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11/11/2008 - 08:25

EIF quer mais de 30% do mercado de locomotivas

Novembro 2008 - Carlos Braconi, diretor Comercial da EIF Engenharia e Investimentos Ferroviários garante que a empresa está preparada para abocanhar mais de 30% do mercado de locomotivas no próximo ano. Em outras palavras, isso representaria a comercialização de 20 unidades de um total de 60 máquinas que devem ser oferecidas pela indústria. “Se for necessário podemos aumentar nossa produção para 30 unidades em 2009”, diz o empresário.

A empresa com fábrica em Paulínia/SP está dando os retoques finais na pintura da primeira locomotiva diesel-elétrica EIF-1000 que será entregue nos próximos dias para a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que também adquiriu outras duas unidades para entrega no próximo ano.

O projeto e o ferramental para o desenvolvimento da locomotiva diesel-elétrica EIF-1000 – lançada pela empresa na NT 2008, evento metroferroviário que acontece anualmente em São Paulo (SP) – envolveu recursos da ordem de R$ 1,5 milhões e coloca a EIF num segmento de ponta oferecendo produtos de 600 a 1.500 HP.

A máquina, com índice de nacionalização da ordem de 82% (o que permite sua compra via Finame) foi desenvolvida para executar operações de transporte de carga em todas as ferrovias brasileiras, siderúrgicas, portos e no sistema ferroviário da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) tracionando trens de passageiros no Nordeste. "Pode operar também ‘manobras’, garantem os diretores da EIF, Carlos Braconi e João Gemma.

A primeira locomotiva vai trabalhar na fábrica de cimento da CSN e as outras duas locomotivas começarão a ser construídas para a usina de aços longos da CSN no começo do próximo ano e deverão ser entregues no prazo de oito meses. Estas máquinas têm tecnologia consagrada, com sistema de controle convencional. “Podemos colocar motor diesel eletrônico, com melhor controle de emissão, economia de combustível, mais eficiência e microprocessador para controlar toda a parte eletroeletrônica da máquina. Essa seria a configuração mais moderna e é possível, mas a CSN optou pelo projeto tradicional que funciona muito bem”, explica Gemma.

A EIF-1000 começou a ser testada no mês de outubro e tem bitola de 1,60 m, mas pode tracionar vagões de bitola estreita, desde que haja terceiro trilho (duas bitolas na mesma via). Para isso a locomotiva é dotada de dois engates em posições diferentes. A EIF-1000 pesa 100 toneladas e pode chegar a 80 km/h. Seu papel na CSN será tracionar os vagões torpedo que transportam o ferro-gusa fundido. A faixa de preço de uma locomotiva deste tipo varia entre US$ 1,5 e US$ 1,8 milhão. “Com essas máquinas o Brasil passa a produzir locomotivas para praticamente todo tipo de necessidades do setor”, complementa Gemma.

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