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O Futuro G-13: um novo pensamento mundial - Parte 1


É uma grande responsabilidade escrever sobre o futuro do Grupo dos Treze (G-13). Almeja-se que este seja algo de qualidade que contribua na reflexão sobre a economia mundial e ao mesmo tempo facilite o acesso às informações e as estatísticas internacionais. O presente trabalho está dividido em três partes. A primeira tem o objetivo de analisar a situação socioeconômica de treze países antes da implantação do G-13; a segunda mostra como a humanidade está amedrontada e perplexa com quatro problemas mundiais; e, finalmente, a terceira parte apresenta as considerações finais deste perfil.

A Situação Socioeconômica do Futuro G-13 - O futuro G-13 será composto pelo Grupo dos Oito (G-8), que reúne as sete nações mais industrializadas do mundo, Estados Unidos da América (EUA), Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, mais a Federação Russa; e por cinco países em desenvolvimento, China, Índia, México, Brasil e África do Sul.

Quando o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, sugeriu a inclusão do Brasil e de outros quatro países em desenvolvimento, África do Sul, China, Índia e México, numa eventual ampliação do G-8 para o G-13, decidiu-se apoiar a idéia e, sobretudo, analisar os principais indicadores econômicos e sociais dos países do G-13.

A Tabela 1 (clique aqui para acessá-la) fornece os sete principais indicadores socioeconômicos (PIB, População Total, PIB per capita, IDH, Esperança de Vida ao Nascer, Taxa de Alfabetização de Adultos e Taxa de Mortalidade Infantil) dos países-membros (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, China, Itália, Canadá, Índia, México, Brasil, Rússia e África do Sul) do futuro G-13. A Tabela faz referência ao Relatório do Desenvolvimento Humano 2006, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), que classificou o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 177 países no ano de 2004.

Produto Interno Bruto - De início analisa-se o Produto Interno Bruto (PIB) do G-13. O somatório dos PIBs globais dos treze países alcançou mais de US$ 30 trilhões em 2004. O PIB variou entre 212,8 bilhões de dólares na África do Sul e 11,7 trilhões de dólares nos EUA, segundo o PNUD.

O PIB do Japão foi de US$ 4,6 trilhões, sendo superior à soma dos PIBs de cinco países em desenvolvimento, África do Sul (US$ 212,8 bilhões), Rússia (US$ 581,4 bilhões), México (US$ 676,5 bilhões), Índia (US$ 691,2 bilhões) e China (US$ 1,9 trilhões). O Japão é a segunda maior economia do mundo e do G-13, destacando-se na produção de navios, automóveis, motos, fibras sintéticas e produtos eletrônicos. Já a soma dos PIBs de cinco países desenvolvidos, Alemanha (US$ 2,7 trilhões), Reino Unido (US$ 2,1 trilhões), França (US$ 2,0 trilhões), Itália (US$ 1,6 trilhão) e Canadá (US$ 978,0 bilhões) não ultrapassam o PIB dos EUA, a maior potência econômica do planeta com o PIB de US$ 11,7 trilhões e responsável por 38,3% do PIB do futuro G-13.

O PIB do Brasil foi de US$ 604 bilhões, o que o situa como o 11º maior PIB do G-13, atrás dos EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, China, Itália, Canadá, Índia e México, e à frente da Rússia e da África do Sul. O Brasil é o maior exportador mundial de oito commodities agrícolas (açúcar, café, suco de laranja, soja, carne bovina, carne de frango, fumo e etanol). É o maior produtor mundial de minério-de-ferro e de castanha-do-pará. É o 4º maior fabricante do mundo de aviões. Mas, é preciso revelar que a taxa média de crescimento do PIB brasileiro foi inferior a 3% a.a. de 1985 a 2005. Numa comparação internacional com a China e a Índia, estes dois países asiáticos cresceram muito mais do que o Brasil nos últimos 20 anos.

