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10/10/2017 - 07:00

Diagnóstico precoce de linfoma de Hodgkin pode salvar vidas, diz médica de oncologia

Tipo raro de linfoma acomete aproximadamente duas mil pessoas a cada ano¹ e tem 90% de chance de cura. Saiba como identificar indícios da doença

O diagnóstico de um tipo raro de câncer, como o linfoma de Hodgkin, é sempre um assunto delicado e uma notícia que o paciente e os familiares, normalmente, não estão preparados para receber. De toda forma, é preciso estar atento aos sinais, pois, dependendo da situação, a doença quando descoberta no início tem grandes chances de cura. No caso do Hodgkin, 90%.

Em 2016, o linfoma de Hodgkin teve uma estimativa de 2.470 novos casos pelo INCA1. Os mais afetados pela doença são homens entre 15 e 35 anos e não há uma causa específica identificada3. Como todo tipo de linfoma, acomete inicialmente os linfonodos, pequenos órgãos do sistema linfático que produzem e transportam as células responsáveis pela imunidade por todo o corpo4.

“Um dos principais sintomas é o aparecimento de gânglios aumentados de tamanho, conhecidas popularmente como ínguas. Estes podem aparecer em pescoços, axilas, virilhas ou em outras cadeias ganglionares”, comenta a Dra. Tânia Barreto, gerente médica da área de oncologia da Takeda Brasil. Geralmente, em processos infecciosos, estes também podem estar aumentados, mas regridem de tamanho entre duas semanas e um mês. Caso não desapareçam, pode haver a suspeita de um caso mais grave, como o linfoma de Hodgkin.

Cerca de 30% dos pacientes podem apresentar febre, suor intenso durante a noite, perda de peso e coceiras. Às vezes, o linfoma é diagnosticado ao acaso, quando é solicitado algum exame ao paciente por outros motivos, como um raio-X ou tomografia de tórax. Uma vez que se levante uma hipótese de linfoma de Hodgkin, é mandatório que se faça uma biópsia para retirar todo ou parte do linfoma. É recomendável que o exame seja feito sempre em local apropriado para se ter um resultado mais apurado. Após o diagnóstico, é necessário o acompanhamento do médico especialista.

O tratamento — A quimioterapia e a radioterapia são os caminhos terapêuticos iniciais para a doença. Caso não haja resultados, o tratamento pode ser feito com transplante de células tronco. Se ainda assim o paciente apresentar progressão na doença, é proposto o tratamento por meio de terapia-alvo, em que o diferencial é o direcionamento realizado apenas para as células cancerígenas do linfoma de Hodgkin. “No caso da terapia-alvo, o medicamento tem uma distinção importante em sua seletividade no mecanismo de ação e ataca somente células doentes”, explica Dra. Tânia. No Brasil, há apenas uma opção de terapia-alvo aprovada para este tipo de câncer, o brentuximabe vedotina.

Como crianças e adolescentes podem ser acometidas pela doença, é aconselhado ainda o tratamento paralelo com profissionais de suporte, como psicólogos e assistentes sociais. “Buscar manter uma boa alimentação e horas adequadas de sono e descanso também podem auxiliar no tratamento. O linfoma de Hodgkin é um câncer com uma alta taxa de cura. Por isso, manter a confiança e o pensamento positivo são fundamentais para enfrentar a doença e ser bem-sucedido, além de seguir o tratamento definido pelo médico”, complementa Dra. Tânia.

A Takeda — Sediada em Osaka, Japão, a Takeda é uma companhia farmacêutica global que investe em pesquisa e inovação para comercializar mais de 700 produtos em 70 países, sendo especialmente forte na Ásia, América do Norte, Europa e Mercados Emergentes, incluindo América Latina, Rússia-CIS e China. Fundada há mais de 230 anos, é hoje uma das 15 maiores farmacêuticas do mundo e a número 1 no Japão, graças ao esforço contínuo de seus 31.000 colaboradores em lutar pela melhoria da saúde e um futuro mais brilhante das pessoas em todo o mundo, por meio da liderança na inovação de medicamentos. Com a integração da Millennium Pharmaceuticals e da Nycomed, a Takeda vem se transformando, aumentando sua expertise terapêutica e alcance geográfico.

A Takeda tem duas fábricas instaladas em território nacional - Jaguariúna (SP) e São Jerônimo (RS), contando com quase 2.000 colaboradores. A área de MIPs (medicamentos isentos de prescrição) possuí medicamentos que são líderes no mercado e representam 48% do faturamento da companhia, que tem no portfólio produtos conhecidos como Neosaldina® (analgésico), o remédio para dor de cabeça mais vendido do Brasil5; Eparema/Xantinon® (digestivos), que juntos demandam mais de 90 milhões de reais6; Nebacetin® (antibactericida), a marca preferida pelos brasileiros para ferimentos7, e MultiGrip® (antigripal), o medicamento mais vendido do Brasil para o tratamento dos sintomas da gripe8. Na área de prescrição médica, as principais especialidades atendidas pela Takeda são: gastroenterologia, cardiometabólica e imunologia, além da oncologia, lançada em 2015.

A afiliada no Brasil adquiriu em julho de 2012 o laboratório nacional Multilab - com portfólio focado em MIPs, genéricos e genéricos de marca — com o objetivo de diversificar a carteira de produtos da companhia e aproximar-se ainda mais da nova classe média. | Site: http://www.takedabrasil.com

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