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22/06/2010 - 10:49

UFRJ participa da “Copa do Mundo” dos barcos

Embarcações da UFRJ que participarão do Frisian Solar Challenge 2010, a Copa Mundial de Barcos Solares, embarcam para a Holanda no dia 22 de junho (terça-feira). O batismo oficial das dos barcos aconteceu no dia 21 de junho (segunda-feira), estimulada pelos ótimos resultados da última edição do evento, equipe levará três barcos para competir este ano.

A Equipe Solar Brasil, da UFRJ, com o apoio do Pólo Náutico da universidade, prepara-se para sua segunda atuação no Frisian Solar Challenge 2010. Os barcos que vão participar do desafio serão oficialmente batizados no dia 21 de junho (segunda-feira), e embarcam amanhã para a Holanda. A competição acontece entre os dias 4 e 10 de julho. São seis dias de rally, mais provas técnicas e físicas com os pilotos. Os excelentes resultados de 2008 animaram a equipe, que aposta em três barcos para representar o Brasil este ano: Copacabana II, Ipanema e Catalão. Com apenas duas edições realizadas, esta competição já é considerada a mais importante do mundo na categoria.

Quando participou pela primeira vez da competição, a equipe brasileira surpreendeu, conquistando o quarto lugar da classe A, sétimo na classificação geral entre 49 equipes – vale lembrar que a equipe da UFRJ era a única de fora da Europa. O professor Alexandre Alho, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica (DENO) da Escola Politécnica da UFRJ, ressalta a importância da realização. “A logística da competição é enorme. Projetar, construir e levar o barco até a Europa é só o começo. Os participantes europeus se dedicam exclusivamente a isso. Nós éramos os ‘brasileiros exóticos que tinham ido brincar’. Depois de tudo, ganhamos até um prêmio de incentivo pela coragem”, conta.

Integram a atual equipe da UFRJ estudantes dos cursos de Engenharia Naval e Oceânica, Engenharia Elétrica e Desenho Industrial, além de alguns professores, doutorandos e formados. Em julho, o grupo pretende mostrar que o Brasil não é apenas um participante, mas um forte candidato ao pódio. Segundo o principal responsável pelo projeto, professor Fernando Amorim, também do DENO, há melhorias importantes nas embarcações. “Esse ano, nossos barcos tem motor de 1kW. Em 2008 era um motor de 0,8kW, mas que, devido às falhas técnicas, só andava a 0,6kW. Não conseguimos uma colocação melhor por causa de erros bobos, que eram resultado da nossa falta de experiência na competição.”, explica.

O professor Amorim ressalta ainda que competições como esta são essenciais para mostrar à população a importância das energias alternativas. Essas fontes atendem ao princípio da sustentabilidade, principal desafio do século. “A maior parte dos brasileiros não conhece nosso potencial energético. Se cobríssemos o lago de Itaipu com placas solares, seria produzido, no mínimo, o dobro de energia”, destaca o professor. “Estamos trabalhando em alguns projetos que jamais seriam pensados não fosse nossa participação no FSC. Não sei qual será o resultado desse ano. Contudo, repito sempre para os alunos que, mais importante do que a competição, são os inúmeros benefícios e experiências que adquirimos a partir dela. Isso, sim, faz a diferença”, finaliza.

Inspirada pelo bom desempenho na Holanda, e para estimular a troca de conhecimento e a pesquisa na área de energia solar, a equipe do Pólo Náutico que participou do FSC em 2008 organizou em 2009 a primeira edição de uma competição semelhante, o Desafio Solar Brasil, que já teve a sua segunda edição em maio de 2010.

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