A República da Índia ostenta a invejável média de 7% a.a. na taxa de crescimento do PIB há vinte anos. A Índia é o maior produtor mundial de leite, chá, manga, coco, castanha, tomate, manteiga, filmes comerciais e tratores. É o 2º maior produtor do mundo de arroz, cana-de-açúcar, trigo, amendoim e bicicletas. É o terceiro maior produtor do planeta de algodão, tabaco, softwares e satélites. E o quarto maior fabricante de medicamentos do mundo.

Entre 1985 e 2005 a taxa média de crescimento do PIB chinês foi de 9% ao ano. A República Popular da China já produz 75% dos brinquedos, 55% dos calçados, 50% das câmeras digitais e 35% dos celulares consumidos no mundo. A China é o maior exportador de equipamentos eletrônicos, em seguida vêm os EUA, Japão e União Européia (UE). Em 2008, a China concluirá a maior hidrelétrica do mundo - a Hidrelétrica de Três Gargantas, com investimentos de US$ 25 bilhões. Os chineses investiram também US$ 38 bilhões em obras para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Já a República da África do Sul se destaca no continente africano pela exploração das maiores reservas minerais do mundo: 88% do grupo de metais de platina, 83% de manganês, 72% de cromo, 45% de vanádio, 40% de ouro e 25% de diamantes. Muitos economistas poderão realizar duas perguntas: A África do Sul será convidada para o G-13 por questões políticas ao representar a África? Por que outros países não foram convidados no seu lugar? Por razões econômicas e relevância estratégica, outros países poderiam estar no seu lugar. Pensa-se logo em Austrália, Espanha e Coréia do Sul. Mas, a África do Sul é a maior economia e mais industrializada da África e será a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2010.

Desde outubro de 2003, os economistas americanos Dominic Wilson e Jim O'Neill do banco de investimentos Goldman Sachs abordam o Brasil, a Rússia, a Índia e a China (BRIC) como os quatro grandes países emergentes que devem liderar a economia mundial. Serão os BRICs que no decorrer das próximas décadas, deverão ascender ao topo do ranking das maiores economias do planeta. Nessa trajetória, os BRICs ultrapassarão várias potências econômicas, como Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália até o ano 2050. A China deverá ultrapassar os EUA em 2050 como a maior economia do planeta. A Índia será a terceira maior economia do mundo, atrás apenas da China e dos EUA.

De acordo com o economista Delfim Netto (2004, p.31), "O modelo de BRICs coloca o Brasil como a quinta maior economia do mundo em 2050, mas é precário e baseado em hipóteses arbitrárias". A República Federativa do Brasil já foi a 8ª economia do mundo em 1998, mas caiu para a 14ª posição em 2004. A economia brasileira foi ultrapassada por Espanha, Canadá, Índia, Coréia do Sul, México e Austrália. A propósito, segundo o senador Cristovam Buarque, "Todos os países que superaram o Brasil nos últimos 30 anos investiram radicalmente na educação de sua população, especialmente das crianças".

População Total - A população total dos 13 países que formará o futuro G-13 era de 3,5 bilhões de habitantes em 2004. A população dos treze países variou entre 32,0 milhões de habitantes no Canadá e 1,3 bilhões de habitantes na China, de acordo com o PNUD. Na China e na Índia (mais de 1,0 bilhão de habitantes) juntas vivem cerca de 2,3 bilhões de habitantes, o equivalente a 35,4% da humanidade e a 65,7% da população do G-13. Os dois países asiáticos são os mais populosos do mundo e do G-13.

Dois países-membros da UE têm quase o mesmo número de habitantes, a República Francesa com 60,3 milhões e o Reino Unido com 59,5 milhões. O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking do G-13, com uma população total de 183,9 milhões de habitantes. Chama atenção por ser a única posição do Brasil mais bem classificada no ranking do G-13, conforme a Tabela 1. Já a Rússia ocupa o 5º lugar com uma população total de 143,9 milhões de habitantes. Enquanto a República Federal da Alemanha tem 82,6 milhões de habitantes, sendo a maior população da UE e a 8ª maior população do G-13. O México tem uma população total de 105,7 milhões de habitantes, sendo o 7º colocado no ranking do G-13. Já a população dos EUA é superior em 167,5 milhões de habitantes a população do Japão. Enquanto a população da África do Sul é inferior em 10,8 milhões de habitantes a população da Itália.

