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20/09/2017 - 07:39

Rocinha em guerra


A maior favela do Brasil volta a ocupar os principais noticiários do país, em virtude dos confrontos entre facções rivais que estão se enfrentando em busca do controle de território e do domínio da venda de drogas na comunidade.

Esta guerra por mais incrível que pareça já era esperada por todos os especialistas em segurança, devido ao rompimento do atual chefe do trafico da comunidade Rogerio Avelino conhecido como “Rogerinho 157” com o antigo “dono do morro” Antônio Francisco Bomfim o “Nem” que fez a opção de apoiar o alinhamento da facção ADA (Amigos dos Amigos) com a temida facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital).

A invasão de território que ocorre neste momento, coincide com o enfraquecimento das UPPs e da falência da segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

Pouca gente se da conta, mas a melhor coisa que aconteceu para o tráfico de drogas nos morros do Rio foi a chegada das UPPs, pois é sabido que os traficantes não se armam com o único objetivo de enfrentar a polícia, mas com o principal objetivo de evitar que o morro seja tomado por facções rivais, e com esta proteção paga pelo estado, o tráfico pode reduzir os seus gastos com compra de armamento, pagamento de “soldados” e despesas operacionais diversas, sobrando muito, muito mais dinheiro para o dono do morro e seus seguidores.

E é neste contexto que se trava agora uma guerra sangrenta por domínio de território nas vielas escuras da comunidade da Rocinha, guerra esta que deve durar por dias e noites indefinidos, pois quando um facção rival empreende uma tomada de território, após a invasão faz parte da estratégia assumir posições e travar pequenas batalhas para ampliar as posições ocupadas até a tomada geral do morro ou a partida em retirada.

Infelizmente enquanto esta guerra durar, o risco de moradores inocentes se tornarem vítimas de balas perdidas e reféns do terror será cada vez maior e deixará sequelas irreversíveis não só nos moradores da comunidade como também em todos os cidadãos do Rio de Janeiro que já não suportam a sensação de insegurança vivida na cidade maravilhosa.

Sensação esta parcialmente reestabelecida com a chegada das Forças Federais na cidade, que misteriosamente desapareceram das ruas e não efetuam mais nenhuma operação conjunta com as forças estaduais de segurança, demonstrando claramente a falta de planejamento e entrosamento entre os órgãos e mais uma vez a ausência de uma política clara de segurança pública e de combate a criminalidade.

. Por: Prof. José Ricardo Rocha Bandeira, Especialista e Comentarista de Segurança Pública. Presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina.

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