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19/06/2010 - 07:58

ThyssenKrupp e Vale inauguram uma nova era da siderurgia no Brasil


O empreendimento no Rio de Janeiro recebeu 8,2 bilhões de dólares e gerou mais de 30 mil empregos. A planta é uma das mais modernas do mundo e irá incrementar em 40% as exportações brasileiras de aço.

Após décadas sem a instalação de novos empreendimentos siderúrgicos, a indústria brasileira do aço torna-se referência mundial com o início das operações da ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico, maior investimento privado já realizado no Brasil nos últimos 15 anos. Construído a partir dos mais modernos conceitos técnicos nas áreas de segurança, saúde e meio ambiente, o complexo siderúrgico localizado na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro recebeu investimentos de 5,2 bilhões de euros (cerca de 8,2 bilhões de dólares) e já se transformou em um novo polo de desenvolvimento regional.

O empreendimento é fruto da parceria da ThyssenKrupp Steel, maior produtor de aço da Alemanha e principal acionista (73,13%) e da Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, que participa da TKCSA com 26,87%. A construção do complexo siderúrgico envolveu um total de 30 mil trabalhadores, uma das maiores movimentações de mão de obra já vista na história do país. A exportação de toda a produção de cinco milhões de toneladas anuais de placas de aço pela ThyssenKrupp CSA representará um aumento de 40% nas exportações brasileiras do metal e uma contribuição anual de US$ 1 bilhão no balanço de pagamentos do Brasil.

Dr. Ekkehard Schulz, CEO da ThyssenKrupp

"Essas modernas instalações são motivo de orgulho para nós porque concretizam nossos mais caros princípios, como a busca pela inovação tecnológica a serviço da produção eficiente com respeito à comunidade e ao meio ambiente", afirma Dr. Ekkehard Schulz, CEO da ThyssenKrupp. "O nosso papel é fomentar o crescimento da produção siderúrgica no Brasil, gerando riqueza e desenvolvimento sustentável. A TKCSA é a concretização disso", completa o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli.

Além de importante parceira do empreendimento, a Vale é responsável pelo fornecimento do minério de ferro que será utilizado pelo complexo siderúrgico, por meio de um contrato de 15 anos com a ThyssenKrupp. Este é o contrato de maior duração já firmado pela mineradora.

Benefícios sociais - A instalação da ThyssenKrupp CSA levou inúmeros benefícios para as economias do Estado do Rio de Janeiro e do País. As compras de produtos e serviços no Brasil durante a fase de implantação atingiram, até maio deste ano, R$ 10 bilhões, sendo mais de R$ 5 bilhões somente no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, durante a construção, também R$ 1,6 bilhão foram pagos em salários e encargos trabalhistas.

Os reflexos da renda gerada com essa injeção de recursos são visíveis na região próxima ao empreendimento, principalmente no bairro Santa Cruz e no município vizinho, Itaguaí, onde houve expressiva expansão de estabelecimentos comerciais e de micro e pequenas empresas. Isso foi possível, em parte, por causa da política de contratação dos mais de 30 mil operários que trabalharam na obra, priorizando moradores da região do entorno do empreendimento. O mesmo critério está sendo adotado no preenchimento de 3.500 vagas para a fase operacional.

"A economia local continuará sendo prioridade nas aquisições de produtos e serviços durante a fase operacional, estimadas em R$ 250 milhões anuais", afirma Dr. Schulz.

Roger Agnelli, diretor-presidente da Vale

Para o diretor-presidente da Vale, ações que estimulem a economia local são fundamentais. Roger Agnelli também destaca a necessidade de estar sempre alerta aos demais anseios das comunidades. "O apoio da comunidade é fundamental para operar um empreendimento como este. Não adianta começar um projeto que não esteja absolutamente em sintonia com a comunidade".

