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25/02/2021 - 07:42

Petrobras atinge lucro líquido de R$ 59,9 bilhões no 4T20


Resultado R$ 634,6% superior ante o mesmo periodo em 2019. E fecha 2020 com lucro líquido de R$ 7,1 bilhões. O Ebitda ajustado aumentou 41% no quarto trimestre de 2020, ante ao terceiro trimestre de 2020, atingindo R$ 47 bilhões.

A Em um ano marcado por inúmeros desafios provocados pela pandemia da Covid-19 e a consequente queda da demanda global por combustíveis, a Petrobras conseguiu reverter a trajetória de seu desempenho contábil nos primeiros nove meses do ano e alcançou o lucro líquido de R$ 59,9 bilhões no quarto trimestre de 2020, diz a companhia na sua divulgação dos resultados do quarto trimestre e do ano de 2020. Segundo os dados consolidados do ano, a companhia obteve lucro líquido de R$ 7,1 bilhões, encerrando 2020 com sólido desempenho operacional e financeiro. No quarto trimestre de 2020, o Ebitda ajustado aumentou 41% quando comparado ao terceiro trimestre de 2020, atingindo R$ 47 bilhões. Este resultado deveu-se principalmente ao ganho oriundo da reversão de gastos passados do plano AMS, decorrente da revisão de obrigações futuras da empresa. Também contribuíram para esse resultado os maiores preços do Brent, o aumento da demanda por energia termelétrica, que impactou positivamente a geração de energia, bem como os volumes de óleo combustível e GNL. Estes foram compensados por menores volumes de exportação, menores margens de diesel e gasolina e provisionamento para pagamento de bônus aos funcionários. Em 2020, apesar do cenário adverso ocasionado pela pandemia, com a desvalorização de 35% dos preços do Brent em dólares no ano, o Ebitda ajustado subiu 11%, para R$ 143 bilhões. Esse resultado foi possível devido às iniciativas que aumentaram a resiliência e eficiência adotadas desde o início da crise, como: (i) o aumento das exportações, que compensou a redução da demanda e das margens dos derivados de petróleo no Brasil, (ii) a redução dos gastos administrativos, (iii) reversão de gastos passados do plano AMS, decorrente da revisão de obrigações futuras da empresa (iv) ganhos pela exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS / Cofins e menores contingências.

A receita líquida do quarto trimestre de 2020 foi 6% superior ao terceiro trimestre de 2020, principalmente em função da valorização do preço do Brent, aliada à maior demanda por geração termelétrica, que levou ao aumento das vendas de energia elétrica, gás natural e óleo combustível. Por outro lado, o volume das exportações de petróleo diminuiu devido à menor produção no trimestre. — Encerramos o trimestre com exportações de petróleo em andamento de 15 Mmbbl— destaca.

Vale ressaltar que a receita de diesel foi ligeiramente superior no quarto trimestre de 2020 quando comparada ao terceiro trimestre de 2020, diferentemente da sazonalidade usual do produto, que historicamente resulta em maiores volumes no terceiro trimestre de 2020. Isso foi possível devido ao nosso esforço comercial para aumentar as vendas, principalmente por meio de leilões. Em termos da composição da receita no mercado interno, o diesel e a gasolina continuaram sendo os principais produtos, respondendo, juntos, por 67% da receita nacional de vendas de derivados de petróleo no quarto trimestre de 2020.

Exploração e Produção — Em 2020, o lucro bruto do E&P foi de R$ 82,0 bilhões, uma redução de 11% quando comparado a 2019. Essa queda foi decorrente da menor cotação do Brent, parcialmente compensado pela maior produção. O lucro operacional de 2020 foi de R$ 37,8 bilhões, 50% inferior a 2019, devido às maiores perdas por impairment.

No quarto trimestre de 2020 o lucro bruto no E&P foi de R$ 26,6 bilhões, um aumento de 5% quando comparado ao 3terceiro trimestre de 2020. Esse incremento foi decorrente de uma pequena valorização do Brent e, principalmente, da queda nos custos, reflexo da reversão de gastos passados decorrente de revisão das obrigações futuras com a AMS2 e da redução de Depreciação, Depleção e Amortização (DD&A), atenuado pela queda na receita, decorrente de menor produção.

O lucro operacional do quarto trimestre de 2020 foi de R$ 50,9 bilhões, 133% acima do terceiro trimestre de 2020. O maior lucro operacional reflete principalmente a reversão do impairment, além de maiores despesas tributárias não recorrentes ocorridas no trimestre anterior, em função da aprovação da adesão aos programas de anistia nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Esse incremento foi atenuado pelo aumento da estimativa de abandono e pelo menor resultado com alienação de ativos em relação ao trimestre anterior.

O lifting cost no ano de 2020, sem participação governamental e sem afretamento, foi de US$ 5,2/boe o que representa uma redução de 33% em comparação com o ano anterior (US$ 7,8/boe). A queda é explicada pela depreciação de 31% do Real frente ao Dólar, pelas ações de redução de custos e pelo aumento da produção no pré-sal, que são ativos de classe mundial e por consequência mais resilientes e competitivos.

