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29/09/2015 - 07:58

Logística no setor químico—um potencial pouco explorado em uma indústria de € 3 trilhões

700 milhões de toneladas de carga anuais precisam de logística e gestão da cadeia de abastecimento. Nova pesquisa da DHL revela que incluir a logística como pauta de discussão do Conselho de Administração das empresas aumenta vantagens competitivas e reduz custos. Identificadas cinco importantes medidas capazes de fazer da logística uma ferramenta de gestão estratégica.

São Paulo—Empresas líderes da indústria química poderiam aumentar significativamente sua vantagem competitiva se focassem na melhoria das suas operações logísticas, a exemplo de outros setores globais, revela nova pesquisa realizada para a DHL, a empresa líder mundial em logística. O artigo técnico da DHL “Supply chain in the boardroom —5 levers to boost a chemical company’s bottom line”, destaca oportunidades para aumentar o desempenho e superar desafios como a comoditização com a inclusão da logística nas pautas das reuniões de diretoria de companhias do setor químico. De acordo com o relatório, as cinco medidas que podem ajudar as empresas do setor químico a melhorar seu desempenho e aumentar sua competitividade são otimização dos custos de logística, liberação de capital para uma melhor gestão de estoques, investimentos inteligentes em recursos de logística, mais foco nos processos de proteção e segurança de ponta a ponta e serviços diferenciados de logística.

“Na indústria química, espera-se que operações de logística funcionem de modo regular e confiável, de forma que, em geral, os executivos sênior só voltam a atenção para elas quando algo dá errado. Raramente eles veem a logística como uma oportunidade”, comenta Michael O’Hara, diretor Global do Setor de Produtos Químicos da DHL Global Forwarding. “A logística e a gestão da cadeia de abastecimento deveriam ser elementos chave de uma fórmula de sucesso para empresas globais da indústria química que atuam no complexo mercado interligado atual, no qual se observa uma rápida comoditização dos produtos. A pesquisa identificou cinco medidas que, se estrategicamente aplicadas pela diretoria, podem recuperar a vantagem competitiva, aumentar a liquidez e transformar em benefícios os custos associados a abordagens padronizadas de proteção e segurança – o que agrega valor às empresas e atrai novos clientes”.

A indústria química brasileira vive situação muito semelhante, acentuada pelo atual contexto econômico. O diretor de Marketing e Vendas da DHL Global Forwarding Brasil, Eduardo Rodrigues, explica que “de fato, a logística no mercado químico ainda é vista como algo meramente operacional, ou seja, uma commodity. No entanto, a necessidade de se ganhar eficiência e inovar frente a um mercado desaquecido no Brasil tem aberto mais os olhos dos gestores da indústria química. Para se obter um ganho real não basta apenas se olhar o frete, mas sim toda a cadeia”. A DHL tem notado também uma crescente demanda por maior agilidade nas entregas, especialmente na exportação. “Esse é um sinal de que a indústria química está amadurecendo sua operação logística, focando não apenas no custo, mas na efici ência da entrega e também no respeito a questões ambientais”, ressalta.

Com vendas globais de 3 trilhões de euros, a indústria química é um dos maiores e mais importantes setores do mundo, gerando volumes de comércio internacional acima dos 700 milhões de toneladas de carga anuais. O setor é extremamente diversificado e enfrenta diversos desafios em suas complexas cadeias de abastecimento, da variedade dos produtos a crescentes problemas de segurança, passando por requisitos de transporte e armazenamento altamente especializados. Com o atual processo de globalização da base de clientes e fornecedores, os produtos químicos vêm rapidamente se tornando commodities. Consequentemente, é cada vez mais difícil encontrar vantagens competitivas.

Para enfrentar esses desafios, o relatório chama a atenção da alta administração para a urgência em mudar sua percepção e passar a ver a logística como uma vantagem estratégica, em vez de um mero serviço de transporte e entregas. Os autores do relatório – o Prof. Dr. Thomas Krupp (Universidade de Ciências Aplacadas de Colônia, na Alemanha), o Prof. Dr. Carsten Suntrop, (CMC² GmbH/Universidade Europeia de Ciências Aplicadas) e Uwe Veres-Homm (Centro Fraunhofer de Pesquisa Aplicada em Serviços de Cadeias de Abastecimento SCS) – concluíram que a abordagem holística de ponta a ponta da logística pode proporcionar maior valor logístico mediante a otimização de custos, aumento de liquidez na cadeia de abastecimento, investimentos inteligentes em ativos de logística, segurança padronizada ao longo de toda a cadeia de abastecimento e serviços de logística diferenciados.

“Os conselhos de administração das empresas do setor químico geralmente não enxergam as cadeias de abastecimento nem a logística como oportunidades de negócio”, afirma o Prof. Dr. Thomas Krupp. As cinco medidas que abordamos oferecem a executivos ideias e recomendações sobre como capacitar suas empresas a melhorar seu desempenho e ganhar mais competitividade”.

Custos, segurança e soluções personalizadas – medidas para uma cadeia de abastecimento de alta categoria No relatório, os professores Krupp e Suntrop indicam para empresas do setor químico cinco medidas para utilizar a logística estrategicamente, descrevendo como aplicá-las. A primeira representa um novo olhar sobre a otimização de custos logísticos, mediante a adoção de uma abordagem do “custo total de propriedade” — o que significa criar uma análise de ponta a ponta dos custos da cadeia de abastecimento e integrar a gestão de logística e da cadeia de abastecimento nas tomadas de decisão. A segunda medida consiste em liberar capital para proporcionar uma melhor gestão do balanço patrimonial, otimizando a utilização de soluções just-in-time e reduzindo estoques. Empresas inovadoras veem a logística como uma das batalhas do futuro nas quais perder não é uma opção.

A terceira medida corresponde ao investimento inteligente nos recursos logísticos de maior valor – sejam eles próprios ou de provedores de serviço—e à adoção de abordagens colaborativas para obter o melhor retorno sobre o capital empregado. A quarta medida se concentra na proteção e segurança – a prioridade número 1 para empresas de produtos químicos. Abordagens proativas na padronização da segurança ao longo de cadeias de fornecimento internacionais podem ser um diferencial rentável no longo prazo. “A diretoria que se compromete a desenvolver e implementar uma estratégia abrangente de segurança da gestão da cadeia de abastecimento cria um diferencial competitivo para sua empresa”, sublinha o relatório. A quinta medida direciona-se à escolha dos serviços de logística cer tos para produtos e unidades de negócios específicos. Cadeias de abastecimento e serviços diferenciados, concebidos especialmente para atender às necessidades do cliente, são capazes de criar vantagens competitivas em uma indústria na qual moléculas-padrão são basicamente as mesmas, não importa em que região nem por que empresa são produzidas. O relatório sugere que a logística como um diferencial de serviço é uma vantagem competitiva da qual as empresas da indústria química deveriam tirar proveito.

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