PIB per capita - O PIB per capita é o PIB dividido pela população total do país, ou seja, a produção média por habitante. No futuro G-13 o PIB per capita anual era de 8.520 dólares e variou entre US$ 636 na Índia a US$ 39.647 nos EUA. A diferença de PIB per capita entre os EUA e a Índia era de 39.011 dólares, o valor gerado em 2004 por um americano foi, em média, cerca de 62,338 vezes maior que o gerado por um indiano.

O PIB per capita do Brasil foi de US$ 3.284, ficou em 11º lugar no ranking do G-13, acima da China (US$ 1.477) e da Índia (US$ 636). O Brasil em comparação com os EUA a situação é preocupante, os americanos têm uma renda per capita cerca de 12 vezes superior a dos brasileiros. Os cidadãos norte-americanos são os segundo mais ricos do mundo depois de Luxemburgo (US$ 63.800).

A França e a Alemanha, têm quase o mesmo PIB per capita entre eles, US$ 33.940 e US$ 33.179, respectivamente. O México têm renda per capita de US$ 6.400, sendo superior à da África do Sul (US$ 4.508), da Rússia (US$ 4.040), do Brasil, da China e da Índia. Já a renda per capita do Canadá (US$ 30.563) ocupa o 6º lugar no ranking do G-13, logo atrás dos EUA, Japão (US$ 36.144), Reino Unido (US$ 35.704), França e Alemanha, mas à frente da Itália (US$ 28.928).

Observa-se que sete países são classificados com alta renda per capita (mais de US$ 18.000), EUA, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Itália. Enquanto cinco países são classificados com média renda per capita (entre US$ 1.000 a US$ 18.000), México, África do Sul, Rússia, Brasil e China. Apenas um país é classificado como de baixa renda per capita (menos de US$ 1.000), que é o caso da Índia. Contudo, é preciso considerar que o PIB per capita omite informações importantes, como o tocante à qualidade de vida da população, por isso, o IDH é melhor indicador para medir o grau de desenvolvimento de um país.

Índice de Desenvolvimento Humano - Para o Relatório do Desenvolvimento Humano 2006 do PNUD (2006, p. 263), "O IDH apresenta uma medida conjunta de três dimensões do desenvolvimento humano: viver uma vida longa e saudável (medida pela esperança de vida), ter estudos (medido pela alfabetização de adultos e pelas matrículas nos níveis primário, secundário e superior) e ter um padrão de vida decente (medido pelo rendimento de paridade do poder de compra, PPC)".

O IDH do futuro G-13 era de 0,849 em 2004 e a Índia é o país de menor IDH com 0,611 e o Canadá de maior IDH com 0,950. O Brasil ocupa o 10º lugar no ranking do G-13 com o IDH de 0,792. O Japão e os EUA têm quase o mesmo IDH, 0,949 e 0,948, respectivamente. A Itália e o Reino Unido têm idêntico IDH, ambos com 0,940. Comparando a França com a Alemanha, a primeira nação européia tem IDH de 0,942 e a segunda de 0,932. O IDH da China é de 0,768, sendo inferior ao IDH do Brasil, da Rússia (0,797) e do México (0,821), mas superior ao IDH da África do Sul (0,653).

O PNUD classifica o IDH em três níveis: país com IDH alto (acima de 0,800); país com IDH médio (entre 0,500 e 0,799); e país com IDH baixo (abaixo de 0,500). Não há países no G-13 de IDH baixo, conforme pode ser observado na Tabela 1. Oito países são classificados de IDH alto: Canadá, Japão, EUA, França, Itália, Reino Unido, Alemanha e México. Enquanto cinco países são classificados de IDH médio: Rússia, Brasil, China, África do Sul e Índia.

