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29/01/2016 - 07:51

Folia e salto alto: combine os dois, sem prejudicar a sua coluna

Nem muito alto, nem muito baixo, saiba qual o melhor tipo de sapato para usar na ocasião.

Ele está chegando. A maioria adora. Tem quem diga que o ano no Brasil só começa depois que ele passa: o Carnaval. Só de ouvir falar, tem gente que já sai sambando. As mulheres aproveitam a data para fazer aquela produção e subir no salto, sem hora para acabar. Mas, é bom ficar de olho, pois subir no salto pode, literalmente, fazer mal para a saúde da coluna. “É muito comum recebermos mulheres com dores nas costas, após uma festa na qual usaram saltos altos”, afirma o ortopedista Pil Sun Choi, coordenador do Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital São. José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A dor ocorre por que esse tipo de sapato desloca o centro de gravidade do corpo para frente, causando um desequilíbrio. Essa desproporção sobrecarrega as estruturas das vértebras causando uma curvatura excessiva da coluna para dentro, o que os médicos chamam de lordose lombar. Por isso, vale prestar atenção nas dicas abaixo. Para que o Carnaval deixe só lembranças boas e não uma nova doença.

O tamanho do salto — O ortopedista explica que o salto ideal para o dia a dia, que prejudica menos à coluna, deve ter entre três e cinco centímetros. “Saltos maiores devem ser reservados aos eventos e, mesmo assim, a mulher deve estar preparada para ter dores nas costas e nos pés”, diz.

Os tipos de saltos — vantagens e desvantagens: Salto Agulha —Esse tipo de calçado é menos confortável, porém, podem ser usados por mulheres que já estão acostumadas e não têm problemas em se equilibrar nesse tipo de salto.

Salto Bico Fino —Esse salto favorece a formação de joanete, espécie de calo que se forma no dedão do pé. No entanto, pode ser usado, com moderação.

Salto Quadrado —Por ser mais confortável e dar estabilidade, esse tipo de salto é menos prejudicial do que os citados acima.

Anabela —Caso o calçado tenha 10 centímetros de salto, ele pode provocar dor na planta do pé. Isso acontecer por que, nesse caso, 90% do peso do corpo são transferidos para a parte anterior do pé, causando um desequilíbrio.

Sapatos Sem Salto —Não há problema em usar, de vez em quando, mas esse tipo de calçado também pode fazer mal. A falta de apoio pode gerar lesões por sobrecarregar outras partes do corpo.

Plataforma —Esse é o salto alto mais recomendado pelos médicos, justamente pela estabilidade que ele dá a coluna. No entanto, vale ressaltar: a diferença ente a parte anterior e posterior do calçado não deve ultrapassar quatro centímetros.

Vai ficar muito tempo em pé? O médico recomenda, nessa situação, alternar o apoio dos pés, isto é, manter um pé esticado e outro ligeiramente dobrado, ora no pé direito e ora no esquerdo. Esse hábito irá retificar a lordose lombar e diminuir a sobrecarga nas estruturas da coluna.

Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital S. José da Beneficência Portuguesa (GCCMI) —Liderado pelo médico ortopedista Dr. Pil Sun Choi, o Grupo é referência nacional e internacional em cirurgia e técnicas minimamente invasivas e promove pesquisa e educação médica continuada de especialistas em coluna vertebral. O Grupo atua no Hospital São José da Beneficência Portuguesa e é composto pelos médicos Pil Sun Choi, Wilson Dratcu, Marcelo Perocco, David Del Curto e Pedro Pierro, Atuzi Mizi Junior e Luiz Meirelles.

Evento Científico do Grupo de Coluna do Hospital São José da Beneficência Portuguesade São Paulo: entre 28 e 30 de julho de 2016, acontecerá o V Cominco – Congresso Brasileiro de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas de Coluna -— no WTC Convention Center, em São Paulo. O evento será precedido de um Simpósio, no auditório do Hospital São José.

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