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12/06/2018 - 08:18

ANP Iniciará processo de auditorias nas operadoras

Para verificação do sistema de integridade de poços de petróleo no Brasil a partir de 1º de novembro. Ramboll, especialista internacional no setor de Óleo & Gás, alerta que as operadoras deverão que se adequar às 17 práticas de gestão do Sistema de Gerenciamento da Integridade de Poços.

Diante do risco de ocorrência de graves acidentes que envolvam derramamento de óleo no mar, com elevado potencial de dano ambiental, como se verificou em 2001 com a plataforma P-36 da Petrobras, tornou-se relevante a atuação da ANP na fiscalização do cumprimento dos regulamentos de segurança operacional e ambiental nas unidades offshore de produção de petróleo e gás natural. Nesse contexto, a partir do dia 1º de novembro de 2018, todas as operadoras de poços de petróleo e gás natural offshore terão que estar em acordo com a resolução ANP n° 46/2016, que institui o Regime de Segurança Operacional para Integridade de Poços de Petróleo e Gás Natural e aprova o Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade de Poços (SGIP). Para auxiliar as operadoras nas auditorias, a Ramboll traz ao País a sua expertise em Serviços de Auditoria Interna e de SGIP (Sistema de Gerenciamento da Integridade de Poços).

Luiz Claudio Ribeiro, gerente de projetos da Ramboll, ressalta a relevância do SGIP para estabelecer requisitos e diretrizes para a operação e implementação de um sistema de gerenciamento de integridade de poços. “O SGIP é importantíssimo, pois garante a preservação da vida humana, do meio ambiente, e também a integridade dos ativos da empresa e da União. Para garantir essa segurança e integridade, o SGIP é aplicado em todo o ciclo de vida do poço, ou seja, do projeto até o abandono”, explica.

A exploração offshore de petróleo e gás natural é responsável por considerável parte das reservas brasileiras, e os resultados exploratórios da província petrolífera do pré-sal trazem desafios de toda ordem a partir da produção mais efetiva nessa região: macroeconômicos, logísticos, de engenharia, geologia, e, principalmente, ambientais.

O gerente de projetos da Ramboll lembra que o acidente com a plataforma P-36, da Petrobras, ocorrido em 2001, foi o primeiro evento de grandes proporções que colaborou para que houvesse uma maior participação do Estado no acompanhamento da segurança operacional das instalações industriais de plataformas offshore. O segundo grande evento, este de âmbito mundial, foi o acidente de Macondo, na bacia do Golfo do México, ocorrido em 2010, que resultou no derramamento de mais de 5 milhões de barris de petróleo no mar. Estes eventos trouxeram preocupação, porém, apenas com o acidente ocorrido no campo de Frade, concedido à Chevron, em novembro de 2011, é que houve articulação mais efetiva entre ANP, Ibama e DPC/Marinha com o objetivo de acompanhar e fiscalizar as ações de combate empreendidas pela empresa.

O Serviço de Auditoria Interna de Integridades de Poços SGIP da Ramboll foi criado com foco na Prática de Gestão nº 7 do SGIP, a qual estabelece que a operadora deve aplicar mecanismos para avaliar a efetiva implementação e funcionamento do SGIP, ou seja, que o operador do contrato deverá planejar e realizar auditorias internas em seu sistema de gestão existente e em seus subcontratados principais, para verificar se está adequado à resolução da ANP em cada prática para todo o ciclo de vida do poço. A Ramboll também pode auxiliar a operadora a implementar o sistema de gestão SGIP internamente, caso este ainda não exista.

No Serviço de Auditoria Interna do SGIP, a Ramboll realiza todo o mapeamento das não conformidades e melhorias, para a auditoria posterior da ANP, realizando análise documental, entrevistas e levantamento de dados dentro do site do cliente, utilizando especialistas com experiência em engenharia de poços e SGIP. Essa é uma saída para as operadoras que, muitas vezes, não possuem ou não dispõem de um funcionário capacitado e voltado apenas para essa atividade extremamente técnica.

“A Ramboll é uma empresa com experiência operacional globalmente reconhecida e está capacitada para fazer auditoria nas operadoras para apontar onde elas possivelmente não cumpram com os itens de cada uma das práticas da resolução”, conta Ribeiro.

Com o SGIP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) coloca as empresas do País em conformidade e mais próximas das boas práticas de operação e fiscalização realizadas no mundo. “É muito importante que o setor de Petróleo & Gás brasileiro esteja em conformidade com essa norma para trazer mais segurança operacional e confiabilidade técnica às suas operações. Depois de diversos incidentes envolvendo vazamentos, havia a necessidade da ANP realizar auditorias nas operadoras para se avaliar e conhecer de perto as práticas e atividades realizadas”, explica.

“Nós fazemos uma varredura no sistema de gestão da empresa, com o foco na integridade de poço, sempre observando a Resolução e o que é solicitado em cada item das 17 práticas de gestão. Em outras palavras, passamos um pente fino em todas as práticas, item por item, para comprovar que realmente o cliente está atendendo toda a demanda da ANP, para que o auditor da agência ao chegar na empresa, o responsável possa apresentar todos os documentos corretos e completos a fim de que se comprove a conformidade com a Resolução”, continua.

De acordo com a resolução, as operadoras responsáveis podem ser auditadas a qualquer momento pela ANP entre 1º de novembro de 2018 e 1º de novembro de 2019, respectivamente, contudo, elas ainda podem solicitar, uma única vez, uma prorrogação de 6 meses para se adequarem.

O especialista alerta que, após a auditoria, caso a empresa não esteja adequada ou não consiga cumprir algum dos pontos de uma das 17 práticas de gestão, a ANP pode, dependendo da gravidade, advertir ou até mesmo suspender a operação em casos mais extremos. “Se a empresa auditada não conseguir atender às normas, ela poderá ser impedida de operar no poço, mas isso dependerá da gravidade da não conformidade. Ainda assim, a ANP pode estipular em alguns casos um prazo para que a companhia cumpra as determinações” finaliza.

Perfil — A Ramboll é uma empresa multinacional de consultoria, engenharia e design, com atividade multidisciplinar, que conta com 300 escritórios instalados em mais de 35 países em todos continentes e mais de 13.000 colaboradores, entre engenheiros, designers e consultores, comprometidos com a criação de soluções sustentáveis e de longo prazo para os seus clientes e a sociedade. Recentemente, a empresa foi classificada entre as três principais empresas mundiais de consultoria em serviços ambientais, segundo pesquisa global do instituto independente de pesquisa Verdantix.

No Brasil possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Valinhos, Belo Horizonte e Salvador, com mais de 60 especialistas dedicados aos diversos segmentos da empresa. A Ramboll atua nos mercados de Petróleo & Gás, Meio Ambiente, Saúde e Segurança, Água, Energia, Transporte e Planejamento Urbano. Em 2017, foi eleita a melhor consultoria brasileira em meio ambiente e Expert de avaliação de passivo ambiental. | www.ramboll.com

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