A sigla RBCAI (iniciais de Rússia, Brasil, China, África do Sul e Índia) aborda os cinco países de desenvolvimento humano médio que se tornarão antes de 2050 em países de desenvolvimento humano alto. Fazer projeções é sempre arriscado e o grau de acerto das previsões que se referem aos países do RBCAI é bastante incerto. Mas, três dos cinco países estão correspondendo às expectativas de alcançar o desenvolvimento humano alto antes de 2050, a Rússia (0,797), o Brasil (0,792) e a China (0,768). Já a situação da África do Sul (0,653) e da Índia (0,611) requer maior preocupação em aprimorar seus serviços públicos de saúde e de educação.

Ressalva-se que os RBCAIs precisam melhorar as condições de vida das pessoas. Na Índia apenas 30% da população tem acesso adequado a saneamento e cerca de 39,0% dos adultos são analfabetos. Segundo o PNUD (2006, p. 51), "No Brasil 20% da população mais rica goza de um acesso à água e saneamento em níveis amplamente comparáveis aos registrados nos países ricos. Entretanto, 20% dos mais pobres registram taxas de cobertura mais baixas do que no Vietnã, em níveis diretamente proporcional ao rendimento econômico". É necessário revelar também que o pior IDH do mundo é de Níger, na África, com 0,311, devido à seca, a fome e a miséria, e já o mais alto IDH do mundo é o da Noruega, com 0,965, conforme o PNUD.

Esperança de Vida ao Nascer - A esperança de vida ao nascer no G-13 era de 73,1 anos em 2004. A expectativa de vida ao nascer no G-13 variou entre 47,0 anos na África do Sul e 82,2 anos no Japão. É preciso revelar que o Japão tem a maior esperança de vida do mundo e do G-13. Já na África do Sul é muito preocupante o crescimento do número de sul-africanos infectados pelo vírus da AIDS. É necessário um coquetel de informações e de remédios a serem distribuídos gratuitamente a todos os portadores do vírus HIV da África do Sul e do mundo. Desde 1981 a AIDS já matou 25 milhões de pessoas em todo o mundo. Hoje, 38,6 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus HIV. Segundo os dados do PNUD, a pior expectativa de vida ao nascer do planeta é da Suazilândia, na África, com apenas 31,3 anos, porque 20% da população está contaminada com o vírus HIV/AIDS.

A esperança de vida ao nascer foi de 70,8 anos no Brasil, 10º lugar no ranking do G-13, sendo inferior à expectativa de vida da China (71,9 anos) e superior a da Rússia (65,2 anos), da Índia (63,6 anos) e da África do Sul. Comparando o secular Brasil com o milenar Japão, os brasileiros vivem 11,4 anos menos que os japoneses. Mas, os brasileiros estão vivendo cada vez mais, de 52,6 anos em 1970 aumentou para 71,8 anos em 2005. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a esperança de vida dos brasileiros será de 75 anos em 2025, a dos mexicanos já é de 75,3 anos, em virtude de uma queda notável na taxa de fecundidade total nas últimas três décadas.

A República Italiana e o Canadá têm a mesma expectativa de vida ao nascer, 80,2 anos, devido aos avanços na medicina, a expansão do saneamento básico e a boa assistência médica nos serviços públicos de saúde. A França ocupa a 4ª posição no ranking do G-13, com 79,6 anos, em razão de alimentação saudável associada à prática de exercícios físicos. Alemanha e Reino Unido têm quase igual esperança de vida, com 78,9 anos e 78,5 anos, respectivamente. A expectativa de vida dos americanos aumentou de 47 anos para 77,5 anos nos últimos 100 anos, por causa de mudanças no estilo de vida da população. O processo de envelhecimento da população exigirá de cada país mais gastos públicos em seguridade social e em saúde.

Taxa de Alfabetização de Adultos - Os valores da taxa de alfabetização de adultos na Tabela 1 foram extraídos do Relatório do Desenvolvimento Humano 2006 do PNUD, no qual se verificou o uso do valor "e", que é um valor de 99,0% e que serve para o cálculo do IDH do país em análise. É preciso informar também que no ranking da Tabela 1 o critério de desempate é sempre o país com o maior IDH, mas quando os IDHs são iguais, a nação de maior PIB per capita passa a ser o novo critério de desempate.

