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29/09/2015 - 08:26

Principal premiação em patrimônio cultural anuncia vencedores

Iphan divulga ações contempladas pelo Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Nos dias 28 e 29 de julho, em Brasília, acadêmicos, gestores e representantes de instituições da sociedade civil estiveram presentes em Brasília, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para compor a Comissão Nacional que avaliou e votou os projetos vencedores da 28ª edição Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Este ano, com aumento no número de premiados foram contempladas oito ações dos estados do Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e do Distrito Federal, divididas em duas categorias: . Categoria I —Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro:

1. Documentário Remeiros do São Francisco (MG) - remonta a trajetória dos remeiros que do século 18 até a década de 1950 riscaram as águas do Rio São Francisco.

2. Ilé Omiojúàrò: Patrimônio Cultural (RJ) — promove ações de preservação da comunidade tradicional de terreiro Ilé Omiojúàrò.

3. Preservação da Tradição e da Cultura do Centro Oeste Goiano através da trilogia de Bariani Ortêncio (GO) - trilogia literária resgata costumes, culinária, saberes tradicionais e referências culturais do Centro-Oeste.

4. Levantamento das casas enxaimel de Blumenau (SC) - ressalta a antiga técnica de construção enxaimel.

Categoria II—Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades:

1. Grupo Uirapuru— Orquestra de Barro (CE) - uma orquestra feita com instrumentos de barro transforma a vida de jovens em comunidade cearense.

2. Re(vi)vendo Êxodos (DF) - programa mistura educação patrimonial e a pesquisa de referências culturais.

3. Do Buraco ao Mundo: Segredos, rituais e patrimônio de um quilombo-indígena (PE) — os costumes de um quilombo indígena são reconfigurados por jovens moradores que misturam tradição e novas linguagens visuais.

4. Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros (GO) - evento que reúne grupos culturais diversos no centro do Brasil.

O anúncio ocorreu no dia 29 de julho. Durante os dois dias de debates, a Comissão Nacional avaliou 57 projetos, selecionados primeiramente nas comissões de avaliação formadas nas superintendências do Iphan nos estados. Cada uma das ações teve o parecer de dois jurados, como forma de contrapor visões e estimular um debate sobre a relevância de cada iniciativa para a gestão compartilhada, proteção, preservação ou salvaguarda do patrimônio cultural brasileira.

O presidente da Comissão Nacional, Luiz Phillipe Torelly, observa que o Prêmio Rodrigo é "o Brasil que não se vê na TV". Nesta fala, ressalta que a premiação, que já ocorre há 28 anos, mostra a diversidade das expressões brasileiras e o empoderamento da sociedade na atribuição de valor ao seu patrimônio.

A jurada Mônica Noleto, representante da Unesco, disse que participar da premiação "foi uma experiência rica. Fiquei impressionada com a qualidade e diversidade dos projetos. Foi uma ótima oportunidade para conhecer melhor a diversidade cultural do país". Já Briane Bicca, que participa da premiação há alguns anos, relatou que cada vez mais a premiação caminha para uma política cultural democrática, com notável apropriação da sociedade civil do conceito ampliado de patrimônio.

Cada um dos vencedores receberá o valor de R$ 30 mil, além de certificado e placa de premiação. O valor é uma forma de reconhecer as iniciativas que fazem o patrimônio ter sustentabilidade não só na esfera institucional, mas, sobretudo, nas esferas da vida, na qual se dá a prática social. A cerimônia de premiação ocorre no dia 27 de outubro, em Brasília, no Clube do Choro. Os representantes de cada ação, além de serem homenageados, participarão das mesas redondas para debater as temáticas dos projetos apresentados, além de temas como política cultural, gestão e outros.

Continua lindo —O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade - 28ª Edição presta homenagem à cidade do Rio de Janeiro, com a temática Rio 450 anos — Patrimônio Mundial Paisagem Cultural Urbana. A titulação de patrimônio mundial, concedida pela Unesco, nesta categoria, foi concedida em 2012 e, a partir de ações integradas, passou a preservar os seguintes locais: Pão de Açúcar, Corcovado, Floresta da Tijuca, Aterro do Flamengo, Jardim Botânico, praia de Copacabana, entrada da Baía de Guanabara, o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana, o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais, conforme a Convenção de 1972 que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se à áreas rurais, aos sistemas agrícolas tradicionais, à jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. O reconhecimento do Rio de Janeiro culminou em uma nova visão e abordagem sobre os bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.

Rodrigo Melo Franco de Andrade —O Prêmio que chega a 28ª edição foi criado pelo Iphan, no ano de 1987, em homenagem ao primeiro presidente do Instituto. O objetivo é reconhecer iniciativas, desenvolvidas por pessoas e instituições públicas ou privadas que mantém vivo o patrimônio e suas mais diversas formas de expressão.

Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898, em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil, advogado, escritor e, na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o Iphan desde sua fundação, em 1937, até 1967

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