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29/04/2016 - 06:56

Presidente da CNseg destaca resiliência do mercado e aposta na comunicação e educação em seguros

Marcio Coriolano foi homenageado em almoço oferecido pelo CVG-RJ no restaurante Cais do Oriente, no Centro do Rio.

No evento realizado no dia 25 de abril(segunda-feira), o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, recebeu do presidente do CVG-RJ, Marcello Hollanda, e do primeiro presidente da entidade, Minas Mardirossian, o título de sócio honorário do CVG-RJ. Além dele, outros dois importantes representantes de entidades receberam o mesmo título: Roberto Santos, presidente do Sindseg-RJ/ES, e Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros.

Ao abrir a programação, o presidente do CVG-RJ, Marcello Hollanda, destacou que “a palestra do líder da CNseg, Marcio Coriolano, ‘O atual cenário e as perspectivas do mercado de seguros’, faz parte das atividades comemorativas dos 50 anos do Clube, além de ser uma oportunidade única de incorporar os conhecimentos e a experiência de um profissional do porte de Coriolano”.

Em sua palestra, o líder da CNseg apontou uma característica fundamental que permitiu ao setor continuar crescendo apesar da crise econômica: sua solvência equiparada ao de países de primeiro mundo. “Embora digam que o Brasil ainda está ingressando no nível de solvência II, o nível I já basta para dar o conforto que as famílias e empresas merecem, e isso já é uma grande garantia”, disse. Para se ter uma ideia, enquanto os seguros cresceram 11,8% em 2015, o setor industrial recuou 8,3%, a produção de bens de consumo duráveis caiu 18,7% e a de veículos novos, 22,8%.

O executivo, que é economista, explicou que o mercado segurador é pró-cíclico, estando intrinsicamente vinculado à conjuntura econômica em que está inserido. “Nossa atividade é movida pela renda da população, pelas grandes empresas e pelo emprego. A política econômica dos últimos 15 anos desconcentrou a atividade econômica e a renda, elevando o salário médio, e muitos consumidores passaram a comprar seguros. Além disso, dos 45 milhões de pessoas cobertas por planos de saúde, 76% são de empresas que contrataram o seguro para seus funcionários”, informou.

De acordo com o presidente da CNseg, entretanto, há um pequeno “delay” entre o ciclo econômico e o de seguros, o que permitiu que os efeitos da instabilidade só começassem a ser sentidos em 2015. “A crise econômica do ano passado foi uma enorme janela de oportunidades, e as pequenas e médias empresas foram as que mais cresceram. Os 37 bilhões a mais em prêmios em relação a 2014 foram sustentados, principalmente, pela saúde suplementar e pela previdência, mas outros segmentos também mantiveram sua arrecadação”, esclarece, e completa: “outro fato interessante é que as provisões técnicas cresceram mais que os prêmios, aumentando 12,3%, o que nos comprova, mais uma vez, a resiliência do setor”.

Traduzindo o mercado em números, o executivo lembrou que atuam hoje 115 seguradoras, 128 resseguradoras cadastradas, 1.173 operadoras de saúde suplementar, 17 sociedades de capitalização, 23 EAPC, 60.077 corretores pessoa física e 33.542 corretores pessoa jurídica, 26 corretoras de resseguro, num total de 203 mil empregos gerados. Sobre os corretores de seguros, ele frisou a importância de sua consultoria em um momento em que o consumidor está fragilizado financeiramente e precisa, mais do que nunca, escolher o produto mais adequado ao seu perfil.

Nova jornada —Coriolano finalizou sua palestra afirmando que, nos próximos anos, o mercado deverá trabalhar com cinco requisitos para uma nova jornada: a estabilidade regulatória, a regulação contra cíclica, a redução dos custos de observância, a ampliação dos canais de acesso ao consumidor e o aperfeiçoamento da comunicação com foco na educação em seguros. Entre esses aspectos, o último ganhou destaque: “A expressão educação financeira é vaga demais para o nosso setor. O cliente não precisa aprender apenas a fazer cálculos ou abrir uma conta em banco; ele precisa saber o que é mutualismo, por exemplo, e outros fundamentos básicos que não são do conhecimento de todos”, orientou.

Participação—Coube ao primeiro presidente do CVG-RJ, Minas Mardirossian, fazer a saudação ao homenageado, enaltecendo as suas qualidades pessoais e profissionais. Segundo o consultor, trata-se de “um gentleman, que, ao longo das nossas atividades em seguradoras concorrentes, jamais feriu regras éticas ou de trabalho”. A apresentação do convidado e da cerimônia, que reuniu vários líderes do mercado, ficou sob a responsabilidade do vice-presidente, Carlos Ivo, e do diretor social, Isaque Farizel. Estiveram presentes também os presidentes do CVG-PR, David Novloski; do CVG-ES, Antonio Santa Catarina e do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello. | Vania Absalão/VTN.

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