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15/02/2019 - 08:21

Empresas ainda têm longo caminho para a implementação da IFRS 16, diz KPMG

Com base em estudo global realizado pela KPMG, 67% das empresas que participaram da avaliação ainda não estão preparadas para a IFRS 16, nova norma de arrendamento mercantil. Além disso, embora 45% delas tenham um software apropriado para esse tipo de contrato, somente um quarto do total (25%) já completaram a avaliação dos efeitos contábeis e apenas 3% concluíram projetos de compliance para a adequação à norma. Essas são algumas das conclusões da "Pesquisa Global de Contabilidade de Arrendamento – A contabilização de locação está aqui: você está pronto?" (Global Lease Accounting Survery – Lease accounting is here: are you ready?, em inglês), da KPMG.

"As empresas que ainda não implementaram soluções sistêmicas ou ainda não revisaram seus processos e controles internos para adequação à norma, dependerão de soluções provisórias, o que pode trazer riscos e desafios para a geração de informações contábeis e financeiras decorrentes do efeito do normativo", afirma o sócio-líder da prática de Contabilidade e Risco Financeiro no Brasil, Lucio Anacleto.

Os resultados também indicam que a grande maioria (83%) das respondentes ainda não haviam completado a etapa de coleta e validação de dados e que menos da metade (44%) concluíram um inventário de suas operações de arrendamento mercantil.

Outro ponto de destaque são as diferentes formas das empresas aplicarem a IFRS 16 ou a ASC 842. No caso da primeira, 58% das empresas estão planejando adotar uma abordagem modificada, que não requer a atualização dos períodos comparativos.

"As organizações precisam iniciar rapidamente essa adequação para que haja tempo hábil para realizarem a apuração dos efeitos de transição, assim como adequação das políticas contábeis, processos e controles internos", completa Lucio Anacleto.

As novas normas de operação de arrendamento mercantil (IFRS 16 a ASC 842) entraram em vigor em 1º de janeiro de 2019. Parte das empresas ainda apresentam dificuldades para implementação, gerando impacto em diversos processos internos. Nessa pesquisa, a KPMG entrevistou executivos de 800 organizações, sendo 500 delas sediadas nas Américas.

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