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14/04/2010 - 09:42

Israel é o primeiro país fora da América Latina a ter acordo livre com o Mercosul

Ação foi ratificada em recente visita do presidente Lula ao país.

De 2002 até 2008, o intercâmbio comercial entre Brasil e Israel subiu de US$ 440 milhões para US$ 1,6 bilhão, fazendo com que o nosso país seja um dos mais importantes parceiros comerciais de Israel na América Latina.

A data de 4 de abril foi um marco para o acordo de livre comércio entre Israel e Mercosul. De acordo com empresários e executivos, a expectativa é que, nos próximos anos, o valor do intercâmbio comercial seja três vezes maior.

São inúmeros os setores com maior envolvimento comercial entre os países. Entre eles, destaque para: agronegócio, indústria têxtil, mineração, saúde, tecnologia, aviação, defesa espacial e medicamentos.

O presidente de Israel, Shimon Peres, disse que apesar da distância geográfica conseguir-se-á potencializar a parceria pela cooperação econômica e científica. “O Brasil conta com uma economia forte e estável. Estamos felizes e dispostos a cooperar com o Brasil em todos os setores”, afirmou.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, convidou empresários brasileiros a investir no território nacional no âmbito do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). “Os laços comerciais entre Israel e Brasil aumentaram significativamente nos últimos anos e podemos continuar com o ritmo atual. Israel é conhecido por seu forte potencial nas áreas de tecnologia e ciência. Nós encorajamos a cooperação intensiva com Israel”, disse Lula.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também comenta sobre a parceria. “A visita do presidente Peres ao Brasil [em novembro de 2009] deu um grande impulso às relações econômicas entre os dois países. Um grupo de trabalho foi estabelecido entre Israel e Brasil para avançar e implementar o acordo com o Mercosul. Ambos os países declararam as suas intenções em triplicar o seu volume de comércio”.

O professor Paulo Geiger pondera que o estreitamento e desenvolvimento das relações comerciais e tecnológicas poderia favorecer um melhor entendimento mútuo em questões políticas, que no caso de Israel são limítrofes de questões de segurança e sobrevivência. “O pragmatismo brasileiro em sua política externa, que prioriza os interesses do país, como é normal, não deve no entanto ser em detrimento da tradicional posição de equidade e de afirmação de coexistência que sempre norteou essa política. A ameaça existencial a Israel é um fato, não uma paranoia, e reconhecer esse fato é o primeiro e fundamental passo para quem aspira a, e pode, ser um fator atuante na solução do conflito. O que se coaduna com a própria história: o Brasil faz parte da maioria da humanidade que, na ONU, em assembleia presidida de maneira decisiva por uma brasileiro, apoiou a criação de Israel como estado da nação judaica”, finaliza.

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