtividade e uma variedade para utilização de terra", disse Hamilton. "Estou convencido mais do que nunca que as técnicas de botânica moderna podem sempre ofertar inovações que aumentem os rendimentos e reduzam a área de ocupação da agricultura. As culturas energéticas aprimoradas possibilitarão à indústria bioenergética ir muito além dos limites da sabedoria convencional".

O diretor científico Richard Flavell afirmou que a variedade da Ceres tolerante ao sal pode trazer benefícios significativos à produção de alimentos também. No cultivo convencional de plantas, as inovações em uma cultura têm pouca relação com as outras. Contudo, utilizando as técnicas da moderna biologia no desenvolvimento de variedades, os pesquisadores podem duplicar sua variedade com muito maior facilidade, e estender os benefícios da energia às culturas de alimento de referência.

"Solos contendo sal e outras substâncias limitadoras do crescimento restringem a produção agrícola em muitos locais no mundo. Esta revolução genética traz novas oportunidades para se vencer os efeitos do sal", disse Flavell. Nas culturas de alimento, a Ceres tem confirmado até agora a variedade no arroz e está preparando testes adicionais em outras.

Flavell acredita que as culturas tolerantes ao sal precisam ser combinadas com melhores práticas de administração da terra e água, bem como com técnicas agronômicas que minimizem o acúmulo do sal no solo. Além disso, assim como as variedades de primeira geração, as variedades de plantas desenvolvidas pela Ceres podem ser combinadas para revolucionar os rendimentos agrícolas.

"Quando começamos a combinar tolerância ao sal, tolerância às secas e variedades que permitam às plantas necessitarem de menos fertilizante de nitrogênio, podemos trazer aumentos significativos em produtividade e rendimentos com menos insumos que os usados na primeira Revolução Verde, bem como ganhos valorosos em terras para lavoura marginais ou abandonadas que no momento não sustentam rendimentos econômicos", disse Flavell.

Perfil- A Ceres, Inc. é desenvolvedora líder de culturas energéticas que podem ser cultivadas como matéria prima para produtos biocombustíveis e bioenergéticos avançados e produtos de base biológica. Suas iniciativas de desenvolvimento incluem o switchgrass, biomassa do sorgo, sorgo sacarino, miscanthus e cana energética. A empresa comercializa suas sementes sob a marca Blade Energy Crops. A Ceres mantém como proprietária uma das maiores coleções de genes inteiramente sequenciados de plantas do mundo.| www.ceres.net. | PR Newswire

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