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24/03/2021 - 08:45

Wenderson Wanzeller — Rogai por nós, Nossa Senhora dos Bancos


Wenderson Wanzeller “ Dr. Grana”, Atuário, Jornalista, Apresentador de TV, Mestrando em Engenharia Informática, Especialista em Profissionalização de Departamentos de Crédito, Consultor Financeiro e Perito Bancário

Valha-me Nossa Senhora, abra os olhos de nossos governantes e rogue misericordiosamente por nosso povo. Algo precisa ser feito. Não é possível termos uma taxa básica de juros de 2,75% ao ano e, em plena pandemia, assistirmos banqueiros registrando, no Banco Central do Brasil, empréstimos pessoais com juros de 1.400% ao ano.

Intervenha, mãe de Deus de Nazaré! O povo está indefeso. E não venha vossa “desgracença”, o doutor, argumentar que o mercado é livre e que um pobre coitado, que assinou um contrato leonino, tinha consciência daquilo que fazia.

A vaca mansa dá leite, mas precisa sobreviver. Temos que intervir. Legislativo, judiciário, Deus, e que me perdoem, até mesmo o diabo. Mas os banqueiros precisam ser colocados em seus devidos lugares.

Dizem que o mercado é livre e que o Banco Central ou o Governo não podem fazer nada. Mentira! Já foi feito com o crédito consignado, estipulando teto para os juros. Essa história de a braba dá quando quer, não cola. Só precisamos de uma nova pressão popular para incentivar.

E chega da população pagar o parto. De que a mansa dá sossegada. Temos sim que nos levantar novamente, como fizemos num passado recente, contra o aumento dos 20 centavos nas passagens de ônibus.

O mercado bancário é poderoso, mas é frágil. Se nos mobilizamos com sabedoria e coordenando esforços, a braba levanta o pé. Nenhuma instituição bancária conseguirá se impor contra a vontade do povo.

Já vi e fui de tudo nessa vida. Já fui barco, fui navio, fui até gerente de banco. E nada muda nesse sistema financeiro. Os que sabem se defender levam uma pequena vantagem. Mas o pobre, o desenformado, esse sofre.

E não pense que isso só acontece com o outro. Já tive moto, carro e até lancha, mas hoje sou escaler. Tudo que me sobrou foi um par de remos para navegar, assim como a grande maioria, por esta crise turbulenta.

Mas não me envergonho. Já fui menino, fui homem e hoje sou um orgulho produtor de conteúdo financeiro, que utiliza as palavras, o humor e os anos de experiência bancária, para ajudar com sabedoria aqueles que também precisam.

E tenho dito, de todos as artimanhas que uso e usei, só me falta ser mulher. Quem sabe assim, com um pouco do poderoso charme feminino, eu consiga chamar a atenção de nossos governantes.

Valha-me Nossa Senhora, ajude a baixar esses juros bancários no Brasil!

Rogai por nós, mãe de Deus de Nazaré!

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