Página Inicial
PORTAL MÍDIA KIT BOLETIM TV FATOR BRASIL PageRank
Busca: OK
CANAIS

20/02/2019 - 07:44

A mudança no tratamento de dados no Brasil

Em agosto de 2018, foi sancionada pelo presidente em vigor, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que determina como os dados dos cidadãos podem ser coletados e tratados e prevê punições para transgressões. A partir dali, foi dado um prazo de 18 meses para que ela entrasse em vigor.

Com a decisão, o Brasil passa a fazer parte do grupo de países que tem proteção quando o assunto é cobertura de informações, ampliando as possibilidades de negociações com países que exigiam diretrizes presentes na legislação - assim como a toda a Europa, por exemplo, com o GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados), que serviu de inspiração para a Lei brasileira.

No Brasil, o empresário está no período de maturação e adaptação. Como será cobrada e fiscalizada somente no início de 2020, é tempo de se adequar a um novo universo de direitos e deveres, que antes era mal regulado por usos e costumes, e por leis esparsas, que não ofereciam segurança jurídica em muitos aspectos elementares.

A falta de uma lei anterior pode trazer certas dificuldades à adaptação ao modelo de tratamento e armazenamento de dados. Entre as estratégias possíveis, podemos destacar a nomeação encarregados de dados (DO) nas esferas empresariais, a realização de auditorias para checar vazamentos já ocorridos e prevenir os futuros, além de revisão de contratos com fornecedores e clientes, checando cláusulas específicas sobre dados, para que haja transparência entre as partes. A antecipação e a prevenção são sempre os melhores caminhos.

Vale lembrar que essa é uma regulamentação positiva, que traz maior cuidado para os dados que obtemos. É necessário respeitar a supremacia das informações coletadas, já que traduzem a vida dos nossos consumidores. Então, há sim, uma preocupação correta quando há vazamento de dados. Como pessoas jurídicas (empresários), devemos enxergar a iniciativa como uma vantagem, cuidando para que essa transição traga a melhor forma destes relatórios de impactos de dados tratados ou armazenados, informando a toda empresa – ou, ao menos a gerência -, para que seja avaliado a redução de custos, de dados dispensáveis em suas bases e algumas outras vantagens.

Apesar de, possivelmente, haver as dificuldades iniciais de adaptação e custos, há duas maneiras de enxergar a nova Lei: como um empecilho ou como uma segurança para pessoas e empresas. O copo cheio traz o vislumbre dos novos negócios feitos em bases mais sólidas, de menos incertezas regulatórias num futuro próximo. E você, como prefere ver?

. Por: Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento. | Perfil — A upLexis é uma empresa especializada em tecnologias para busca e estruturação de informações retiradas de grandes volumes de dados (big data) extraídos da internet e de outras bases de conhecimento, através de soluções personalizáveis, disponibilizando informações relevantes, proporcionando a melhor experiência para que seus clientes invistam o seu tempo no que realmente importa, boas decisões. Entre os clientes que usam os serviços de inteligência da empresa estão grandes corporações como a Deloitte, PWC, Grupo Pão de Açúcar, Novartis, Rede Globo, Banco Itaú, Banco Santander, Ambev, entre outros.

Enviar Imprimir


© Copyright 2006 - 2021 Fator Brasil. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Tribeira