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14/01/2010 - 10:35

Fecombustíveis apoia redução do percentual de anidro

A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) acredita ser acertada a decisão do governo de reduzir temporariamente o percentual de etanol anidro na gasolina C de 25% para 20%, conforme anunciado na noite de segunda-feira (11/01).

“A nossa preocupação é com a possibilidade de desabastecimento. Em algumas localidades, as distribuidoras já estão administrando os estoques. Não chega a existir racionamento, mas alguns pedidos vêm abaixo do que foi solicitado”, explica Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis, que representou a revenda de combustíveis na reunião em Brasília ontem à tarde, na qual foram discutidos os impactos da mudança. A decisão de reduzir o percentual, no entanto, já havia sido tomada durante a manhã pelos ministros. Para ele, o principal problema é saber quais postos seriam escolhidos para receber etanol, caso a oferta se tornasse ainda mais restrita. “Os postos maiores, localizados em grandes centros ou os de propriedade das companhias distribuidoras com certeza teriam prioridade, mas como ficam os postos localizados em cidades remotas e os quase 15 mil bandeiras branca (sem vínculo com distribuidora), que compram no mercado spot? Precisamos olhar o mercado como um todo, não apenas a situação dos grandes postos embandeirados”, destacou.

Custo – De acordo com cálculos da Fecombustíveis, após os ajustes tributários (sobre o etanol anidro não incide Cide), o impacto da redução do percentual de anidro é de 1 a 1,5 centavo na maior parte dos Estados, sem considerar alteração no ICMS. Nos Estados onde o regime de tributação é o MVA (Margem de Valor Agregado), como em São Paulo, o impacto pode chegar a R$ 0,05. “Mas é bom lembrar que, mesmo sem a redução do percentual, a expectativa era de que a gasolina subisse, já que o etanol anidro continua em rota ascendente nas usinas”, afirma Paulo Miranda Soares.

A alta, entretanto, pode ser compensada por alterações na CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) que estariam em análise dentro do governo.

Imagem do etanol - Para o presidente da Fecombustíveis, evitar o desabastecimento nos postos é vital não só pelo prejuízo à população e aos postos, mas também para impedir que a imagem do biocombustível seja maculada. “O Brasil quer vender o etanol lá fora, mas como convencer os demais países de que somos fornecedores confiáveis se não conseguirmos nem abastecer o mercado interno? E se houver desabastecimento, essa será a mensagem que enviaremos”, enfatiza.

A redução do percentual de etanol anidro na gasolina C vale a partir de 1º de fevereiro e foi determinada por portaria, com base em determinação do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool. A previsão é de que a medida dure 90 dias, ao final dos quais o percentual voltaria aos 25%. Segundo Paulo Miranda Soares, ficou acordado durante a reunião que será feito um monitoramento a cada quinze dias, já que a expectativa é de normalização da oferta com o início da safra em março, desde que as chuvas não atrapalhem. “Esse acompanhamento é que irá determinar a necessidade de suspensão ou prorrogação da medida”, enfatizou Paulo Miranda Soares.

Com a redução do percentual, será gerada uma economia de 100 milhões de litros de etanol por mês.

Somente na primeira semana de janeiro, o etanol hidratado comercializado pelas usinas em São Paulo (sem impostos) subiu quase 6% e o anidro, 4%. Em 30 dias até 8 de janeiro, a alta foi de 21% e 14%, respectivamente. Site: [www.fecombustiveis.org.br]

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