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31/05/2019 - 08:52

Cuidado para não trabalhar demais e “se queimar”!

Foi em uma sessão de coaching em que a profissional que estava me atendendo fez uma série de perguntas buscando entender comigo o que estava acontecendo para depois de 5 anos de completa paixão pelo meu trabalho eu vinha me sentindo desanimada, cansada e tão estressada.

Muito pouco mencionada até então, na minha opinião, esta síndrome nesta semana foi oficialmente reconhecida e classificada pela Organização Mundial da Saúde.

Mas o que isso significa? E como isso pode impactar na minha carreira?

A Síndrome de Burnout acontece por um esgotamento, um desgaste profissional muito grande.

A “boa” e velha política de levar os funcionários ao seu limite, tensão, pressão máxima para as entregas ou mesmo de gestão pelo medo são alguns dos fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver essa síndrome.

As consequências do desenvolvimento do Burnout, por sua vez, variam desde ansiedade e dificuldade de concentração até depressão, agressividade e ausências no trabalho.

Tensão, estresse crônico, cansaço, dores de cabeça, insônias e distúrbios gastrointestinais são outros fatores que dão indícios de que o seu trabalho pode estar te desgastando.

Nesse contexto você pode estar pensando que tudo isso é frescura...que se a pessoa não está aguentando ela que peça para sair e procure outro tipo de trabalho, mas a verdade é que não é bem assim que funciona. Estima-se que no Brasil já são 30 milhões de pessoas diagnosticadas com a Síndrome de Burnout.

Só para você ter uma ideia este número é quase 3 vezes maior do que a população de Portugal.

Por isso, é muito importante que você esteja atento e lembre que se cuidar, colocar limites, estabelecer o que é importante para você sempre será a melhor opção.

Eu sei que já dei essas sugestões em outros artigos que já escrevi, mas não custa lembrar que são ações como essas que verdadeiramente podem trazer resultados no médio e no longo prazo:

1º estabeleça no mínimo 3 rotinas ou hábitos que te tragam prazer, alegria ou relaxamento e coloque em prática ao menos uma por semana.

Não precisa ser nada complexo e cheio de detalhes, muito pelo contrário! A simplicidade e praticidade farão a diferença.

Como por exemplo, dançar, ouvir música, meditar, nadar, tomar 15 minutos de sol, ler um livro que não seja técnico, alongamento, atividade física e por aí vai.

2º crie uma matriz de decisão e priorização para o trabalho.

Na loucura e hiperconexão que estamos vivendo hoje se não estabelecermos os nossos limites ninguém irá fazer pela gente.

Eu gosto muito de uma pergunta rápida e absolutamente eficiente para determinar se vou trabalhar até mais tarde.

Eu me pergunto: alguém vai morrer se eu for embora agora? Se a resposta for não eu me levanto e vou para casa.

Por último, aprenda a se comunicar melhor!

Crie um canal de comunicação com os seus gestores, aprenda a dizer não e a negociar as demandas.

Considerado como um dos requisitos mais importantes e pedidos pelo mercado de trabalho saber se comunicar e articular é o fator determinante para que você alinhe expectativas, não se frustre e tenha relação profissional saudável.

. Por: Thaís Lima, estrategista, desenvolvedora de carreiras e coach.

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