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22/06/2019 - 08:08

Brasil é o 2º país que menos concorda com o fechamento das fronteiras para entrada de refugiados

Revela pesquisa Ipsos. Brasileiros estão entre os que menos concordam que os refugiados só buscam outras nações por razões econômicas e para usar serviços oferecidos para população local.

O Brasil é o segundo país que menos concorda com o fechamento das fronteiras para a entrada de refugiados, aponta a pesquisa global “World Refugee Day — Global atitudes towards refugees” da Ipsos. Três em cada dez brasileiros (28%) acreditam que o país deve fechar completamente suas fronteiras para os refugiados por não poder aceitar mais ninguém no momento. O índice está abaixo da média global, de 40%.

O Japão é o país que menos concorda com a afirmação (27%). Por outro lado, a Índia é o país que mais concorda com essa situação (64%), seguido por Turquia (59%), Suécia e Sérvia, ambas com 51%.

Por outro lado, 46% dos entrevistados globalmente discordam do fechamento das fronteiras. O Brasil tem índice de 53%, o quinto maior no ranking. O Chile é o país que mais discorda, com 60%.

“O Brasil quando comparado com outros países, como Alemanha e Turquia que receberam milhões de refugiados, não foi tão afetado pela questão. Provavelmente em função disso, os brasileiros entrevistados na pesquisa declaram estar abertos a recepcionar os imigrantes e mostram uma grande rejeição ao fechamento das fronteiras para evitar a chegada de refugiados”, ressalta Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil.

Cinco em cada dez entrevistados globalmente (54%) acreditam que os estrangeiros que desejam entrar nos países como refugiados não são realmente refugiados e só buscam a nação por razões econômicas e por querer tirar vantagem dos serviços oferecidos para a população local. O Brasil também aparece como o segundo país que menos concorda com essa afirmação, com 40%, atrás apenas do Japão (37%).

Nessa questão, a Índia permanece como a nação que mais concorda, com 70%. Em seguida estão: Turquia (69%) e África do Sul (66%).

“O Brasil está entre os países que mais acredita nas razões do refúgio e se mostra aberto a promover a integração do refugiado, mas mesmo assim uma grande parcela (40%) ainda acredita que muitos buscam o país por razões econômicas ou para usar os serviços locais. Isso mostra que precisamos levar o tema para mais rodas de discussão para promover o entendimento sobre os motivos da imigração e também para promover uma boa relação entre população e refugiados”, reforça Calliari.

Guerras e integração — No Brasil, seis em cada dez entrevistados (61%) acreditam que as pessoas deveriam poder se refugiar em outros países para escapar de guerras e perseguições. O índice global é o mesmo. A Argentina é a nação que mais concorda com essa questão, com 74%. Em seguida estão: Chile (73%) e Grã-Bretanha (72%). O Japão é o que menos concorda, com 23%.

A Hungria é o país que mais discorda que os refugiados poderiam pedir asilo em outros países por causa de confrontos, com 43%.

Cinco em cada dez brasileiros (47%) acreditam que os refugiados que chegarem ao país vão se integrar com sucesso na nova sociedade. O índice está acima da média global, de 38%. A Índia é o país que mais acredita nessa questão, com 68%, seguida por: Argentina (58%) e Arábia Saudita (55%). Por outro lado, o Japão é o que menos concorda, com 14%.

A pesquisa online foi realizada com 18 mil entrevistados em 26 países, incluindo o Brasil, entre 19 de abril e 3 de maio de 2019. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais.

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