Prova do compromisso social da ThyssenKrupp CSA é que, em paralelo à fase de construção, a siderúrgica desenvolve um amplo programa de capacitação profissional que prioriza a inclusão de moradores do bairro de Santa Cruz e municípios vizinhos. Um exemplo disso é a parceria firmada com o Senai do Rio de Janeiro, que realiza a capacitação de aproximadamente 1.800 alunos. O programa, que recebeu da ThyssenKrupp CSA investimento de R$ 10 milhões e ainda está em andamento, não apenas forma técnicos que trabalharão na siderúrgica, mas também em outros setores, com perspectiva de crescimento na região nos próximos anos.

A construção do Centro de Formação Profissional de Itaguaí, também financiada pela ThyssenKrupp CSA, oferecerá cursos de formação profissional voltados principalmente para processos industriais e, de forma complementar, as áreas de administração, comércio e serviços. A escola técnica terá capacidade para atender 2.864 alunos anualmente e será equipada com laboratórios, oficinas, salas de aula e auditório.

Preocupação ambiental - Um dos grandes diferenciais do mais moderno complexo siderúrgico integrado da América Latina é a preocupação com conceitos de sustentabilidade ainda durante a fase de elaboração do projeto. Para isso, a ThyssenKrupp Steel trouxe da Alemanha algumas das mais avançadas tecnologias do setor siderúrgico, que garantem níveis mínimos de impacto ao meio ambiente, com o máximo de eficiência e segurança operacional.

Outro destaque sob o ponto de vista ambiental é a usina termelétrica do complexo siderúrgico, com capacidade instalada de 490 MW e acionada a partir dos gases produzidos durante o processo siderúrgico. Além de garantir a autossuficiência energética das operações, a unidade representará a redução de gases de efeito estufa na atmosfera. A geração de energia também irá proporcionar outro benefício ao País, que será atendido com a venda de 200 MW de energia excedente da termelétrica para o Sistema Interligado Nacional, a partir de 2011.

Aliás, antes mesmo de operar a plena capacidade, a siderúrgica do Rio de Janeiro já desenvolve projetos de redução de emissões que totalizam 1,7 milhão de toneladas anuais de CO2. Desse total, 1,1 milhão de toneladas anuais correspondem à redução proporcionada pelo fornecimento de escória produzida pela ThyssenKrupp CSA à fabrica de cimento portland da Votorantim que funcionará dentro do complexo siderúrgico. A escória substituirá o clínquer, uma das matérias-primas do cimento, cuja fabricação resulta em grandes emissões de CO2.

Outras 660 mil toneladas anuais de CO2 deixarão de ser emitidas com três projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, de utilização dos gases gerados na fabricação do aço para geração de energia na usina termelétrica. Os projetos já foram protocolados nas Nações Unidas para futura negociação de créditos de carbono e estão em fase de validação pela Det Norske Veritas.

Novas cores na siderurgia - Até mesmo o aspecto visual da TKCSA foi planejado para que meio ambiente e processos industriais entrassem em harmonia. Todas as unidades que compõem o empreendimento atendem ao projeto criado pelo designer alemão Friedrich Ernst von Garnier e que vem sendo adotado nas siderúrgicas da ThyssenKrupp na Alemanha. Dessa forma, o ambiente cinzento e impessoal das siderúrgicas convencionais é substituído por uma combinação de cores que proporciona a integração das instalações com os trabalhadores e com a paisagem natural da região onde está a TKCSA.

A Unidade de Sinterização, que foi inaugurada no dia 18 de junho(sexta-feira), é um exemplo do compromisso da empresa com a preservação do meio ambiente, e representa o cumprimento de uma etapa fundamental para o início das operações da ThyssenKrupp CSA. Sua função é suprir os altos-fornos com sínter, um insumo obtido por meio do aquecimento de uma mistura de minério de ferro e aditivos.

Ao todo, foram gerados 1.200 empregos durante a construção desta unidade, que tem capacidade para produzir 5 milhões de toneladas anuais de sínter. Os equipamentos operam com um alto padrão de controle de emissões atmosféricas, capaz de atender e até superar em alguns itens as determinações da legislação ambiental brasileira. Parte dos subprodutos gerados durante outras etapas da fabricação do aço será reaproveitada e transformada em insumos na produção de sínter.

