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24/01/2017 - 07:42

Benedicto Ismael Camargo Dutra —Mudanças de paradigmas

Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola — o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”; “2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra — em busca da verdade e da felicidade”. E-mail: [email protected]; Twitter: @bidutra7

Há vários instrumentos utilizados para manter os seres humanos de cabeça baixa, sem incentivos para aproveitarem todo o seu potencial. Religião, escolas, artes, têm sido largamente empregadas há séculos, gerando desigualdades, mas há uma questão pouco comentada: a da indolência individual ou induzida para manter dóceis as massas e que predispõe os indivíduos a ficarem acomodados e a não desenvolverem o necessário esforço para o seu aprimoramento e, com isso, deixam de colocar em movimento as suas capacitações de examinar e elucidar o significado da vida, pois todos nós a recebemos por igual. Acima de qualquer lei e normas, pairam as leis do Criador que devem ser reconhecidas e observadas em tudo para que possa haver a paz e o progresso real.

Estamos continuamente desvalorizando a vida e seu significado com ideias estapafúrdias. Estamos alimentando pensamentos negativos. O descontentamento e a insatisfação têm sido cultivados de todas as formas, por meio dos telejornais, filmes e novelas mostrando a triste imagem do atraso do Brasil e da humanidade como um todo. Desconhecemos a liderança positiva, as críticas são lançadas impiedosamente abrindo feridas e destruição. Diz a tradição que antigamente os senhores proprietários de terras não davam aos colonos um desjejum nutritivo para mantê-los enfraquecidos. Agora não estamos nutrindo as mentes com esperança e alegria de viver.

O importante é não nos deixarmos abater por situações que deixaram marcas. A vida continua e novos eventos agradáveis devem ser cultivados para anular o que ficou para trás. Devemos nos preparar com rigor e disciplina diante do mundo de aspereza que nos rodeia, fortalecendo-nos diante de situações complexas, mantendo o bom convívio social, e assim ganhando força e habilidades para a defesa e para enfrentar as adversidades e pessoas hostis. A ideia é evitar atrair formas de medo altamente danosas e inquietantes.

São tantos os descuidos e desconhecimento de nós mesmos, que os problemas acabam surgindo de forma inesperada. Daí a importância de reservar um tempo para nos libertar das questões materiais, de só olhar para coisas pequenas; temos de tentar elevar o olhar para tudo o que for nobre. A humildade espiritual capacita o ser humano a ampliar o seu saber sobre a vida. Na aspereza dominante é muito gratificante encontrar pessoas que deixam que sua alma se manifeste dizendo palavras amigas.

Hoje estamos enfrentando a congestão de tudo, de pessoas, carros, informações, problemas, e ao lado dela, o apagão mental, a falta de bom senso e iniciativa. Educar para o século 21 exige foco na melhora da qualidade humana, mostrando o que é importante na vida, encarando os problemas reais de frente, buscando as soluções com o conhecimento adquirido. Focar permanentemente nas deficiências ou ficar criticando as fraquezas das pessoas provoca o rebaixamento geral e motivacional. No sentido oposto, enaltecer e elogiar as coisas boas cria um ambiente mais favorável ao entendimento e ao aprimoramento. Isso é muito importante e deveria ser levado a sério por todos nós, pelas TVs e filmes que muitas vezes mantêm o foco no negativo, no que acontece de ruim, no que há de pior no ser humano, predispondo os espectadores ao pessimismo, descontentamento, desânimo, falta de coragem e visão para dar a volta por cima. Temos de fugir da crescente robotização paralisante que sufoca as individualidades e contribui para formar uma geração apática e sem a imprescindível força de vontade voltada para o beneficiamento e embelezamento geral das condições de vida.

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