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24/03/2016 - 07:31

Fusões e aquisições nas Américas em 2015 e previsões para 2016

Mega transações envolvendo organizações como Pfizer, Time Warner Cable e Kraft dominaram as manchetes em 2015, elevando em 30%, para US$ 4,28 trilhões, o valor global das fusões e aquisições no período, segundo o relatório anual elaborado pela Mergermarket [www.mergermarket.com] em colaboração com a Merrill Corporation.

Foi um ano especialmente forte para a realização de negócios nos Estados Unidos, com crescimento de 40% do valor geral das transações e uma alta recorde próxima de US$ 2 trilhões. As avaliações (valuations) nos setores saltaram globalmente — os compradores pagaram 24,3 x Ebitda por aquisições de tecnologia e 18,8 x Ebitda por empresas farmacêuticas, médicas e de biotecnia — acompanhando o aumento da disputa por associações.

Ainda assim, o mercado de ações cambaleou mundialmente no início de 2016, gerando cautela entre os negociadores. O índice S&P 500 caiu 8,5% em janeiro antes de se recuperar, e nem uma única empresa fez IPO neste mês, o primeiro sem uma oferta dos Estados Unidos desde setembro de 2011. O preço do petróleo se manteve em torno de US$ 30 e os preços de outras commodities continuaram deflacionados, contribuindo para a turbulência que assolou as indústrias de energia e mineração nas Américas, em especial no Canadá e no Brasil.

Tendências regionais —A queda de valores de commodities está sendo um golpe especialmente duro para empresas no Canadá, no sul dos Estados Unidos e na América Latina. É provável que os adquirentes voltem a atenção para ativos baratos em 2016, principalmente em razão da fragilidade do dólar canadense e das moedas latino-americanas. No Brasil, a instabilidade do governo e a crise econômica prolongada estão pesando muito nas avaliações e criando um mercado para compradores audaciosos. A atividade deverá ser mais concentrada em empresas do middle market, que podem ficar mais vulneráveis em tempos de estresse econômico. Educação e saúde são setores que merecem ser observados.

Brasil —A ininterrupta redução do crédito, aliada a uma taxa de juros de dois dígitos e a uma taxa de inflação que provavelmente ficará dois pontos percentuais acima da meta ao final de 2016, deverá encorajar empresas locais a ir em busca de investimentos acionários como forma de levantar capital, disse Damiani, da JK Capital. Empresas do middle market, que normalmente ficam mais expostas em tempos econômicos difíceis, provavelmente vão intensificar as atividades de fusões e aquisições em 2016, acrescentou Damiani.

Os setores de saúde e educação deverão registrar um bom fluxo de negócios de fusões e aquisições à medida que as tendências sociais e demográficas do país continuem a fomentar seu crescimento, concluiu Damiani.

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