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10/10/2017 - 07:21

Brasileiro mais animado para gastar no Dia das Crianças

Brinquedos e roupas ficaram mais baratos e lideram preferência do consumidor.

Os brasileiros estão mais dispostos a desembolsar com os presentes do Dia das Crianças: a média de intenção de gasto ficou em R$ 82,50 este ano, contra R$ 78,60 em 2016. A constatação é da pesquisa da Sondagem do Consumidor, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), que ouviu 1.830 mil pessoas em setembro. O indicador que mede o ímpeto de gastos avançou 5,0 pontos, de 59,3 para 64,3 pontos, interrompendo a trajetória de queda iniciada em 2014.

"As condições mais favoráveis do ambiente macroeconômico, com queda dos juros, menor inflação e ligeira redução do nível de endividamento das famílias, possibilitam uma recuperação no ímpeto do consumidor em gastar mais no Dia das Crianças superior aos dois últimos anos. O resultado é influenciado pelas famílias com maior poder aquisitivo (ganham mais de R$ 9.600) que já estão com o orçamento doméstico mais equilibrado e têm boas perspectivas em relação ao curto prazo", afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor do FGV IBRE.

A pesquisadora aponta que três das quatro faixas de renda apresentaram aumento, exceto o grupo que ganha entre R$ 2.101 e R$ 4.800, cujo indicador recuou 0,7 ponto. Em compensação, os consumidores com renda familiar até R$ 2.100 são os que devem aumentar mais o valor do presente este ano em relação a 2016, em torno de 14,9%, ou de R$ 47 para R$ 54, em média. Os brinquedos são os preferidos (56,4%), seguidos por vestuário (25%) e livros (5,4%).

Brinquedos e roupas abaixo da inflação e serviços mais caros — A variação média dos preços de produtos e serviços para o Dia das Crianças ficou em 4,13%, acima da inflação acumulada entre outubro de 2016 e setembro de 2017, calculado pelo IPC/FGV do IBRE, que foi de 3,17%.

A boa notícia está na variação de preços dos itens preferidos por mamães e papais: os brinquedos (despesas com presentes) subiram em média apenas 0,63% nos últimos 12 meses. Destaque para os tradicionais como bicicletas (-2,76%), bonecas (-1,95%) e artigos esportivos (-1,93%). As roupas infantis registraram aumento de 1,15%, menos da metade da inflação do período, e jogos para recreação subiram 5,89%.

Já as despesas com lazer foram as que mais subiram, 4,76% em média, puxadas principalmente por doces e salgados (7,62%) e salas de espetáculo (cinema, show e teatro), que tiveram elevação de 6,72%.

"O ritmo de desaceleração foi de três pontos percentuais nos últimos dois anos, de 9,19% em 2015 para 7,19% este ano. A desaceleração de 2016 para 2017 foi de três pontos, acompanhando o ritmo de desaceleração da inflação", destacou André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE e responsável pelo levantamento.

Para o economista, apesar das boas notícias é período de cautela. "A condição do mercado de trabalho não é favorável ainda. Mesmo que os preços estejam convidativos, as vendas não devem ter um crescimento expressivo. A economia não está aquecida e o cenário no mercado de trabalho está excluindo muitos pais, que ainda não estão em condições de gastar", avaliou Braz.

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