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31/07/2009 - 09:43

Contrato de financiamento de R$ 25 bilhões com BNDES para projetos da Petrobras


Com investimentos totais de US$ 174,4 bilhões o Plano de Negócios da Petrobras é robusto, desafiador e, talvez, o de maior volume de recursos do setor petróleo hoje no mundo. São cerca de US$ 35 bilhões por ano. A maior parte dos investimentos - cerca de US$ 150 bilhões - para as centenas de projetos do plano, será de geração própria de caixa da Petrobras (considerando os preços de referência do petróleo).

A Petrobras assinou no dia 30 de julho (quinta-feira), contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES), no valor de, aproximadamente, R$ 25 bilhões. Os recursos serão aplicados em projetos do Plano de Negócios da Companhia para os próximos cinco anos, incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, da Casa Civil, Dilma Roussef, da Fazenda, Guido Mantega, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUB), José Antonio Morais, demais autoridades e trabalhadores.

Na ocasião, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, destacou o crescimento da empresa. “Nós passamos do 37º para o 8º lugar num ranking que reúne as 300 maiores empresas mundiais. O valor de mercado da Petrobras cresceu, nos últimos seis meses, mais do que todas as outras companhias de petróleo do mundo. Neste período nós investimos mais de R$ 16 bilhões, cerca de R$ 170 milhões por dia, que representam pagamento de impostos e geração de emprego e renda.” Segundo Gabrielli, o empréstimo de R$ 25 bilhões, somado aos outros já obtidos, dará à Companhia uma relativa tranqüilidade nos próximos anos.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, chamou atenção para a representatividade da Petrobras no Produto Interno Bruto (PIB) do País. “No início da década o investimento desta empresa correspondia a 1% do PIB brasileiro. Hoje, é o dobro (2,3%) e, com o impulso dos investimentos de US$ 174,4 bilhões nos próximos cinco anos, a Petrobras chegará a 3% do PIB.”

Créditos internacionais - Com este financiamento a Petrobras garante as necessidades de captação para os dois primeiros anos do seu Plano de Negócios 2009 – 2013, divulgado em janeiro do corrente ano. Esta operação vem se somar ao financiamento bilateral de US$ 10 bilhões por 10 anos, assinado em maio com o China Development Bank (CDB).

Outra linha de crédito no valor de US$ 2 bilhões foi assinada em abril com o Banco de Crédito a Exportação e Importação dos Estados Unidos (U.S. EximBank), com prazo de pagamento de 10 anos. Também em 2009 a Petrobras realizou duas operações no mercado de capitais internacional de US$ 2,75 bilhões em Global Notes, seguindo a estratégia de refinanciar os empréstimos-pontes captados no início deste ano no valor total de US$ 6,5 bilhões com um grupo de bancos.

Destino do financiamento - Além da Petrobras, os recursos do financiamento do BNDES também serão destinados a duas de suas subsidiárias, a Transportadora Associada de Gás S/A - TAG e a Refinaria de Pernambuco (Abreu e Lima). A efetivação da operação de financiamento será através do recebimento de títulos públicos federais pelas três empresas.

O prazo do financiamento é de 19 anos e 8 meses, com pagamento de juros semestrais nos meses de setembro e março. A amortização do principal também será semestral, ocorrendo o primeiro pagamento em setembro de 2016 e o último em março de 2029.

Os recursos serão recebidos pela Petrobras na forma de Títulos do Tesouro Nacional e o financiamento será expresso em reais, e indexado as variações cambiais do dólar norte-americano. O custo do financiamento está em linha com o mercado de capitais internacional para o mesmo prazo.

Plano desafiador - Com investimentos totais de US$ 174,4 bilhões o Plano de Negócios da Petrobras é robusto, desafiador e, talvez, o de maior volume de recursos do setor petróleo hoje no mundo. São cerca de US$ 35 bilhões por ano. A maior parte dos investimentos - cerca de US$ 150 bilhões - para as centenas de projetos do plano, será de geração própria de caixa da Petrobras (considerando os preços de referência do petróleo).

Do total a ser investido nos cinco anos, US$ 157,3 bilhões serão para projetos a serem realizados no País, com efeito multiplicador para toda a cadeia produtiva interna. Com a execução do Plano, e os seus impactos na cadeia produtiva dos investimentos e dos gastos operacionais, estima-se adicionar à economia nacional cerca de US$ 309 bilhões, o que representa 10% do PIB brasileiro.

Este efeito macroeconômico do plano produzirá, também, demanda de postos de trabalho estimada em um milhão, dos quais 170 mil nos projetos da Petrobras no País, 73 mil na cadeia produtiva dos investimentos e 66 mil na cadeia de gastos operacionais.

Mais de 500 projetos no Brasil - Nos próximos cinco anos serão implantados mais de 500 projetos de grande e médio porte em todas as atividades da Petrobras, com destaque para o aumento da produção de petróleo e gás natural, construção de plataformas, sondas e demais equipamentos complementares da cadeia de produção de petróleo, aumento do parque de refino e melhora da qualidade dos combustíveis, petroquímica e biocombustíveis, navios-tanque, barcos de apoio, dutos para petróleo, combustíveis e gás natural.

O plano prevê crescimento anual de 7,5% da produção total de petróleo e gás natural (Brasil e exterior) em barris de óleo equivalente, chegando a 2013 com 3,655 milhões de barris/dia e a 5,729 milhões de barris/dia em 2020, dos quais 1,815 milhões de barris diários das áreas do pré-sal.

Com a ampliação das refinarias existentes e a construção de cinco novas unidades, a carga de petróleo processada pela Petrobras no Brasil passará dos atuais 1,8 milhão de barris por dia para 2,270 milhões em 2013 e 3,012 milhões de barris diários em 2020. A oferta de gás natural, que hoje é de cerca de 58 milhões de metros cúbicos/dia, chegará a 135 milhões de metros cúbicos diários em 2013, volume necessário para atendimento do aumento da demanda nacional.

Do total de US$ 174,4 bilhões, US$ 15,9 bilhões serão investidos em atividades da Companhia no exterior, dos quais 79% no segmento de exploração e produção o que deverá elevar o volume de petróleo e gás extraídos no exterior dos atuais 224 mil barris para 341 mil barris de óleo equivalente diários em 2013. Para 2020, a previsão é de chegar a um volume de 632 barris de petróleo e gás equivalentes por dia.

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef lembrou que “o Brasil se encontra hoje num patamar elevado perante ao mundo por ter um presidente com visão determinada, voltada para o crescimento interno,de por exemplo construir plataformas e não importar, de ter indústria , serviços no país, isso agrega valor e cria empregos. E a Petrobras é uma das nossas grandes empresas que em expansão vai criar novas perspectivas para empresários por exemplo, de navipeças, entre outros equipamentos para o setor do petróleo, energia e gás”, frisou.

“O momento é histórico porque a Petrobras chegou ao pré-sal, e chegou porque foi ousada, e está colaborando para a soberania do País”, terminou Dilma.

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