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15/09/2017 - 07:32

Lula — Defunto pesado do PT

Desde o início da Operação Lava-Jato, várias pessoas ligadas e pertencentes ao Partido dos Trabalhadores (PT), entre elas o ex-Presidente Lula, foram investigadas, presas e/ou condenadas pela Justiça por envolvimento em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros.

O expoente maior do PT, Luiz Inácio Lula da Silva era blindado pelos membros de seu Partido, que, na esperança de vê-lo novamente na Presidência da República, acompanhavam sua cantilena, com frases de efeito, ora endeusando como o homem mais honesto, ora atacando os membros do Ministério Público, a Polícia Federal, o Juiz Sérgio Moro e a imprensa, como se houvesse um complô para persegui-lo e retirá-lo a possibilidade de concorrer ao cargo maior da nação.

No início das investigações Lula discursava: “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste País, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”.

No decorrer do tempo, com as colaborações premiadas, provas que foram surgindo, o discurso mudou, passou do ataque para a vitimização. “Eu gostaria de dizer que eu estou sendo vítima da maior caçada jurídica que um presidente ou um político brasileiro já teve” e “O objetivo da imprensa é massacrar esse cidadão, que cometeu o erro de mostrar que esse país pode dar certo”.

Por fim, com o depoimento de Antônio Palocci, além de se vitimizar, tenta vituperar a testemunha: "Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, calculista, é frio”.

Antigos comparsas de falcatruas demonstraram o envolvimento do ex-presidente, utilizando-se do instituto da colaboração premiada, esclarecendo e provando como funcionava o esquema de corrupção, leia-se Marcelo e Emilio Odebrecht, Leo Pinheiro, Delcídio do Amaral, João Santana, Pedro Corrêa, executivos da JBS, como testemunha Antônio Palocci, entre outros.

A popularidade do ex-presidente entrou em declínio, sua caravana pelo Nordeste foi um fiasco, antes ovacionado por onde passava, hoje hostilizado, só podendo comparecer nos palanques organizados pelo seu partido, assim mesmo com um público cada vez mais escasso.

As eleições municipais pretéritas, ocorridas antes de sua condenação criminal pela justiça e a responder a tantos processos na qualidade de réu, foi um termômetro de sua impopularidade, seu partido saiu derrotado em quase todas as Capitais, Lula sequer conseguiu eleger seu filho a vereador de São Bernardo do Campo, sabidamente seu reduto eleitoral.

Abraham Lincoln, ex-presidente do EUA disse a célebre frase “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”.

Se o Partido dos Trabalhadores tem a esperança e a pretensão de disputar as eleições Presidenciais com candidato próprio, deve procurar outro entre seus filiados, Lula não engana mais e tornou-se um defunto muito pesado para carregar.

. Por: Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG)

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