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29/06/2019 - 07:50

Quando a plástica no nariz vai além da estética


Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), o Brasil é um dos países onde mais se realiza cirurgia plástica no mundo, sendo que os procedimentos no nariz (rinoplastia) ocupam a sétima posição no ranking nacional. De acordo com a Associação Americana de Cirurgia Plástica, 55% das plásticas no nariz são realizadas por motivos estéticos. No entanto, além de harmonizar o nariz, a rinoplastia também corrige alterações na função respiratória nasal. Neste caso, o cirurgião deve sempre objetivar a manutenção da função nasal associada à melhoria dos aspectos estéticos.

A rinoplastia não é considerada uma cirurgia de risco, desde que seja realizada pelo cirurgião especialista, em hospitais ou clínicas com estrutura adequadas e o paciente esteja com boas condições de saúde (incluindo exames pré-operatórios normais). É uma cirurgia de curta duração (cerca de 2 horas) e a alta hospitalar ocorre geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento.

Dos problemas respiratórios, os mais comuns são desvio de septo e hipertrofia das conchas nasais. Quando realizada a cirurgia, há aumento do fluxo de ar pelas narinas e, consequentemente, melhora do padrão respiratório do nariz. Após o procedimento, os pacientes deixam de ter a sensação constante de nariz entupido, e vão deixando de respirar pela boca.

Apesar de a rinoplastia solucionar problemas de respiração, é possível que a cirurgia não tenha uma resposta satisfatória nas seguintes condições: pacientes com características anatômicas desfavoráveis, não diagnóstico prévio de problemas respiratórios, má execução técnica do procedimento ou resposta inesperada do paciente no pós-operatório (particularmente produção excessiva de fibrose). Nestes casos, será preciso tomar medidas específicas para reverter ou amenizar o problema gerado.

A recuperação de uma cirurgia plástica nasal costuma ser tranquila e rápida. Há necessidade de uso de curativo externo por cerca de uma semana, assim como uso de medicações por boca e por via nasal. O paciente pode retornar às suas atividades habituais após um período relativamente curto. A média é de 7 a 14 dias para o retorno ao trabalho, e de um mês para realização de atividades físicas. Nos primeiros dias, devido ao inchaço secundário à cirurgia, pode haver uma dificuldade na respiração pelo nariz, que costuma melhorar com o uso das medicações prescritas pelo cirurgião.

. Por: Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, com especialização em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

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