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08/04/2015 - 08:37

Brado inova na operação ferroviária na Norte-Sul com vagão double stack e contêiner de 50’

Com previsão de início de operações no primeiro trimestre de 2016, trajeto ferroviário que ligará Imperatriz/MA a Anápolis/GO será a operação com maior extensão da Brado.

Ligar a Zona Franca de Manaus ao maior centro consumidor do país faz parte dos planos de atuação da Brado na ferrovia Norte-Sul. Levar produtos de consumo e insumos para a produção industrial, ambos não produzidos no norte, completam o desenho da operação, prevista para iniciar nos três primeiros meses do ano que vem. A operação logística será possível com a habilitação como OFI – Operador Intermodal Ferroviário – requerida pela Brado junto à ANTT, que deve ser recebida nos próximos dias, permitindo que a Brado opere em malhas ferroviárias que não estão sob sua concessão.

“Há muito potencial na Norte-Sul e ficamos gratos em conseguir realizar este projeto. Queremos ser o primeiro operador intermodal ferroviário a atuar no modelo de concessão horizontal no Brasil”, afirma Alan Fuchs, presidente da Brado. “Não é fácil ser pioneiro, mas estamos – junto com as próprias concessionárias – criando um modelo que seja capaz de funcionar operacionalmente para o transporte de carga geral”.

Neste modelo proposto pelo Governo, a ferrovia Norte-Sul deixa de ser explorada no modelo tradicional e inicia no modelo open access, quando - mediante regulamentação - todos os operadores podem circular pelas linhas dos demais operadores. Nesta operação a Brado vai transportar contêineres por 1600km na malha ferroviária, que liga Imperatriz/MA até Anápolis/GO, com parte sob concessão da VLI e outro trecho pela Valec. Uma nova extensão ainda será construída pela Valec, até 2016, e somará aproximadamente 700km ao corredor, chegando até Estrela do Oeste (SP).

Já experiente no transporte intermodal, a Brado fará a operação de Manaus até São Paulo usando três modais: o fluvial, com barcaças da Zona Franca até Belém/PA; o rodoviário, de Belém ao terminal intermodal rodoferroviário da Brado em Imperatriz/MA; e o ferroviário, até o porto seco de Anápolis/GO. Depois, as cargas seguem de caminhão, novamente, até a distribuição em São Paulo.

Para a operação na ferrovia Norte-Sul, a Brado fará um investimento da ordem de R$ 150 milhões, distribuídos na construção de um novo terminal em Imperatriz (MA) e na aquisição de vagões, contêineres e carretas. O diferencial destes ativos é que pela primeira vez a operadora vai utilizar vagões Double Stack e Contêineres de 50’. É um formato diferenciado do transporte internacional, que permite alocar mais carga, equivalente a uma carreta, ou 28 paletes, e será usado no transporte de cargas no mercado interno. “Queremos operar com alto nível de serviço, muita eficiência e racionalidade operacional”, sinaliza Alan.

Para a fase inicial, em 2016, o plano é movimentar 14 mil contêineres na Norte-Sul, com duas frequências por semana - dois pares semanais de trens - de Imperatriz a Anápolis e o mesmo outro sentido. A previsão para 2018 é conquistar aproximadamente 25% do mercado de transporte de cargas, com 37 mil contêineres/ano neste trecho.

Hoje, o transporte de mercadorias entre o norte do país e a principal região consumidora, São Paulo, é intenso e tem como opções: a cabotagem, atrativa pelo baixo custo, porém inviável para algumas cargas por levar de 30 a 35 dias em trânsito; e o transporte rodoviário, que resume o trajeto em 13 a 15 dias, mas tem alto custo logístico. A ferrovia apresenta uma alternativa intermediária, com redução de custo frente ao rodoviário e transit-time de 18 a 20 dias. “Nosso projeto na Norte-Sul visa melhorar o acesso e desenvolvimento de regiões muito carentes de logística, tanto para o comércio, como para a produção industrial”, conclui o presidente.

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