balanca-comercial-1-24

08/01/2024

Balança comercial registra superávit de US$ 98,84 bilhões em 2023, diz Secex/MDIC

Puxada pela agropecuária e extrativista. Crescimento de 60,6% ante o ano anterior. Novamente a agropecuária tem destaque nas exportações tanto do mês de dezembro, como no ano, foi o setor que puxou a alta da balança comercial, em seguida a indústria extrativista. Já as vendas em 2023 para China, Hong Kong e Macau cresceram 16,5%, mas caíram -1,5% para os Estados Unidos e, -9,1% para União Europeia.

Em dezembro de 2023, comparado a igual mês do ano anterior, as exportações cresceram 9,5% e somaram US$ 28,84 bilhões. As importações caíram -10,7% e totalizaram US$ 19,48 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit da balança comercial brasileira de US$ 9,36 bilhões , com crescimento de 106,5%, e a corrente de comércio aumentou 0,3%, alcançando US$ 48,32 bilhões, de acordo com a divulgação da Secretaria de Comércio Exterior(Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no dia 08 de dezembro(segunda-feira).

No acumulado janeiro a dezembro 2023, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 1,7% e somaram US$ 339,67 bilhões. As importações caíram -11,7% e totalizaram US$ 240,83 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 98,84 bilhões , com crescimento de 60,6%, e a corrente de comércio registrou queda de -4,3%, atingindo US$ 580,51 bilhões.

Exportações — Em dezembro de 2023, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 13,7% em Agropecuária, que somou US$ 5,20 bilhões; crescimento de 8,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,62 bilhões e, por fim, crescimento de 8,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,87 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado ( 11,3%), Soja ( 66,2%) e Algodão em bruto (104,6%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 69,5%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 59,7%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados (16.861.399,6%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada ( 25,3%), Açúcares e melaços (113,7%) e Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais ( 72,1%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Trigo e centeio, não moídos ( -65,2%), Arroz com casca, paddy ou em bruto ( -68,2%) e Milho não moído, exceto milho doce ( -23,2%) na Agropecuária; Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-29,0%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-22,2%) na Indústria Extrativa ; Gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (-67,0%), Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-13,8%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (-34,5%) na Indústria de Transformação.

Acumulado no Ano — No acumulado de janeiro a dezembro de 2023, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 9,0% em Agropecuária, que somou US$ 81,48 bilhões; crescimento de 3,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 78,83 bilhões e, por fim, queda de -2,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 177,19 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (102,9%), Milho não moído, exceto milho doce (11,8%) e Soja (14,4%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (5,5%), Minérios de cobre e seus concentrados (26,3%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados (22.741%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (42,9%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (11,6%) e Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (24,5%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-25%), Café não torrado (-14,1%) e Algodão em bruto (-16,4%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-12,6%), Minérios de níquel e seus concentrados (-23,9%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-99,6%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-19,6%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-13,5%) e Gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (-34,4%) na Indústria de Transformação.

Importações — Em dezembro de 2023, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -21,7% em Agropecuária, que somou US$ 0,38 bilhões; queda de -54,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,90 bilhões e, por fim, queda de -6,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 18,05 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.

O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-41,0%), Milho não moído, exceto milho doce (-50,8%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-33,2%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-25,6%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-64,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-62,2%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-29,1%), Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (-50,9%) e Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (-38,5%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( 26,8%), Soja ( 231,6%) e Outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça ( 73,3%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) ( 24,7%), Outros minerais em bruto ( 4,3%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 12,2%) na Indústria Extrativa ; Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (50,0%), Veículos automóveis de passageiros (141,4%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes ( 50,0%) na Indústria de Transformação.

Acumulado no Ano — No acumulado e janeiro a dezembro de 2023, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -21,0% em Agropecuária, que somou US$ 4,50 bilhões; retração de -27,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 16,10 bilhões e queda de -10,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 218,36 bilhões. A combinação destes resultados levou a queda do total das importações.

Esta conjuntura de queda nas importações foi influenciada pela queda das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-37%), Milho não moído, exceto milho doce (-54,9%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-47%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-27,3%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-8,6%) e Gás natural, liquefeito ou não (-67,4%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-26,5%), Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (-31,3%) e Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-40,8%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( 4%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (20,5%) e Cacau em bruto ou torrado (299,9%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (13,2%), Outros minerais em bruto (4,5%) e Minério de ferro e seus concentrados (84,6%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (21,8%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (14,7%) e Veículos automóveis de passageiros (59,2%) na Indústria de Transformação.

Principais parceiros comerciais: Argentina — As exportações para a Argentina, no mês de dezembro de 2023, caíram -14,3% e somaram US$ 0,83 bilhões. As importações diminuíram -9,7% e totalizaram US$ 0,89 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou déficit de US$ -0,05 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -12,0% alcançando US$ 1,72 bilhões.

No período acumulado de janeiro a dezembro de 2023, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina cresceram 8,9% e atingiram US$ 16,72 bilhões. As importações caíram -8,4% e chegaram US$ 12,00 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 4,72 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 0,9% totalizando US$ 28,71 bilhões.

China, Hong Kong e Macau — As exportações para a China, Hong Kong e Macau no mês de dezembro de 2023, cresceram 41,6% e somaram US$ 9,00 bilhões. As importações diminuíram -1,8% e totalizaram US$ 4,69 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 4,30 bilhões e a corrente de comércio aumentou 22,9% alcançando US$ 13,69 bilhões.

No período de janeiro a dezembro de 2023, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China, Hong Kong e Macau cresceram 16,5% e atingiram US$ 105,75 bilhões. As importações caíram -12,4% e totalizaram US$ 53,92 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 51,83 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 4,8% somando US$ 159,68 bilhões.

Estados Unidos — As exportações para os Estados Unidos, em dezembro de 2023, caíram -5,0% e somaram US$ 3,41 bilhões. As importações diminuíram -21,7% e chegaram a US$ 3,00 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num superávit de US$ 0,40 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -13,7% alcançando US$ 6,41 bilhões.

No acumulado de janeiro a dezembro de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram -1,5% e atingiram US$ 36,87 bilhões. As importações caíram -26,0% e totalizaram US$ 37,96 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ -1,09 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -15,7% chegando a US$ 74,82 bilhões.

União Europeia — As vendas para a União Europeia, cresceram 4,3% e chegaram US$ 4,02 bilhões. As importações diminuíram -12,0% e totalizaram US$ 3,48 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 0,53 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -4,0% alcançando US$ 7,50 bilhões.

No período acumulado de janeiro a dezembro de 2023, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia caíram -9,1% e atingiram US$ 46,28 bilhões. As importações cresceram 2,6% e totalizaram US$ 45,42 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 0,86 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -3,6% somando US$ 91,70 bilhões.