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17/10/2015 - 07:57

América Sem Fronteira: América Latina deve ampliar o foco em serviços

E não apenas na indústria e na agricultura.

O secretário de desenvolvimento econômico de Porto Rico, Alberto Bacó Bengué, convocou os países da América Latina a utilizarem o país como plataforma de facilitação da cadeia de valor de serviços. A convocação foi feita no Fórum de Cadeias de Valor Agregado em Serviços, promovido na 26ª Conferência Anual do Conselho Empresarial da América Latina (CEAL), que está sendo realizada até o dia 16 de outubro(sexta-feira), no Rio de Janeiro. O evento, cujo tema central é “América Sem Fronteiras”, prossegue nesta sexta e reúne cerca de 200 lideranças políticas e empresariais, além de líderes setoriais de todo o continente para debater os principais problemas socioeconômicos da região.

Segundo o secretário, Porto Rico tem obtido resultados expressivo com sua nova política econômica, informando que o desemprego caiu de 16,5% para 11,6%, o nível mais baixo desde 2008. Os gastos públicos têm se reduzido e a arrecadação aumentado, devendo fechar o ano com US$ 35 bilhões. “Não vejo crises, vejo oportunidades de desenvolvimento econômico. Há alguns pontos necessários para promover a transformação de Porto Rico. O primeiro é a mudança do sistema tributário de um imposto sobre vendas por outro de valor agregado que poderá ser aprovada em breve. Mas Porto Rico oferece uma série de benefícios, que se aplicam tanto à exportação de serviços quanto a distribuição de produtos. A Lei 20 permite que companhias dedicadas ao comércio internacional, as trade companies, utilizem Porto Rico para a revenda de produtos a partir do país incluindo os EUA, com tarifa de imposto de 4% sem estar sujeito ao pagamento de impostos no país de destino”, elencou Bengué.

Após a apresentação de Porto Rico, lideranças empresariais do Brasil, Paraguai, Porto Rico e Chile, discutiram os desafios para tornar mais eficiente a cadeia de valor de serviços da região. Marco Stefanini, presidente da consultoria de tecnologia da informação Stefanini, que tem operações globais em 34 países, defendeu que a sociedade, os governos e as entidades empresariais passem a ter uma mentalidade voltada para serviços e não apenas para a indústria e o agronegócio.

Oscar Scavone, da Lab Eticos do Paraguai, afirmou que embora o país não tenha saída para o mar, tem uma posição estratégica entre o Atlântico e o Pacífico. Mas ele defendeu o correto funcionamento do Mercosul, que, na sua avaliação, foi desvirtuado de seu principal projeto de ser uma área de livre trânsito de pessoas e mercadorias. Para ele é necessária também uma integração com a Aliança do Pacífico e com a União Europeia.

Mario Pavon, representante da consultoria de TI Sonda, disse que, para crescer, a empresa teve de voltar-se para a internacionalização e hoje opera em dez países da América Latina. O crescimento se deu de forma orgânica e também via aquisições, como ocorreu no Brasil. Hoje 40% do faturamento da empresa vem do Brasil.

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