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23/07/2019 - 10:53

Governo do Estado do Rio apresenta ações e resultados da política de segurança no 1S19


Rio de Janeiro registra queda de 34% em latrocínios, comparando os seis primeiros meses de 2018 com o mesmo período de 2019. E queda de 23% em homicídios dolosos.  Por outro lado, foi registrado aumento de 15% nas mortes por intervenção de agentes do Estado,nos seis primeiros meses do ano.

O governador Wilson Witzel apresentou, no dia 22 de julho (segunda-feira), as ações e os resultados da política de segurança pública do estado no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho de 2019, o Rio de Janeiro alcançou o menor índice de homicídios desde 1991. O dado, do Instituto de Segurança Pública (ISP), representa uma redução de 23% em relação ao mesmo período de 2018, com 608 vidas poupadas. Outro recorde histórico nos seis primeiros meses de 2019 foi a apreensão de armas. Ao todo, as polícias Civil e Militar apreenderam 4.795 tipos de armamentos, sendo 305 fuzis.

— Iniciamos o governo com o Estado do Rio em uma grave crise financeira, onde houve um grande abandono nas comunidades. A partir de 2019, tomamos medidas para reverter este quadro, entre elas a autonomia das polícias, o resgate da autoridade estatal e o máximo rigor no combate ao crime organizado, que é o enfrentamento da polícia, com técnica e, principalmente, com a diretriz de reduzir a letalidade. As mudanças que estamos fazendo nas estruturas das polícias são permanentes e não algo sazonal — afirmou Witzel.

Outro indicador que teve destaque foi o número de roubo de cargas. No primeiro semestre, houve uma redução de 21%, o menor número para o período nos últimos quatro anos. De acordo com os setores de inteligência das polícias, este tipo de ocorrência tem impacto direto sobre a atividade econômica do estado.

Para Witzel, a ação inédita da criação do Departamento Geral de Investigação à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), da Secretaria de Polícia Civil, demonstra a capacidade investigativa da nova política de segurança pública.

— Hoje, a Polícia Civil do Rio de Janeiro tem o maior departamento de combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas e drogas. O departamento tem se mostrado eficiente e capaz de identificar as empresas e pessoas que estão lavando o dinheiro para o crime organizado –— ressaltou o governador ao informar que, somente no primeiro semestre, foram 114 pessoas indiciadas em investigações envolvendo lavagem de dinheiro e, ainda, R$ 25 milhões de bens arrestados. Em 2018, não houve sequestro de bens e valores em investigações do departamento.

O secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, destacou também o aumento da capacidade investigativa da corporação. — O crime de homicídio atenta contra o bem jurídico mais importante, que é a vida humana. Com a criação do novo Departamento Geral de Homicídios e de Proteção à Pessoa, será possível avançar para o interior. Entendemos que ter departamentos de homicídios pelo estado todo faz diferença na elucidação dos crimes de homicídio — detalhou o secretário.

A Secretaria de Polícia Militar desenhou o planejamento e intensificou o programa “Percurso Seguro”, que visa reduzir os indicadores criminais nas principais rotas da cidade, incluindo as vias expressas, como Avenida Brasil e Linhas Vermelha e Amarela, e ruas dos bairros.

— A Polícia Militar entendeu que era preciso cuidar das nossas ruas e melhorar o policiamento ostensivo. No "Percurso Seguro", não só os batalhões atuam, mas também há uma contrapartida das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O projeto representa a união das forças dos batalhões com as UPPs, com total planejamento integrado — disse o secretário de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo.

Recomposição do efetivo das polícias — Outra iniciativa da nova política de segurança pública foi a recomposição dos efetivos das polícias Civil e Militar. Já foram convocados 391 novos agentes, entre 200 papiloscopistas e 191 oficiais de cartório, que vão atuar nas investigações da Polícia Civil. Já na Polícia Militar, 391 novos policiais formados já estão atuando em batalhões no estado, como em São Gonçalo e na Baixada Fluminense. Outra turma, de 500 agentes, já está em formação e, até dezembro, está prevista a convocação de, ao todo, três mil concursados de 2014.

Expansão do Segurança Presente — O Governo do Estado vai ampliar a atuação do Programa Segurança Presente para outras nove localidades do Rio de Janeiro, com mais mil agentes, totalizando dois mil profissionais. O município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, começa a receber as equipes no próximo dia 16 de agosto. O cronograma — que também incluiu os bairros de Laranjeiras (06 de setembro), Bangu (20 de setembro), Botafogo (4 de outubro), Barra da Tijuca (14 de novembro), Vila Isabel/Grajaú (20 de dezembro) — todos na capital — além das regiões de Austin (18 de outubro) e Miguel Couto (06 de dezembro), ambos em Nova Iguaçu, e a cidade de Duque de Caxias (1° de novembro) — segue até dezembro.

O governador Wilson Witzel, voltou a classificar os criminosos do Rio de Janeiro de terroristas que agem ao redor do mundo. “Não se combate o terrorismo com flores. Se combate com investigação, com armas de mesmo calibre e com um processo rigoroso. Se não se entregar, serão mortos. O recado está dado, não enfrente a polícia”, disse Witzel, na apresentação sobre as mudanças na área da segurança pública do estado, que teve como tema “180 dias: Começamos a Mudar o Jogo na Segurança”. | Carolina Perez

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