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18/01/2018 - 07:34

Bons ventos para 2018

Muito se fala ultimamente sobre a retomada do crescimento na economia brasileira e, principalmente, quando irá ocorrer. Para alguns, já atingimos o “fundo do poço” e para outros “o buraco é mais embaixo”. O fato é que se adotarmos uma visão realista do atual cenário econômico, podemos sim, dizer que existem alguns sinais animadores.

Para entendermos um pouco mais como sair da crise, é de extrema importância considerar alguns fatores que nos levaram a ela. Um dos principais fatores para o denso enfraquecimento de nossa economia nos últimos anos foi a falta de confiança no mercado. Não, obviamente não acredito na infeliz máxima “não fale em crise, apenas trabalhe” e, acredito menos ainda que apenas a confiança seria capaz de tirar-nos da lama em que fomos colocados forçadamente. Mas a falta dela – confiança – fez com que grandes projetos de investimento e expansão fossem colocados na prateleira sem data de serem revistos. Outro fator impulsionador da recessão é a incompetência em gestão de impostos (abusando da inocência cabida) e a falta de controle de juros, os quais se encontraram em um patamar que não se via há muito tempo no país.

Deixando a visão política de lado e analisando a saída de Dilma Rousseff, esta representou mercadologicamente uma grande possibilidade de virada de jogo para a economia brasileira. Antes de levantar bandeiras, releia o início do parágrafo: Deixando a visão política de lado. Por que representou esta grande possibilidade? Lideranças desacreditadas não conseguem alianças, parcerias e, muito menos, saídas consistentes em momentos desafiadores. Seja esta liderança a presidência ou o comitê de síndicos do seu condomínio. Funciona assim. No trust, no business.

Enfim, no momento de saída de Dilma, uma das engrenagens que estava emperrada voltou a funcionar. A confiança – leia-se fé - dos empresários e investidores do mundo inteiro foi renovada. Entre erros e acertos do governo sobrevivente – mais erros que acertos, a economia tem iniciado sua recuperação. Isto porque o que move a economia de qualquer país é a movimentação de seus adimplentes de impostos e empresários na busca por novos negócios. Compra, venda, etc. É aí que está o grande problema do país. Não há potência que sobreviva a maus tratos e incompetências datadas de mais de 500 anos. A impressão que temos é que o “contra a maré” é algo permanente. Estamos sempre remando contra o vento.

O empreendedorismo no novo cenário econômico — Claro que a reorganização de um país não é do dia para noite, ainda mais mediante erros grotescos, retardadores e respectivos dos governos, mas de acordo com organizações internacionais como o FMI já podemos esperar o crescimento da economia brasileira no decorrer deste ano, mesmo que tímido.

Nos três últimos anos, a situação econômica do Brasil se tornou extremamente frustrante para empreendedores, principalmente e, especialmente, os iniciantes. Muitas empresas abaixaram suas portas. Não se engane com dados mercadológicos. É muito mais fácil abrir uma empresa do que encerrá-la em nosso país, por isso tais dados são sempre inexatos.

Mas há, sim bons ventos chegando. Isto se vê no dia a dia. Não os teóricos. Estes copiam falas e resmungos sem a mínima importância. Mas os brasileiros. Aqueles que acordam às 5h e dependem de apenas de si, conseguem, sim, sentir novos ares. Novas oportunidades. Não há outra opção. Há de se ter e faremos com que tenha.

Minha área principal de atuação é o ramo de franquias e também há dados positivos no setor. Afinal, na instabilidade financeira, as pessoas buscam investimentos mais seguros.

O período deixa vários aprendizados para o setor, um deles é a busca por avaliações equilibradas do momento econômico. Ou seja, trocando em miúdos, a instabilidade obriga as redes já estabelecidas, e grandes em seus próprios pontos de vista, a criar. Foi preciso que muitos empresários descessem de seus pedestais e reavaliassem seu público alvo.

De qualquer forma, a visão do FMI é de grande valia. Qualquer resvalo de Sol no horizonte nublado faz diferença neste momento. É importante que todo e qualquer empreendedor (principalmente os de primeira viagem) fiquem atentos antes de iniciar suas operações. Ficar atento não é o mesmo que ter medo e recuar. Empreenda, caro amigo. Seja independente, mas o faça com segurança e inteligência. Fuja de modismos e negócios insustentáveis. E, principalmente, continue remando.

. Por: Lucas Atanazio Vetorasso, CEO do Grupo ATNZO, aos 33 anos, o jovem estrategista possui mais de 500 franquias na conta.| www.atnzo.com.br.

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