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28/07/2017 - 07:44

Vale registrou lucro líquido de R$ 60 milhões no 2T17


Apesar da queda de 98,3% ante o mesmo período do ano passado, houve forte geração de caixa livre de US$ 2,151 bilhões no segundo trimestre de 2017, apesar da brusca queda do IODEX Platts e do pagamento da opção de venda da SUMIC na Vale Nova Caledônia, permitindo a distribuição de dividendos e a redução da dívida líquida em US$ 655 milhões no segundo trimestre de 2017. No final de 2017, a Vale atingirá um nível de alavancagem confortável. Com muito foco, iniciativas estratégicas visam resultados no curto prazo, afirma o CEO da companhia.

A mineradora brasileira registrou Ebitda ajustado de US$ 2,729 bilhões no segundo trimestre de 2017, ficando 36,7% abaixo do primeiro trimestre de 2017, principalmente devido à queda de 26,6% do Platts IODEX. O Ebitda ajustado de Minerais Ferrosos representou 82% do Ebitda ajustado da Vale.

Os custos e despesas foram de US$ 4,588 bilhões no segundo trimestre de 2017, aumentando US$ 381 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2017, principalmente devido a efeitos não recorrentes. Com o objetivo de consolidar um processo sistêmico e sustentável de gestão de custos, a Vale contratou os serviços dos consultores da Falconi para conduzir um projeto piloto em seu negócio de pelotização, que pode ser expandido para toda a empresa no futuro.

O resultado da companhia, maior produtora global de minério de ferro, foi impactado pela forte desvalorização do real e seu efeito sobre a dívida, afirmou o diretor financeiro da companhia, Luciano Siani, em um vídeo.

O preço realizado de minério de ferro caiu US$ 24,4/t devido à redução de US$ 22,7/t do Platts IODEX. O significativo prêmio do minério de ferro 65% da Vale foi contrabalançado pelo grande desconto em alguns materiais de baixo teor e alta sílica que tiveram de ser vendidos diretamente sem blendagem.

— Como resposta a tais condições de mercado, a partir do segundo semestre de 2017, a Vale reduzirá sua produção de produtos de alta sílica em uma taxa anualizada de 19 Mt para aumentar a realização de preço, mantendo o guidance de produção de longo prazo limitado a 400 Mt por ano —, comentou Sr. Peter Poppinga, diretor executivo de Minério de Ferro e Carvão. "Reequilibrando o portfólio de produtos de acordo com as condições de mercado, através do gerenciamento de produtos e o aumento da blendagem offshore, continuaremos a maximizar nossas margens".

Embarques de minério de ferro e pelotas totalizaram 81,6 Mt no segundo trimestre de 2017, enquanto o volume de vendas de finos de minério de ferro alcançou 69,0 Mt, levando ao acúmulo de 5,3 Mt de estoques offshore para suportar níveis mais altos de atividades de blendagem, especialmente nos 11 portos da China onde já estamos blendando.

O custo caixa C1 aumentou 6,9%, passando para R$ 49,3/t (US$ 15,2/t) como resultado de custo não recorrente de tarifa ferroviária (MRS), maiores custos com demurrage e custos de manutenção sazonalmente mais altos. Esperamos que os custos caiam para entre R$ 46/t e R$ 47/t no 2S17, voltando aos níveis em BRL de dois anos atrás, devido à combinação de maior produção, custos de manutenção sazonalmente mais baixos e ganhos de produtividade.

O Ebitda ajustado de Metais Básicos foi de US$ 386 milhões, com o impacto de menores preços de níquel e cobre (US$112 milhões) sendo parcialmente compensado por menores despesas (US$ 34 milhões), maiores volumes (US$29 milhões), variação cambial favorável (US$ 11 milhões) e maiores preços de subprodutos (US$10 milhões).

O guidance da produção de níquel para 2017 foi reduzido para 295 kt, ficando 7% abaixo do guidance do Vale Day como resultado de ações para ajustar nossa oferta de níquel ao ambiente de menor preço, incluindo colocar minas não competitivas, como Stobie, em Sudbury, e Birchtree, em Manitoba, em "care and maintenance", e também refletindo produção menor que a planejada para o primeiro semestre em Manitoba, Nova Caledônia e Indonésia.

— Mas o mais importante foi que a geração de caixa foi muito forte no trimestre e pagamos US$ 1,5 bilhão em dividendos e ainda assim reduzimos a dívida em mais de US$ 650 milhões —, afirmou Siani.

O Ebitda ajustado de Carvão foi de US$ 157 milhões no segundo trimestre de 2017, atingindo um resultado positivo pelo terceiro trimestre consecutivo devido aos maiores preços, maiores volumes e menores custos na mina e nas plantas de processamento. Tais custos na mina e nas plantas caíram 16% no segundo trimestre de 2017 em relação ao primeiro trimestre de 2017, devido ao ramp-up bem-sucedido de Moatize II e à forte performance das duas plantas de processamento.

Os investimentos totalizaram US$ 894 milhões no segundo trimestre de 2017, ficando, portanto, inferior à marca de US$ 1 bilhão, o menor em um trimestre desde o terceiro trimestre de 2016.

— Com reduções adicionais nos investimentos de S11D e em outros grandes projetos de manutenção como o projeto de redução de emissões de níquel — AER em Sudbury, podemos ter o objetivo de reduzir ainda mais o CAPEX em 2018. Isso significa que o fluxo de caixa livre da Vale pode continuar a aumentar mesmo em um ambiente de preços mais baixos —, ressaltou o CFO Luciano Siani Pires. "Proporciona espaço para respirarmos enquanto atacamos e revertemos o recente aumento nos custos".

O CEO da Vale, Fabio Schvartsman, comentou sobre os primeiros resultados parcialmente sob sua gestão: — Sinto muita energia na empresa para levar a performance um passo além, construindo sobre os resultados positivos de esforços anteriores. Um forte foco na execução continuará a impulsionar o fluxo de caixa. Enquanto isso, estamos prestes a concluir o diagnóstico estratégico de 60 dias, que nos guiará na implementação de importantes iniciativas estratégicas visando resultados no curto prazo .

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