A taxa de alfabetização de adultos no G-13 era de 92,7% em 2004. A Índia tem a pior taxa de alfabetização de adultos do G-13, com 61,0% das pessoas com 15 anos ou mais de idade. Enquanto a Federação Russa tem a maior taxa de alfabetização de adultos com 99,4%. Seis países têm quase 100% da população adulta alfabetizada, Canadá, Japão, EUA, França, Reino Unido e Alemanha. A Itália com taxa de 98,4% ficou em 8º lugar no ranking do G-13. A China e o México têm quase idêntica taxa de alfabetização de adultos, com 90,9% e 91,0%, respectivamente. É importante destacar que Mali tem a pior taxa de alfabetização de adultos do mundo com apenas 19,0%.

A posição do Brasil foi de 11º lugar no ranking do G-13, com uma taxa de alfabetização de adultos de 88,6%, superior ao da África do Sul (82,4%) e da Índia (61,0%). O Brasil precisa realizar grandes investimentos em educação. Em 2004 os gastos públicos com educação foram de apenas 4,1% do PIB. O declínio do número de analfabetos dependem do combate à evasão e repetência escolar; da forte expansão da educação fundamental; e dos programas de alfabetização de jovens e adultos. De acordo com o economista FURTADO (2004, p. 134) numa entrevista a Revista Econômica do Nordeste em 1997, "A educação é o maior problema do Brasil hoje; (...) o Brasil é um país que investiu pouco em sua mão-de-obra, na massa da população. (...) O problema é a massa da população, cujo padrão educacional e formação profissional permanecem muito baixos". O Brasil com um serviço de educação deficiente ou inexistente não eliminará o analfabetismo nos próximos 43 anos. Segundo o IBGE (2006), em 1985 o contingente de analfabetos era de 21,0 milhões caiu para 16,5 milhões em 2005. No Brasil, a taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos fundamental, médio e superior foi estimada em 86% em 2004, segundo o PNUD.

Taxa de Mortalidade Infantil - A taxa de mortalidade infantil no futuro G-13 era de 19 por mil crianças nascidas vivas antes de completar um ano de idade em 2004. O Japão tem a menor (3 óbitos por mil) e a Índia tem a maior (62 óbitos por mil) taxa de mortalidade infantil do G-13. É preciso enfatizar que o Japão tem a 2ª menor taxa de mortalidade infantil do mundo, atrás da Islândia com 2 óbitos por mil, segundo o PNUD.

A França, Itália e Alemanha têm a mesma taxa de mortalidade infantil (4 óbitos por mil). Canadá e Reino Unido são países que registram, comparativamente, as mesmas taxas de mortalidade infantil, ambos com 5 óbitos por mil nascidos vivos. Já a taxa de mortalidade infantil foi de 7 óbitos por mil nos EUA e 17 óbitos por mil na Rússia. Enquanto a taxa de mortalidade infantil foi de 26 na China e de 23 óbitos por mil nos Estados Unidos Mexicanos.

O Brasil ocupa o 11º lugar no ranking da taxa de mortalidade infantil do G-13, com 32 óbitos por mil nascidos vivos, sendo inferior da África do Sul (54 óbitos por mil) e da Índia. A taxa de mortalidade infantil está caindo no Brasil, de 113,9 em 1970 diminuiu para 25,8 por 1000 nascidos vivos em 2005, segundo o IBGE. Em todo o País vem ocorrendo uma forte redução da mortalidade infantil, porém, não retira o carimbo da pobreza. A Constituição Federal de 1988 garante atendimento gratuito à saúde, todavia, mais de 44 milhões de pessoas têm planos ou seguros privados de saúde no Brasil. Em todo o mundo a mortalidade infantil é extremamente elevada junto às famílias mais pobres, cujo acesso à água potável e ao esgotamento sanitário são precários. Segundo o PNUD, a mais alta taxa de mortalidade infantil do planeta está em Serra Leoa, com 165 óbitos por mil nascidos vivos.

. Por: Paulo Galvão Júnior, Economista e Assessor Técnico do Corecon-PB, e Rodrigo de Luna Barbosa - Estudante de Economia da UFPB / Cofecon

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