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07/02/2017 - 06:45

Mapfre Investimentos avalia que inflação de janeiro terá aumento contido

Uma possível contenção na alta do IPCA pode ser atribuída à queda de preços de alimentos, além das tarifas de energia elétrica.

São Paulo — Na véspera da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, a Mapfre Investimentos projeta uma alta de 0,46% ante o mês anterior. Considerando o histórico de inflação nesta época do ano, trata-se de um aumento relativamente contido, resultante, entre outros fatores, do alívio dos preços de alimentos, em especial dos produtos “in natura”. As expectativas para o setor, como mencionado no último informe semanal, são de que os preços de alimentação sigam acomodados ao longo do ano de 2017. Caso exista algum desvio da projeção, pode ser de uma inflação menor do que a estimada pela Mapfre Investimentos.

Há outras contribuições para a contenção da inflação neste início de ano. A ANEEL divulgou na semana passada que irá manter da tarifa verde durante o mês de fevereiro. Isso acontece por conta dos elevados níveis dos reservatórios. Os níveis destes removem cada vez mais a contribuição inflacionária do ano anterior, resultante de aumentos dos preços por faixa de consumo de água e energia elétrica. A perspectiva de riscos inflacionários se apresenta com mais força nos itens de preços administrados do que no de preços livres.

O mesmo comportamento benigno, entretanto, não é observado em todas as demais categorias do IPCA. Com uma análise dos preços de serviços de educação é possível observar um impacto inflacionário maior no mês de janeiro por conta dos reajustes anuais de mensalidades. Estas ocorrem de forma concentrada no começo de cada período letivo. Ou seja, o maior impacto dos preços desses serviços ocorre neste mês de janeiro e se dissipa ao longo do mês de fevereiro. Além disso, os preços do setor de transportes seguem também pressionando a inflação no mês de janeiro. De fato, a baixa oferta de etanol anidro por questões sazonais tende a pressionar não apenas os preços do álcool combustível, como também os preços da gasolina por conta da mistura da mesma com o álcool.

Olhando o horizonte à frente, é possível estimar para o mês de fevereiro a continuidade da movimentação inflacionária do que ocorreu no mês de janeiro. Ou seja, os preços de alimentos tendem a aumentar muito menos em relação a anos anteriores. Em resumo, a perspectiva para a inflação é de contenção. A acomodação dos preços de alimentação, que favorecerá a inflação no mês de janeiro, tende a manter a inflação contida também no mês de fevereiro.

Gestão — Após cinco semanas consecutivas de alta, a bolsa de valores encerrou a última semana com queda de 1,63% aos 64.953 pontos. Nos Estados Unidos, o movimento foi de leve valorização, impulsionado pela geração de empregos acima do esperado. Dentro dos destaques internacionais estão as novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã, levando a novas altas no mercado de petróleo. O Dólar encerrou a semana com queda de 0,57%, cotado a 3,123.

Os destaques positivos no mercado de ações foram MRV e BR Malls, que apresentaram alta de 8,90% e 7,68% respectivamente. Os destaques negativos foram as ações da Fibria e Suzano, que apresentaram quedas de 13,61% e 7,65%, ambas influenciadas pela cotação do dólar mais baixa.

O mercado de juros continuou o movimento de queda das taxas futuras nos vencimentos mais longos, com os investidores reagindo à rumores de uma possível mudança na meta de inflação. Os destaques da semana foram: Janeiro de 2018 com queda de 11,5 pontos; Janeiro de 2019 com queda de 16 pontos; Janeiro de 2023 com queda de 17 pontos e Janeiro de 2025 com queda de 18 pontos.

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