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19/02/2021 - 08:27

Modernização cultural


Uma competência que todas as organizações precisam desenvolver.

Quando falamos em cultura, cultura organizacional, ainda percebemos a dificuldade de compreensão sobre esse conceito. Não é por menos. Esse é um organismo vivo, que tempera todas as relações em uma organização, porém, invisível. Mas afinal, o que é a cultura de uma organização? É como agimos, decidimos, nos relacionamos com as pessoas, sejam elas do nosso time, nossos pares, nossos líderes, nossos clientes ou nossos fornecedores. Por exemplo, se hoje sua empresa está sofrendo com a gestão a distância, a falta de controle sobre o tempo que as pessoas estão trabalhando ou não, possivelmente a cultura precisa ser modernizada urgentemente. Se você ainda ouve de alguém que precisa separar o pessoal do profissional, mais um indicador da necessidade de modernização. As pessoas se adaptam ou não à cultura. Quem não se adapta, sofre e até adoece, não se encaixa e se sente um peixe fora d’água. Já as pessoas que são mais responsáveis e maduras, preferem saber o porquê das atividades e, inclusive, preferem a autogestão. Esse perfil de pessoas sofre em uma organização em que líderes direcionam as atividades. Se sentem subutilizadas. Mas atenção, não existe certo ou errado. O que existe é a percepção de que lá fora o mundo não é mais o mesmo e que as empresas precisam encontrar um equilíbrio entre o que respiram enquanto cultura interna e o que o novo normal espera das corporações.

No ano de 2020, empresas no mundo inteiro perceberam que a cultura enraizada por corporações não fazia mais sentido em um momento em que se exigiu tamanha velocidade em decisões e mudanças, empatia com a situação do outro e conhecimento para encontrar alternativas diante das adversidades impostas pela Covid-19. Esse mundo, tachado desde 2010 como Mundo VUCA, ou VICA (alusão de uma sigla usada pelo exército americano para volátil, incerto, complexo e ambíguo), surge como um novo normal para organizações em diferentes países, segmentos e portes. Então, como se diferenciar em cenários tão competitivos? Em uma análise sobre os impactos da nova gestão em culturas organizacionais, percebo que os líderes estão cientes da necessidade de um novo formato de trabalho, mas nem todos conseguiram dar o primeiro passo para uma adequação aos negócios pós-Covid 19. Nesses casos, eu aposto na Transformação Cultural, um novo formato das empresas pararem, analisarem modelos que deram certo mesmo diante das adversidades da pandemia e que encontraram um equilíbrio que fez sentido da diretoria às equipes de trabalho. Mas como sair na frente em momentos como o provocado pelo coronavírus? Saíram na frente aqueles que tinham cultura de estar sempre buscando novos modelos de gestão de negócios, aqueles que a cultura os mantêm na vanguarda, aqueles que estão sempre procurando maneiras mais eficientes e leves para fazer as tarefas do dia a dia. O problema é que muitos são aprisionados pelo cotidiano e não tem tempo de ter esse olhar, essa busca, esse aprendizado. Aprender com amor é isso, é perceber que o mundo está alinhado por negócios com propósitos claros, que façam a diferença para as comunidades, que começam de ideias do topo da cadeia, mas são amplamente abraçados por terem significado. Aprender na dor é justamente o oposto, é achar que está bom como está, fechando-se em um casulo, que quem está fora da bolha tem obrigação de aceitar a maneira com que a empresa faz as transações e se relaciona com cliente internos e externos.

A Transformação Cultural surge para quem percebeu que precisa se mexer e está em busca de uma nova maneira de pensar e agir no dia a dia. Simples? Sim! Complexo também pois mexe com crenças, com heranças, com o nosso ego de saber que como fazíamos éramos tão bem-sucedidos. Falar de modernização cultural ou transformação cultural é falar de modelo mental, de crenças, de processos, de modelo de negócio. É falar de pessoas, falar de essência, de processos, de produtos, de clientes. É falar de todo o ambiente organizacional. É ajustar isso para que a essência e os valores da organização permaneçam respeitados. E vai além, é analisar valores e essência das organizações para saber se eles realmente estão na organização pelos motivos certos. A Transformação Cultural só acontece quando é patrocinada e apoiada pela alta gestão, quando esses se envolvem e se tornam os primeiros exemplos e suporte para ela. Então, as pessoas têm referência dos líderes quanto aos motivos da transformação e compreendem o que estão ajudando a construir e onde irão chegar.

. Por: Janaína Manfredini, especialista em Gente, Gestão & Estratégia, com mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de lideranças, executivos e consultoria estratégica de empresas.? Cada passo do trabalho de Janaina Manfredini é feito com muita proximidade, para que o processo seja adequado para cada organização, para cada família empresária, para cada executivo envolvido. Tendo como objetivo pessoal com cada cliente de que os resultado do negócio sejam otimizados, os processos mais fluídos e as pessoas mais felizes, a Jana acredita que gestores equilibrados criam times equilibrados e, juntos, uma organização com sucesso que vai além dos números. Para ela, negócios e pessoas equilibradas contribuem para uma sociedade mais equilibrada, porque pessoas movem negócios e negócios movem o mundo.

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