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12/12/2017 - 07:35

Tatiana Schuchovsky Reichmann — Vida financeira: cigarra ou formiga?

Tatiana Schuchovsky Reichmann, diretora-superintendente da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário

Entre o prazer imediato e o planejamento a longo prazo, em geral, nós brasileiros preferimos o primeiro. Historicamente, nos acostumamos a ser a cigarra e não a formiga da fábula que mostra os prós e os contras de quem se organiza para o inverno e de quem prefere curtir o verão sem pensar no futuro próximo.

Esse comportamento pode ser explicado pela inflação altíssima das décadas de 1980 e 1990, que nos ensinaram a consumir tudo o quanto antes, para que o dinheiro não perdesse valor diante dos aumentos vertiginosos de preço. Fazemos isso até hoje, quando assinamos contratos de financiamento de imóveis para pegar as chaves na hora. O que não vemos é que, com os juros e taxas inclusas no contrato, seria possível pagar pelo menos duas vezes o valor original do imóvel, se não mais.

Mas, a boa notícia é que a época da inflação galopante passou e agora precisamos também olhar com mais carinho para os hábitos da formiga e esquecer a farra da cigarra. Isso significa poupar e planejar mais, e, acima de tudo, olhar para o futuro um pouco mais distante. Um bom exemplo disso são os consórcios, que têm ganhado a preferência dos consumidores, indicando que a educação financeira está cada vez mais presente na hora de optar por uma modalidade de compra. De janeiro até setembro de 2017, cerca de 1,75 milhão de brasileiros escolheram o planejamento com taxas mais em conta em detrimento do imediatismo de possuir o bem a qualquer custo, segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC).

Esses dados demonstram que a disciplina e o hábito de poupar com foco em um objetivo têm atraído mais adeptos. No consórcio, não há juros e incidência de impostos, e o hábito de guardar um pouco a cada mês para atingir um objetivo proposto, grande lição que vale a pena passar adiante, é reforçada mensalmente.

Fica aqui a reflexão da antiga fábula de La Fontaine. Vale a pena curtir o aqui e agora, sem pensar no inverno que sempre chega? Ou vale o esforço para aproveitar muitas estações com tranquilidade?

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