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24/08/2019 - 05:52

Investimento global em capital de risco cai: mas permanece alto, diz KPMG

O investimento global em capital de risco permanece elevado, mas caiu de US$ 56,2 bilhões no primeiro trimestre de 2019 para US$ 52,7 bilhões no segundo trimestre de 2019. Além disso, o volume mundial de transações desse tipo caiu pelo quinto trimestre consecutivo, chegando a 3.855 transações.

Nos Estados Unidos os investimentos caíram um pouco, na Europa bateram recorde e na Ásia houve baixo desempenho pelo segundo trimestre seguido, atingindo somente US$ 10,1 bilhões. Essas são algumas das conclusões da nova edição do relatório "Venture Pulse", produzido pela KPMG.

A queda no volume de transações foi particularmente acentuada na Europa no 2º trimestre de 2019, atingindo os níveis mais baixos das últimas décadas, com empresas em estágios iniciais enfrentando dificuldades para atrair a atenção de investidores, já que o volume foi recorde com baixo número de transações (outliers).

Ainda na Europa, o valor total geral de investimentos em capital de risco alcançou US$ 8,74 bilhões durante o 2º trimestre de 2019, mas o volume de negociações caiu de 958 no 1º trimestre para 825 no 2º trimestre deste ano.

"Em nível regional, as atividades de capital de risco foram díspares, com Estados Unidos e Europa atraindo valores significativos e a Ásia sofrendo com uma redução continuada. As meganegociações características da Ásia em 2018 foram agora mais prevalecentes na Europa, que registrou 10 transações de US$ 170 milhões ou mais", afirma Raphael Vianna, sócio-diretor líder do Centro de Data Anaytics para Deal Advisory da KPMG no Brasil.

No Brasil, os investimentos foram em grande parte impulsionados por fintechs ou empresas focadas no consumidor baseadas nos mercados de tecnologia nacionais em crescimento. Isso fez com que, no segundo trimestre de 2019, tenham sido registrados no Brasil financiamentos moderados em termos de volume, mas robustos em valores totais de investimentos.

"A expectativa é que as fintechs continuem sendo uma área-chave de investimento no mercado brasileiro, com os reguladores do governo aumentando seu foco na compreensão das oportunidades do potencial oferecido pela tecnologia de contabilidade digital, inteligência artificial e soluções inovadoras de tecnologia financeira", completa Raphael Vianna, sócio da KPMG.

Ainda sobre o Brasil, iniciativas direcionadas para o setor de infraestrutura podem aumentar o investimento em capital de risco no futuro. Em junho, o governo do Brasil anunciou planos para levantar US$ 45 bilhões direcionados para modernizar a infraestrutura existente, o que deve contemplar estradas, aeroportos, linhas de trem e outros gargalos do setor.

Em termos de tendências globais para o 3º trimestre de 2019, a previsão da KPMG é que ocorram menos transações, o que poderá afetar a capacidade de algumas empresas atraírem financiamentos. A inteligência artificial provavelmente irá se contrapor a essa tendência diante do elevado potencial de causar disrupções e o nível significativo de atenção dos investidores para essa tecnologia.

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