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02/12/2016 - 07:41

Lojistas esperam aumento de 1% nas vendas no Natal, aponta CDLRio

A pouco menos de um mês para o Natal — a maior data comemorativa para o comércio, responsável por um terço do faturamento anual do setor —, os lojistas estão pouco otimistas. Pesquisa do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que ouviu 750 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro para conhecer a expectativa para o Natal, mostra que 60% dos entrevistados estimam crescimento de 1% nas vendas este ano.

A pesquisa mostra também que apesar das dificuldades que o país atravessa, especialmente a crise do Estado do Rio de Janeiro que inibe as compras, os lojistas estão fazendo a sua parte e preparados para atender a demanda. Para estimular os consumidores estão fazendo promoções, descontos, planos de pagamentos facilitados, kits promocionais, liquidações, brindes, sorteios e também lançaram novos produtos e aumentaram a variedade de mercadorias. Eles acreditam que os presentes mais vendidos no Natal serão brinquedos, roupas, calçados, lembrancinhas, bolsas, acessórios e bijuterias.

Os lojistas estimam também que o preço médio dos presentes por pessoa deve ser de R$ 100,00 e que os clientes deverão utilizar o cartão de crédito como forma de pagamento, seguido do cheque pré-datado, cartão à vista, dinheiro e a prazo. Para aumentar as vendas 68% dos entrevistados disseram que pretendem abrir as lojas aos domingos no mês de dezembro e estender o horário de atendimento.

De acordo com o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, o moderado otimismo dos lojistas com o Natal é um reflexo do fraco desempenho das vendas em todas as datas comemorativas que o antecederam, que infelizmente não atingiu a expectativa de crescimento estimada pelo comércio.

“O desemprego, os juros altos e a inflação inibem o consumidor. E quando a economia vai mal afeta o clima de otimismo e inviabiliza as compras. É o ambiente econômico quem dita o comportamento do consumidor. É a economia em desenvolvimento harmonioso que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não se conhece fórmula diferente”, diz Aldo.

Ainda segundo o presidente do CDLRio, por mais otimista que o comerciante possa ser — e ele é um otimista por natureza - não pode deixar de reconhecer que o momento que vivemos é de preocupação. “Há sinais de desconforto além do comum. Há inquietação entre empresários de pequeno porte e de porte nem tão pequeno. Há portas se fechando em ruas de forte tradição comercial. Há muito não por fazer, mas por voltar a fazer. O fato é que este clima de desconforto e de incertezas atinge fortemente a todos os setores de atividade, especialmente o comércio”, conclui Aldo.

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