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19/09/2018 - 08:56

Mentoring Reverso: todos têm algo a ensinar

Diante do volátil e exigente cenário em que profissionais precisam se manter em constante aprendizado é natural que pessoas de gerações mais antigas sintam necessidade de se adaptar a rápida evolução das tecnologias e procedimentos do mercado de trabalho. O desafio de empresas em tempos de aposentadorias cada vez mais tardias é preparar o funcionário e fomentar o conhecimento, a aceitação e o desenvolvimento entre as gerações.

O Mentoring Reverso, ou Reverse Mentoring, é uma alternativa eficaz para aproximar e desenvolver as diferentes gerações presentes na companhia, acelerando a transformação digital dos líderes, impulsionando a inovação da organização e promovendo o convívio ainda melhor entre as gerações.

Mas o que faz o Mentoring Reverso e como ele pode ser importante para a organização? No processo tradicional de mentoring, o mentor é um profissional sênior da organização, que empodera um profissional mais júnior, o mentee, com enfoque no desenvolvimento de sua carreira de maneira ampla.

No Mentoring Reverso há uma inversão desses papéis e o mais jovem é o mentor. O mentee, de preferência uma pessoa sem nenhum vínculo hierárquico direto com o mentor, recebe dele insumos sobre a perspectiva geracional (estilos de comunicação, mentalidade, ambiente de trabalho) e expertise tecnológica. O mentor, em contrapartida, se desenvolve como líder.

Essa estratégia vem sendo adotada por empresas que desejam abrir um canal para o diálogo entre as gerações e facilitar o acesso do funcionário mais experiente às novas tecnologias. Por isso, a Mentoria Reversa deve ser vista como uma via de mão dupla em que todos ganham, principalmente a empresa já que promove um ambiente de inclusão e inovação, constrói pontes entre gerações, promove a transferência do conhecimento técnico e bagagem profissional, promove a atração, retenção e o desenvolvimento de seus profissionais dos vários níveis. Os jovens talentos sentem-se valorizados e o profissional sênior tem a oportunidade de ampliar sua visão de futuro, ganhar novas experiências, conhecimentos tecnológicos e culturais ao compartilhar informações. Com isso, a empresa integra gerações e supera a distância entre os funcionários.

Na Mentoria Reversa não existe professor ou aluno. Para o sucesso do processo é importante a valorização mútua e que considerem que ambos têm algo a ensinar. Todos estão ali para aprender e superar as diferenças, aceitando os diversos pontos de vista e lembrando que a troca de habilidades pode ser mútua e bem-vinda.

. Por: Luciana Guedes Pinto, sócia fundadora da Trajeto RH, graduada em Psicologia pela PUC- SP, em 1994.

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