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02/07/2014 - 07:32

Arco Metropolitano atrai novos empreendimentos para o Estado


A inauguração do Arco Metropolitano aconteceu no dia 1º de julho (terça-feira), mas os investimentos para os municípios impactados pela obra já vem sendo atraídos há alguns anos. De acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento, somente nas cidades diretamente beneficiadas na primeira fase da obra – Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Nova Iguaçu, Queimados e Seropédica (RJ) – foram identificados, desde 2007, investimentos em torno de R$ 12 bilhões e que geram cerca de 18 mil empregos. Para expandir as áreas disponíveis para instalação de novas indústrias, com facilidades logísticas e de infraestrutura, a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) está estudando a viabilidade de áreas para novos distritos industriais que chegam a 58 quilômetros quadrados.

“É evidente que o Arco Metropolitano traz vantagens logísticas espetaculares para o Rio de Janeiro. E os benefícios dessa grande obra estão contribuindo diretamente para a atração de investimentos muito importantes para o desenvolvimento dessa região”, avalia o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno.

A primeira fase inaugurada tem 71,2 quilômetros, entre Itaguaí e Duque de Caxias. Em toda sua extensão, a via chegará até Itaboraí, num percurso total de 145 quilômetros. Esse novo corredor viário será fundamental para desafogar o tráfego na Região Metropolitana do Rio, facilitar o acesso das cargas ao porto e, ainda, reduzir o tempo de movimentação e custo com transporte de produtos no Estado. Além disso, metade do trajeto está situado em áreas com baixa densidade demográfica, o que viabilizará a utilização de grandes áreas livres para novos empreendimentos.

“Um dos principais problemas da economia brasileira hoje é a falta de infraestrutura e essa obra resolve essa questão, ligando porto, ferrovia e rodovia. O Arco Metropolitano é a nova fronteira de desenvolvimento do Brasil”, diz Bueno.

De olho nessa oportunidade, a Codin, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento, está estudando áreas para instalar novos distritos industriais. Com o apoio das administrações municipais, a Codin já recebeu a indicação de 58 quilômetros quadrados ao longo do Arco e vai fazer uma avaliação técnica que apontará quais áreas poderão receber empreendimentos no curto, médio e longo prazo.

Os principais municípios impactados pelo Arco Metropolitano foram divididos em três áreas. A primeira dessas áreas reúne Itaguaí, Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica. Considerando apenas as empresas que se beneficiaram da Lei 5.636 – a chamada Lei Cabral, que estendeu os benefícios de redução do ICMS de 19% para 2% para alguns municípios da região Metropolitana –, já são 2 mil empregos gerados, com R$ 280 milhões em investimentos anunciados para os municípios enquadrados (Japeri, Paracambi e Queimados), sem considerar investimentos ainda não enquadrados na Lei ou aqueles que ficam de fora deste benefício.

Já Itaguaí é considerado o principal foco dos grandes investimentos por causa do porto instalado no município. Entre os projetos já anunciados para a cidade, destaca-se a construção do estaleiro da Marinha, com aporte de R$ 5 bilhões.

De acordo com dados da Firjan, o primeiro trecho da rodovia, que liga o Porto de Itaguaí a Duque de Caxias, deverá elevar o Produto Interno Bruto (PIB) fluminense em R$ 1,8 bilhão, apenas considerando o ganho de produtividade em transporte. O início das operações poderá reduzir em até 20% os custos logísticos das indústrias instaladas na região.

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