No quarto trimestre de 2020, o lifting cost sem participação governamental e sem afretamento aumentou em 24% quando comparado ao trimestre anterior. O resultado é função de maiores gastos com atividades submarinas na Bacia de Campos e intervenção em poços do pré-sal, além da redução de produção.

No pré-sal, o lifting cost aumentou 19% na comparação trimestral, em função de maiores gastos com intervenções e pela redução de produção. No pós-sal, o lifting cost aumentou 27% em relação ao terceiro trimestre de 2020, em decorrência de maior nível de atividade com manutenções e inspeções submarinas e pela redução de produção.

A partir do quarto trimestre de 2020, o lifting cost dos ativos de terra e águas rasas serão apresentados de forma conjunta nos nossos relatórios. Considerando os processos de desinvestimento em andamento e as hibernações, os ativos de terra e águas rasas atualmente representam 7% da nossa produção total. Nesse trimestre, houve aumento de 3% no lifting cost de terra e águas rasas, em função dos maiores gastos com manutenção em campos onshore, compensado parcialmente pelo desinvestimento dos Polos Pampo e Enchova, ocorrido durante do terceiro trimestre de 2020.

Investimentos — Em 2020, os investimentos totalizaram US$ 8,1 bilhões, redução de 25% em relação a 2019, refletindo nossas medidas de resiliência anunciadas em março que revisaram o Capex de 2020 para US$ 8,5 bilhões e também a revisão do portfólio de E&P, que teve como foco a resiliência, priorizando projetos com breakeven não superior a US$ 35 / barril. No quarto trimestre de 2020, os investimentos totalizaram US$ 2,0 bilhões, 25% acima do terceiro trimestre de 2020, aproximadamente 67% correspondem a investimento em crescimento (growth). Os investimentos no segmento de E&P aumentaram aproximadamente 18% no quarto trimestre quando comparado ao terceiro trimestre de 2020, devido, principalmente, ao aumento das atividades de construção de poços de desenvolvimento no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos (BUZ-4 e LL-N) e exploratórios, Urissanê e Búzios-NW, bem como dos gastos com construção e integração do Pacote 1 da P-70. Já no segmento de Refino, o incremento de investimentos do terceiro trimestre de 2020 para oquarto trimestre decorreu da execução de paradas programadas, que haviam sido postergadas na Recap, Reduc e Refap.

Os investimentos em crescimento (growth) são aqueles com o objetivo principal de aumentar a capacidade de ativos existentes, implantar novos ativos de produção, escoamento e armazenagem, aumentar eficiência ou rentabilidade do ativo e implantar infraestrutura essencial para viabilizar outros projetos de crescimento. Inclui aquisições de ativos/empresas e investimentos remanescentes em sistemas que entraram a partir de 2018, investimentos exploratórios, e investimentos em P&D.

Já os investimentos em manutenção (sustaining) têm como objetivo principal a manutenção da operação dos ativos já existentes, ou seja, não objetivam aumento de capacidade das instalações. Inclui os investimentos em segurança e confiabilidade das instalações, projetos de poços substitutos, desenvolvimento complementar, investimentos remanescentes em sistemas que entraram antes de 2018, paradas programadas e revitalizações (sem novos sistemas), sísmica 4D, projetos de SMS, trocas de linha, infraestrutura operacional e TIC.

Os investimentos no segmento de Exploração e Produção totalizaram US$ 1,5 bilhões, sendo aproximadamente 81% em crescimento. Os investimentos concentraram-se principalmente: (i) no desenvolvimento da produção em águas ultra-profundas do pólo pré-sal da Bacia de Santos (US$ 0,9 bilhão); (ii) investimentos exploratórios (US$ 0,2 bilhão); (iii) desenvolvimento de novos projetos em águas profundas (US$ 0,1 bilhão).

No segmento de Refino os investimentos totalizaram US$ 0,4 bilhão no terceiro trimestre de 2020, sendo aproximadamente 78% investimentos em manutenção. Já no segmento Gás e Energia os investimentos totalizaram US$ 0,1 bilhão no quarto trimestre de 2020, sendo aproximadamente 81% investimentos em crescimento.

Exportações — As exportações de petróleo para a China caíram no quarto trimestre de 2020, atingindo 42%, e direcionamos nossas exportações para os Estados Unidos, Chile, Portugal e Índia. Cingapura foi o principal destino das exportações de derivados de petróleo, com 80%, aproveitando as oportunidades trazidas pelo IMO 2020.Já o destino foram para Cingapura, Estados Unidos, entre outros.

— Em 2020, embora tenhamos tido maior volume de vendas totais, derivadas de um aumento de 30% nas exportações quando comparado a 2019, como consequencia da queda da demanda no Brasil, a receita líquida foi 10% menor devido à queda nos preços do Brent em dólares (35%) e queda nas vendas de derivados, com valor agregado superior ao do petróleo, parcialmente compensadas por efeitos de conversão cambial— destacou a companhia.

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