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22/02/2019 - 08:06

Inadimplência no Rio registra o menor índice desde 2015

De acordo com levantamento da Fecomércio RJ, cerca de 545 mil famílias estão inadimplentes. O número de endividados também registrou queda.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC RJ) mostra que em janeiro o endividamento teve leve queda, de 0,9 ponto percentual (pp), e atingiu 59,4% das famílias, frente 60,3%, na comparação com dezembro. Entretanto houve queda significativa, de 5,5 pp, em relação a janeiro de 2017. O dado representa cerca de 1,4 milhão de famílias com compromissos com cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. O levantamento é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio de Janeiro, apurado pela CNC.

O nível de inadimplência apresentou queda em ambas comparações, diminuindo pelo segundo mês consecutivo e registrando o menor percentual em 46 meses. Em janeiro deste ano, 23% das famílias afirmaram ter alguma conta em atraso, contra 27,1% do mesmo mês do ano anterior e 24,7% de dezembro do ano passado. A menor taxa registrada anteriormente foi de 18,8%, em março de 2015. Atualmente, cerca de 545 mil famílias estão inadimplentes.

Entre as famílias com contas em atraso, 43,3% responderam que não terão condições de pagar as dívidas, permanecendo na inadimplência, um aumento de 0,9 pp em relação ao mês anterior. Já em relação a janeiro de 2017, quando 46,6% afirmaram não ter condições de cumprir os compromissos, houve queda de 3,3 pp.

Tipos de dívidas — Segundo o levantamento da Fecomércio RJ, o cartão de crédito continua sendo o principal meio de endividamento das famílias, mencionado por 76% dos endividados. De acordo com a pesquisa, há um ano esse percentual era de 80,3%. No comparativo mensal, o índice se manteve estável.

Em seguida, as principais dívidas mencionadas pelos entrevistados foram carnês (11,1%), financiamento de imóvel (10,4%), crédito pessoal (9,1%), financiamento de carro (8,5%) e cheque especial (5,8%).

O levantamento aponta ainda que as famílias com renda de mais de dez salários mínimos usam menos o cartão (73%) que aquelas com menor renda (76,7%). Já as dívidas com financiamento de carro e imóvel são mais frequentes em famílias com maior renda, com 10,4% e 15,3%, respectivamente, contra 8,1% e 9,2% entre aquelas com rendimento inferior a dez salários mínimos. Por outro lado, os carnês são utilizados por 12% destas famílias, ante 7,4% pelas famílias com maior renda.

O percentual de famílias sem condições de pagar suas dívidas conservou a tendência de queda iniciada em setembro de 2017 e recuou entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 de 10,5% para 10%.

Tempo médio — O tempo médio de contas em atraso sofreu um pequeno aumento e passou para 62 dias, um acréscimo de três pontos percentuais. Porém, houve uma queda significativa em relação a janeiro de 2018, quando as famílias estavam inadimplentes por 66,8 dias em média.

Considerando todas as dívidas (em dia e em atraso), o tempo médio de comprometimento à frente com os pagamentos manteve-se igual ao mês anterior, com 7,1 meses. A maior parte das famílias (34,6%) está comprometida com dívidas, parcelamentos e financiamentos até mais de um ano.

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