Curiosidades sobre a construção da ThyssenKrupp CSA - O terreno de 9 km2 onde está o complexo siderúrgico equivale a duas vezes a área ocupada pelos bairros cariocas de Ipanema e Leblon.

Os 950 mil m3 de concreto utilizados na obra são suficientes para construir 12 estádios do tamanho do Maracanã.

As 110 mil toneladas de estruturas metálicas utilizadas equivalem a 11 vezes a quantidade do material utilizado na Torre Eiffel.

Foram necessários mais de 1.200 km de estacas nas fundações do complexo siderúrgico, o que equivale à distância entre o Rio de Janeiro e Florianópolis.

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro

“Os 30 mil trabalhadores que ajudaram a erguer a indústria do aço concluíram a etapa de implantação do projeto na semana passada. Durante as obras, realizadas a partir das mais modernas técnicas de segurança, saúde e meio ambiente, foram utilizados 950 mil metros cúbicos de concreto nos nove quilômetros quadrados de terreno. O empreendimento gigantesco já está atraindo novas empresas, que se instalaram na cidade para atender à demanda gerada pela CSA. Esta usina reforçará a economia fluminense. Até maio deste ano, as compras de produtos e serviços atingiram R$ 10 bilhões, sendo mais de R$ 5 milhões destinados ao Rio”, destacou o governador Sérgio Cabral

“É um prazer celebrar esse momento histórico da indústria brasileira, da indústria internacional e, particularmente, do nosso Rio de Janeiro. O Estado deu deferimento e uma grande estrutura tributária para ajudar na instalação da CSA. Houve um esforço do governo do ponto de vista econômico e financeiro de receitas. Desde 1983, o Brasil não inaugurava uma siderúrgica e não agregava valores. O Rio está crescendo: vamos inaugurar a Usina Nuclear Angra 3; o Petroleiro Celso Furtado, que será lançado pelo presidente Lula no dia 24 de junho; e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o arrendamento do agora Estaleiro Inhaúma (ex-Ishibrás) pela Petrobras, mais outras dezenas de obras importantes que vem mudando a cara do Rio de Janeiro, graças à uma acertada parceria entre os governos municipal, estadual e federal”, concluiu o governador.

Presidente Lula

O presidente Lula previu em seu discurso que no máximo em dez anos o Brasil poderá ser a quinta ou até a quarta economia mundial, “pois hoje o Brasil conquistou respeito e mostra grande força competitiva em vários setores da ecnomia”, destaca.

“Em época que só falavam em crise mundial, a TyssemKrupp e a Vale poderiam ter parado as obras, no entanto, optaram por continuar o investimento no país, e otimistas, ainda apresentam expectativas para um grande crescimento”, aplaude o presidente.

“Não há nada mais gratificante do que concluir um projeto como esse. Muitas pessoas não acreditavam que essa obra pudesse sair do papel. Houve uma grande mudança no Brasil nos últimos anos, como a recuperação da indústria siderúrgica. A ThyssenKrupp acreditou e investiu no país. O Rio está recebendo importantes investimentos. Quando trazemos empreendimentos para o Rio de Janeiro, estamos devolvendo algo que o estado merece”, conclui Lula, e em seguida acionou o botão que deu início às operações da siderúrgica.

O evento contou com as presenças do vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, os ministros das Cidades, Márcio Fortes; e de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner, e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, o presidente do Investerio, Maurício Chacur, o presidente da Cedae Wagner Victer, o senador Francisco Dornelles, o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de janeiro (ALERJ), Jorge Picciani, deputados federais Edmilson Valentim (PCdoB), Luís Sérgio (PT), Eduardo Cunha (PMDB), demais autoridades, empresários, imprensa nacional e estrangeira.

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